OS Pró-Saúde abre vagas de emprego em hospitais do Pará

Vagas da OS Pró-Saúde estão localizadas em hospitais dos municípios de Canaã dos Carajás, Marabá, Ananindeua, Belém e Altamira

A Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, considerada uma das maiores entidades filantrópicas de gestão hospitalar do país, divulgou recentemente vagas de emprego em várias áreas de atuação. As oportunidades estão distribuídas em hospitais da região metropolitana e interior paraense, nos municípios de Canaã dos Carajás, Marabá, Ananindeua, Belém e Altamira.

Vagas da OS Pró-Saúde em Marabá

Em Marabá, a unidade OS Pró-Saúde conta com vagas na área de enfermagem. São elas: Enfermeiro (a) do Trabalho, em que é exigido ensino superior completo em Enfermagem, registro no conselho da classe, conhecimento avançado do pacote Office e especialização em Enfermagem do Trabalho; Auxiliar de Enfermagem, com ensino médio completo; Enfermeiro (a), com graduação em Enfermagem, registro no conselho da classe e desejável pós-graduação ou especialização correlata à área de atuação; Técnico (a) em Enfermagem, com ensino médio, curso Técnico em Enfermagem completo e registro no Conselho de Classe Ativo/COREN.

A unidade também abriu contratação para área laboratorial e farmacêutica: Analista de Laboratório, com graduação em Biomedicina ou Farmácia Bioquímica, registro no conselho de sua categoria, desejável experiência anterior e conhecimento de rotinas de laboratório; Agente Transfusional, com ensino médio completo, formação em Técnico de Laboratório, registro no conselho de sua categoria e desejável conhecimento técnico no manejo de aparelhos, equipamentos e instrumentos em execução dos trabalhos, além de conhecimento do pacote Office; e Farmacêutico (a), com ensino superior completo em Farmácia, registro no Conselho Regional de Classe e desejável pós-graduação na área.

Além disso, ainda há vagas para: Escriturário (a) Hospitalar, com ensino médio completo e conhecimento básico no pacote Office; Auxiliar de Almoxarifado, com ensino fundamental completo; Auxiliar de Higiene e Limpeza, com ensino fundamental completo; e Auxiliar de Cozinha, com ensino médio completo.

Unidade de Ananindeua

A associação OS Pró-Saúde do município de Ananindeua está com vaga para o cargo de Enfermeiro da Qualidade. Os interessados nesta oportunidade devem possuir os seguintes requisitos:

  • Ensino Superior Completo em Enfermagem, COREN Ativo (Registro no Conselho Regional de Classe);
  • Desejável pós-graduação em Gestão da Qualidade, Gestão Hospitalar ou áreas correlatas;
  • Experiência de 6 meses;
  • Desejável experiência sólida na área;
  • Conhecimento básico do Pacote Office;
  • Conhecimento em Qualidade Hospitalar;
  • Foco em Resultado, Foco no Cliente, Comportamento Ético, Visão Estratégica;
  • Resiliência e Relacionamento Interpessoal.    

Unidade de Belém

O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na capital paraense abriu as seguintes oportunidades: Supervisor de Facilites, com ensino superior completo em Enfermagem; Jovem Aprendiz, que está com 2 vagas e é exigido que o candidato esteja cursando o ensino médio; Fonoaudiólogo – Temporário, em que o profissional deverá executar métodos e técnicas fonoaudiológicas com o propósito de auxiliar no desenvolvimento da fala, escrita e correções das funções estomatognáticas; e Coordenador Contábil/Financeiro, com exigência de graduação em Ciências Contábeis, pós-graduação e  registro ativo no conselho regional.

Unidade de Altamira

Por fim, o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), na cidade de Altamira conta as seguintes oportunidades: Auxiliar de Higiene e Limpeza, em que é desejável que a pessoa tenha ensino fundamental completo e experiência de 6 meses; Analista de Laboratório, com formação em instituição reconhecida pelo MEC, graduação em Farmácia Generalista, Biologia, Biomedicina e/ou áreas afins, registro no conselho da categoria, conhecimento em informática, conhecimento da legislação vigente inerente à área de atuação e desejável experiência anterior na área de análises clínicas de pelo menos 6 meses; Copeiro Hospitalar, em que é desejável ensino fundamental completo, desejável 6 meses de  experiência e desejável conhecimento sobre manuseio dos alimentos; e o cargo de motorista, em que é exigido formação em instituição reconhecida pelo MEC, ensino médio completo, CNH atualizada e categoria “D” e desejável experiência anterior na área de pelo menos 6 meses.

Duas formas para se candidatar às vagas da OS Pró-Saúde

Para se candidatar às vagas da organização social, existem duas formas: os interessados podem cadastrar o currículo por meio do site oficial da OS Pró-Saúde ou realizar o cadastro no Portal VAGAS. Além disso, as oportunidades também de estendem à Pessoa com Deficiência (PCD).

*Foto: Divulgação

Conheça as 15 profissões que cresceram em meio à pandemia

Catho divulgou pesquisa que mapeou 15 profissões que cresceram no período de isolamento social e revela que elas se encontram nas áreas de saúde, farmácia, comercial, logística e supermercadista

Na intenção de descobrir quais cargos tiveram a maior abertura de vagas durante a pandemia do novo coronavírus, a empresa Catho publicou um estudo em que analisa os meses de março, abril e maio de 2019 contra os meses de março, abril e maio de 2020. O levantamento resultou em 15 profissões que cresceram desde o período imposto de isolamento social. Já os cargos são ligados às áreas de saúde, farmácia, comercial, logística e supermercadista.

Maior crescimento é registrado na área da saúde

Desde o início da pandemia de Covid-19, no Brasil, 15 profissões cresceram e se destacaram no cenário econômico. E no topo dessa lista está o cargo de fisioterapeuta respiratório, que é o profissional que está à frente das UTIs e é responsável pelo manuseio de ventiladores mecânicos e intubação de pacientes, com crescimento de mais de 4.480%.

Ainda na área da saúde, outros profissionais têm sido bastante procurados desde o começo da implantação da quarentena no país. É o caso do fisioterapeuta hospitalar (1.555%), seguido pelo cargo de técnico em radiologia (732%), enfermeiro de UTI (648%) e técnico de enfermagem (527%).

Outro crescimento expressivo de oportunidades aparece na área comercial, em que funções como operador de call center (218%) e executivo de vendas (123%) mantêm crescimento na abertura de vagas mês a mês.

15 profissões que cresceram na pandemia

  • Fisioterapeuta respiratório – 4.480%
  • Fisioterapeuta hospitalar – 1.555%
  • Socorrista – 1.500%
  • Técnico em radiologia – 732%
  • Enfermeiro de UTI – 648%
  • Técnico em enfermagem – 527%
  • Bombeiro civil – 309%
  • Técnico em enfermagem do trabalho – 283%
  • Enfermeiro – 274%
  • Operador de call center – 218%
  • Repositor – 134%
  • Executivo de vendas – 123%
  • Auxiliar de expedição – 109%
  • Auxiliar de loja – 100%
  • Operador de caixa – 34%

Aumento entre abril e maio

Ainda segundo o levantamento da Catho, o mês de maio apresenta uma retomada da área comercial, diferentemente dos outros meses. Profissões relacionadas a vendas e atendimento ao cliente surgem com maior intensidade neste mês. E mesmo na área de vendas, é possível estabelecer home office pós-pandemia, algo que está sendo analisado pelas empresas do país. Cargos como atendente de SAC (141%), vendedor (56%) e operador de televendas (46%) foram os que mais se destacaram.

Já a área de tecnologia continua em alta pelo segundo mês consecutivo, e também aparecem com maior presença. É o caso dos programadores Java (112%), Mobile (111%%) e .NET (21%). Veja os cargos na área comercial:

  • Instalador de telecomunicações – 451%
  • Técnico em radiologia – 285%
  • Auxiliar de laboratório – 197%
  • Atendente de SAC – 141%
  • Analista programador de Java – 112%
  • Programador mobile – 111%
  • Auxiliar de loja – 107%
  • Vendedor – 56%
  • Operador de televendas – 46%

Fonte: JC Concursos

*Foto: Divulgação

Área de tecnologia está em alta na pandemia

Atualmente, área de tecnologia conta com oferta de aproximadamente 1.000 vagas

Há cerca de três anos que a área de tecnologia tem se mostrado bastante promissora no país, com boas previsões de crescimento, além do surgimento de novas funções, cursos e especializações.

A pandemia gerada pela Covid-19 tem impactado diretamente a economia e o mercado de trabalho no Brasil. Isso fez com que a demanda por profissionais de T.I fosse estimulada nos últimos meses.

Maior demanda na área de tecnologia

A empresa especializada em serviços e aplicações para a nuvem, Claranet, viu a demanda por especialistas em nuvem, dados, desenvolvedores, arquitetos de soluções de diversas ferramentas, técnicos, gerentes de projetos e os que têm habilidades de implementação de sistemas, aumentar 15%. Segundo a diretora de recursos humanos da empresa, Tâmara Costa, a maior busca em vista do atual cenário é por projetos, arquitetura, Big Data e comportamento de mercado. Em entrevista ao JC Concursos, ela afirmou:

“Quando a gente pensa em tecnologia, as coisas mudam muito rápido e as necessidades também. Buscamos ter as pessoas certas no lugar certo. É mais do que desenvolver, mas influenciar e resolver problemas.”

Ritmo de contrações

A Spring Professional realizou uma pesquisa que revelou que a área de tecnologia é a que mais continua com o ritmo de contratações pré-pandemia, somando mais de 23% das vagas do setor.

Na lista de profissionais mais procurados neste momento, conforme levantamento da PageGroup, são: líder de cibersegurança, pela capacidade de comandar a área de segurança da informação, trabalhando na implementação de políticas, acesso e ferramentas estratégicas para proteção de dados da companhia; e o especialista em cloud, que colabora em soluções de arquitetura e infraestrutura de TI na nuvem, considerando a segurança, acessibilidade e flexibilidade.

Empresas de TI oferecem aproximadamente 1.000 vagas de emprego

A empresa de pagamentos eletrônicos, Cielo, por meio de sua campanha #VemserCielo, visa expandir sua equipe de desenvolvedores, oferecendo vagas para profissionais de tecnologia da informação. Atualmente, são 20 oportunidades disponíveis. Clique aqui para visualizar as oportunidades.

A Escale Digital, startup que conecta consumidores com grandes marcas usando tecnologia e dados, está com empregos para profissionais de diversas áreas, incluindo especialistas em TI. As oportunidades são para atuar em São Paulo, confira aqui.

Já o Portal TalenTI, especializado em recrutamento de profissionais da área de tecnologia da informação, possui 902 vagas de emprego abertas no setor em várias funções. As oportunidades estão distribuídas por quase todas as regiões do Estado de São Paulo. Mais informações você pode encontrar aqui.

Aprimorar conhecimentos

Além disso, não são apenas vagas de emprego na área de tecnologia que está ocorrendo neste momento de pandemia. Também há profissionais interessados em aprimorar seus conhecimentos em TI. Com isso a empresa TOTVS anunciou a abertura de 10.900 vagas para aulas inteiramente online e gratuitas, que serão realizadas durante este mês.

As aulas, com transmissão ao vivo pela internet, serão focadas na rotina dos produtos da empresa de diversos segmentos, passando por medidas que deverão ser tomadas em razão do novo coronavírus, e-social e LGPD. Veja todos os detalhes do anúncio.

Fonte: JC Concursos

*Foto: Reprodução EPTV

Home office pode crescer pós-pandemia se empresas se planejarem

Segundo especialista da FGV, home office pode crescer pós-pandemia, baseado em um estudo publicado em abril, que afirma que a prática do trabalho remoto deve aumentar em 30% no Brasil

Após dois meses de quarentena imposta pelo governo do país, em função do avanço da disseminação do novo coronavírus, muitas empresas brasileiras precisaram se adequar ao trabalho remoto, conhecido mais como home office.

Com esta nova realidade, surge a dúvida de como ficará a economia após o período de isolamento passar. E, naturalmente, vem à mente como ficará o mercado de trabalho pós-pandemia.

Home office pode crescer pós-pandemia

De acordo com um estudo publicado em abril deste ano, realizado por André Miceli, coordenador do MBA em marketing e inteligência de negócios digitais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que o método de trabalhar em home office deve crescer pós-pandemia, mais precisamente em 30%, em todo o país.

No entanto, para que esta mudança aconteça as empresas já estão se preparando desde já, segundo Thamille Rodrigues, diretora de gestão de pessoas da Allonda, companhia de engenharia focada em soluções sustentáveis:

“Nós já estamos nos preparando para que os aprendizados que temos tido na quarentena sejam aplicados na retomada.”

Ela ressalta que hoje 70% da equipe dos escritórios está em trabalho remoto e a empresa pretende ter na fase pós-pandemia 50% do seu quadro de pessoal de escritório atuando na modalidade ‘flex Job’, que significa trabalhar até dois dias por semana em modo home office.

Diagnóstico de cargos

O sucesso do trabalho home office, para esta empresa, está em manter a performance dos profissionais e a fluidez da comunicação entre as equipes, além do planejamento da transição da companhia para esse regime. Com isso, foi criado um diagnóstico detalhado que avalia os cargos, áreas e perfis de cada funcionário. E será com base neste resultado que serão identificados os elegíveis para o trabalho remoto, conclui Thamile:

“Para a Allonda essa flexibilização tem a ver também com sustentabilidade, já que atende ao tripé econômico, social e ambiental. O estudo nos permitirá ter escolhas que serão positivas tanto para a empresa como também para os próprios colaboradores.”

Durante a pandemia de Covid-19 surgiram dúvidas de empregadores e empregados quanto a como ficaria a questão de bater o ponto em modo home office. E outra questão debatida no início do período de isolamento social no Brasil foi sobre os direitos e deveres dos funcionários que estão trabalhando remotamente.

Planejamento das empresas

Para a consultora da Be Flexy, Flavia Gusmão, deve haver um planejamento que possibilite classificar os funcionários em três grupos: os que ocupam cargos e possuem perfis que atendem bem às exigências para se trabalhar de casa; os que precisam melhorar alguns aspectos observados; e aqueles que o cargo ou o perfil não apresentam condições mínimas suficientes para trabalhar home office. Com essa avaliação, a empresa consegue se organizar de modo mais assertivo, sem prejuízo à efetividade e produtividade.

Outro ponto observado para o crescimento do trabalho remoto pós-pandemia foi a questão da estrutura de segurança, como afirma o gerente de desenvolvimento humano da Allonda, Felipe Cavalcanti:

“Além disso, no retorno pós pandemia, baseado no que foi visto em outros países, serão determinadas recomendações mínimas de segurança como distanciamento físico. Com isso, não vamos poder ocupar todos os espaços de trabalho existentes e o trabalho remoto será imprescindível para estabelecer um rodizio de equipes para não criar a necessidade de adquirir um novo espaço físico. Além de promover um tempo livre para os colaboradores, economizando o tempo de deslocamento para o trabalho.”

Guerra ainda complementa sobre a questão de disciplina dos empregados em esquema home office, o quão é importante a pessoa ter capacidade de desempenhar o trabalho em casa, mantendo os prazos exigidos. E finaliza que recursos físicos, que englobam equipamentos e mobiliário adequados também são considerados neste tipo de avaliação.

Fonte: JC Concursos

*Foto: Reprodução / Freepik

MP 927 abre interpretação para Covid-19 como acidente de trabalho

No fim de abril, STF suspendeu artigo da MP 927 que pode considerar a Covid-19 como acidente de trabalho

No dia 29 de abril foi realizada uma sessão virtual, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu dois artigos da Medida Provisória 927/2020. A primeira delas diz respeito ao artigo 29, que considerava que a contaminação por conta do novo coronavírus não poderia ser considerada como associada ao trabalho, “exceto mediante comprovação do nexo causal”.

Covid-19 como acidente de trabalho

Com a eliminação deste artigo, ainda assim, para o advogado trabalhista Pedro Maciel, sócio do escritório Advocacia Maciel, relata que tal decisão do STF nada mais é do que tirar uma questão da MP que jamais existiu antes. Para ele, o texto apresentado pelo governo deixa a questão muito aberta, como explica à revista Exame:

“O artigo dizia ‘não é acidente, a não ser que se prove’, isso coloca a doença ocupacional como uma exceção. O que pode não ser verdadeiro para trabalhadores essenciais e atuando na linha de frente contra a doença. A decisão do STF vem como uma proteção a esse trabalhador.”

Em contrapartida, o advogado não acredita que esta suspensão do artigo abra a probabilidade de que qualquer empregado declare que um diagnóstico de coronavírus seja associado ao trabalho.

Home office

Maciel cita como exemplo uma pessoa que realiza home office (teletrabalho). Este trabalhador “tem mais chance de pegar a doença por sair do isolamento ou por meio de um parente”.

Com a pandemia da Covid-19, foi estabelecido direitos e deveres de quem faz home office enquanto durar a quarentena, onde era mencionado a questão de contrair o vírus durante o período de isolamento social.

Já para quem atua na área da saúde, a situação é diferente, pois o foco de contágio está neste ambiente de trabalho, explica o advogado:

“Um médico dentro de um hospital tem uma discrepância entre a probabilidade de pegar no ambiente de trabalho e a de pegar de um parente em casa.”

E ressalta que a mesma proteção pode ser aplicada a funcionários de empresas que não interromperam suas atividades, ou seja, que não acataram as medidas de quarentena dos governos estaduais e municipais. Ou ainda de companhias que não fornecem máscaras e álcool em gel.

Sendo assim, para o especialista o efeito da suspensão do artigo pode ser na segurança de estabilidade de emprego para os trabalhadores essenciais que ficarem doentes em meio à pandemia.

Na prática, ao comprovar acidente de trabalho, no caso por Covid-19, a pessoa tem direito a 15 dias de afastamento pagos pela empresa e a auxílio pago pelo INSS a partir do 16º dia. Além disso, depois do período fora de serviço, o trabalhador tem 12 meses de estabilidade no emprego e não pode ser demitido sem justa causa.

A comprovação de afastamento decorrente da Covid-19 mudaria a situação de pessoas que foram demitidas sem justa causa em meio à pandemia, pelo fato de muitas empresas terem deixado de funcionar durante o período de isolamento social.  

Equipamentos de segurança

Outro efeito da MP seria o maior cuidado dos empregadores em fornecer os devidos equipamentos de segurança a todos os funcionários.

Com a chance da Covid-19 passar a ser doença ocupacional, a falta de distribuição de álcool em gel e de máscaras pode revelar a situação de vulnerabilidade do trabalhador e, consequentemente, ser uma prova da responsabilidade da empresa.

Por fim, Maciel afirma que seu escritório ainda não recebeu nenhum caso desse tipo e acredita que ainda deve demorar para ter uma análise de como a decisão do STF será interpretada:

“Temos que esperar para ver como a Justiça vai atuar nesse caso.”

Fonte: Revista EXAME

*Ilustração: Divulgação

Demitidos na pandemia: quais são os direitos dessas pessoas?

O país possui muitos demitidos na pandemia, em função das empresas não conseguirem funcionar durante o período de isolamento social

Funcionários que forem demitidos na pandemia, sem justa causa, entram nas mesmas regras habituais da CLT. Com isso, o trabalhador que é dispensado durante o período de distanciamento social terá direito ao aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço, que poderá ser de até 90 dias.

Demitidos na pandemia – direitos

Além do aviso-prévio proporcional, o empregado receberá o saldo salarial, que equivale aos dias trabalhados e ainda não pagos, o 13º salário proporcional, férias proporcionais acrescidas de ⅓ de seu valor, férias vencidas, caso as possua, acrescidas de ⅓ e uma indenização no valor correspondente a 40% de seu saldo do FGTS.

A pessoa também poderá sacar o FGTS e receber o seguro-desemprego, caso se enquadre nos requisitos exigidos por lei trabalhista.

Casos que não pode haver demissão na pandemia

Vale reforçar que os empregados que tiveram a jornada de trabalho e o salário reduzidos ou o contrato de trabalho suspenso, e receberam do Estado o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, que já beneficiou 24 milhões de pessoas, não poderão ser demitidos na pandemia durante o período de duração da redução da jornada ou da suspensão do contrato. E também nem pelo menos período, depois que o contrato for restabelecido normalmente.

O que muda no período de distanciamento social

No entanto, existe uma situação diferente em função da crise gerada pelo avanço da Covid-19. Na prática, se um funcionário foi demitido em razão do fechamento da empresa. Neste caso, a CLT prevê que, nas hipóteses em que o empregador encerra suas atividades, em razão de motivo de força maior, a indenização de 40% sobre o FGTS, paga ao trabalhador, passa a ser devida pela metade, ou seja, no valor de 20%. Já o restante das verbas devidas são pagas normalmente.

Em declaração à revista EXAME, o advogado Marcelo Mascaro, especialista na área trabalhista também diz que no caso do fechamento da companhia por força maior, a motivação deve ser provada. Apesar da pandemia da Covid-19 ser considerada como grande motivo para encerramento de uma empresa e prevista na Medida Provisória 927, ainda assim, para que ocorra a redução no pagamento da indenização ao funcionário demitido a companhia deve provar que, no seu caso específico, o encerramento das atividades aconteceu em função da pandemia do novo coronavírus.

Fonte: Revista EXAME

*Foto: Divulgação