Eletrobras lucra R$ 716 milhões no 3º tri e reverte perdas

Mesmo com uma série de provisões apontada no balanço do terceiro trimestre deste ano, Eletrobras garante lucro

Na semana passada, a Eletrobras reportou que obteve lucro líquido de R$ 716 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante perda líquida de R$ 2,26 bilhões na mesma época no ano passado. o relatório foi divulgado no dia 12 de novembro.

No primeiro trimestre de 2019, a empresa apresentou alta de 178% – relembre aqui.

Eletrobras – privatizações

Ao mesmo tempo em que colhe os frutos da privatização de distribuidoras, entre as quais, a hoje deficitária Amazonas Energia, a Eletrobras, que é considerada a maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina, registrou lucro líquido de R$ 7,6 bilhões em apenas nove meses, contra um dano líquido de R$ 404 milhões no mesmo comparativo.

Ebitda

Já em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, o Ebitda, aumentou R$ 2,7 bilhões, uma alta de 303% na comparação ano a ano.  

No que diz respeito à receita operacional líquida, a Eletrobras apresentou aumento de 9,8%, para R$ 7,29 bilhões no terceiro trimestre de 2019.

Vale ressaltar que este lucro aconteceu mesmo após uma série de provisões apontada no balanço do terceiro trimestre.

Eletrobras – terceirizados

A Eletrobras ainda citou R$ 354 milhões em provisão relativa às demissões de terceirizados da subsidiária Furnas; R$ 690 milhões relativos a créditos de Conta de Consumos de Combustíveis (CCC) passados pela Amazonas Energia à companhia; e para contingências, no valor de R$ 417 milhões, sendo que R$ 269 milhões foram destinados a processos de empréstimo compulsório.

No entanto, a dívida líquida recorrente da Eletrobras ascendeu 10,7%, contra o mesmo trimestre do ano passando, sendo agora de R$ 22,1 bilhões.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Macaé quer deixar fama de ser a “capital do petróleo”

A cidade de Macaé voltará a ser movimentada no início de novembro, em decorrência dos próximos leilões de petróleo previstos para o Brasil, em que o destaque dessas edições trata-se do excedente da cessão onerosa.

Macaé não é só a “capital do petróleo”

Mesmo que riquezas vindas da indústria petrolífera retornem, a cidade do estado do Rio de Janeiro tenta se desvincular da fama que recebeu nas últimas décadas de ser a “capital do petróleo”. O intuito é assegurar um futuro baseado na sustentabilidade.

O município desperta muito cedo e com trânsito já intenso, pois muitos trabalhadores vêm também de cidades vizinhas, como Rio das Ostras. Com uma paisagem que mistura mar em meio aos navios-sondas, é possível ver à noite as luzes que emanam das plataformas de petróleo.

Descoberta de petróleo na região

No início dos anos 1970, veio à tona as primeiras descobertas de poços de petróleo na região. Nesta época, a atividade principal para aproximadamente 30 mil moradores de Macaé era a pesca.

A partir daí se desencadeou na cidade a exploração e produção de petróleo em alto-mar, além do surgimento de fornecedores que se fixaram no município na intenção de atender a crescente demanda da Petrobras. Ao mesmo tempo, muitos brasileiros de todos os cantos do país aportaram em Macaé com o sonho de melhorar de vida. Com isso, a população subiu para 240 mil residentes, no ano de 2012.

Nova fase

A indústria petrolífera, ao realizar grandes leilões referentes à camada do pré-sal, Macaé voltou aos holofotes contra ao período de retração dos últimos anos.

Em 2014, com a investigação da Lava-Jato, o preço do petróleo caiu bastante no mercado internacional e isso também se refletiu no Brasil. Prova disso, é que a cidade fluminense perdeu 40 mil carteiras assinadas. Além disso, animais passaram a ser abandonados nas ruas de Macaé, quando famílias inteiras decidiram ir embora para fugir.

No entanto, agora a boa notícia é que os leilões do pré-sal e de diversas áreas offshore podem devolver a esperança econômica à região. Isso envolve também o setor de hotelaria, aonde uma diária de frente para o mar, que já chegou a custar R$ 800 nos períodos áureos, em 2011, hoje não passa de R$ 170. Por isso o grande desejo do município voltar a prosperar.  

Macaé possui o segundo maior parque hoteleiro do estado do Rio, com quase 10 mil leitos, conforme informações da Secretaria de Turismo. Porém, com a crise econômica, ao menos cinco hotéis encerraram suas atividades. Para os macaenses, hoje, a vontade de reconstruir a história do local vem principalmente baseada no setor de turismo.

Sobre isso, Renato Nicole, dono do restaurante Duval, o mais antigo de Macaé, fundado em 1984, afirma é possível a população viver ali sem depender exclusivamente do petróleo, pois ainda possuem uma alta gastronomia, boa rede hoteleira e belas praias.

Ele recorda que na crise do petróleo, o faturamento dos restaurantes sofreu uma forte queda e, consequentemente, o número de desempregados aumentou.

Uma ilusão?

Apesar do sonho de viverem sem depender da indústria petroleira, a base de economia local ainda seria focada neste meio de produção, pelo menos por um tempo ainda. Só em royalties do petróleo neste ano, o índice pode ultrapassar os R$ 54 milhões, isso sem levar em consideração os rendimentos vindos do setor de óleo e gás.

Atualmente, a cidade possui quase 3,5 mil companhias de base comercial (de todos os setores) e aproximadamente 100 indústrias. A afirmação é da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim). Além disso, com o avanço do pré-sal, oito novas empresas de petróleo internacionais devem desembarcar na região.

Portanto, diante deste panorama, Macaé pode se beneficiar pelo fato de possuir a maior unidade de processamento de gás natural do Brasil, o Terminal de Cabiúnas, pertencente à Petrobras.

Incertezas e preocupação

Hoje, a Petrobras reduziu seu domínio em relação á exploração e produção de petróleo e gás no país. Em contrapartida, petroleiras estrangeiras ampliam sua participação no mercado brasileiro.

Este clima tem gerado preocupação aos petroleiros de Macaé, que julgam poder resultar em uma “desabitação” das plataformas de petróleo da região. Isso seria resultado da forte redução do número de colaboradores, em função dos ativos comercializados pela estatal.

estas incertezas afligem não só os petroleiros, mas os demais moradores da cidade, que afirma que aprenderam a lição e que hoje não querem nenhum título, ou seja, nem de “capital do petróleo, nem da energia”. Eles desejam apenas redenção.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Ana Chaffin – Prefeitura de Macaé

BNDES pode perder até R$ 14,6 bi com Odebrecht

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou no mês passado, em seu site, que suas perdas passadas ou potenciais em operações que envolviam a empresa Odebrecht, que está em recuperação judicial atualmente, podem somar R$ 14,6 bilhões.

Perdas do BNDES

Em relação ao total de R$ 14,6 bilhões, R$ 3,7 bilhões (aproximadamente US$ 900 milhões, quando foi convertido pelo câmbio de final de setembro), estão atreladas a perdas da União em créditos, no financiamento à exportação. Pois, o Fundo Garantidos de Exportações (FGE) indeniza o BNDES por toda série de inadimplentes promovidos por países importadores.

Sobre os R$ 10,9 bilhões que restaram, R$ 8,7 bilhões são vistos como uma perda potencial (máxima), que foi atualizada até maio deste ano, e se refere ao valor de exposição total do BNDES em créditos diante das companhias em recuperação judicial do grupo Odebrecht.

Já a perda efetiva de R$ 800 milhões (em valores atualizados) diz respeito a venda pelo Sistema BNDES de ações da Atvos. Contudo, a OTP, na qual o banco de fomento ainda possui participação, a perda potencial dos papéis ainda em carteira é de R$ 1,4 bilhão.

Parecer da União

Os gastos em operações de crédito com a Odebrecht aumentou, em valor atualizado, cerca de R$ 647 milhões, no período de 2003 a 2018, conforme parecer da União. Este valor é resultado da diferença do juro cobrado do conglomerado pelo BNDES e a tarifa básica Selic no instante dos desembolsos.

Sistema BNDES

No início de agosto, ao informar dados sobre o modelo de financiamento do Sistema BNDES à exportação de serviços de corporações nacionais entre 1998 e junho de 2019, o banco de fomento divulgou que o grupo Odebrecht respondeu por 76% do total de desembolsos na época em que atuaram juntos, no período de 2003 a 2018.

Já em relação às modalidades de apoio ao conglomerado de construção civil foram: aquisição de participações acionárias, financiamento à exportação, além de oferta de crédito.

Valor que o BNDES desembolsou à Odebrecht

O BNDES já desembolsou um total de US$ 32,9 bilhões em valores históricos, ou US$ 51,3 bilhões em valores atualizados pelo IPCA até o mês passado às companhias pertencentes à Odebrecht.

A somatória histórica compreende R$ 15,3 bilhões em crédito, dos quais R$ 11,7 bilhões dizem respeito a financiamentos diretos, em que há risco potencial de perdas para o BNDES, e ainda de R$ 3,6 bilhões em crédito indireto, em situações que as possíveis perdas são vinculadas aos agentes financeiros intermediários.

Este panorama também reflete um montante de R$ 16,1 bilhões que está atrelado aos financiamentos de exportação de serviços. O valor restante, que é de R$ 1,5 bilhão diz respeito à compra de fatias nas companhias Atvos e OTP. À época, o BNDES afirmou que as ações de emissão da primeira empresa já haviam sido negociadas pelo banco e as da segunda corporação ainda não.

Fonte: Forbes – UOL

*Foto: Divulgação

Conheça a ARCA, que une mais de um negócio no mesmo espaço

A fábrica desativada na Vila Leopoldina, em São Paulo, chamada de ARCA, desempenha diversos papéis em um mesmo ambiente de trabalho

A indústria criativa tem se reinventado cada vez mais, principalmente nos tempos de crise econômica que tem assolado o país nos últimos anos. De acordo com uma pesquisa da Firjan Senai, encomendada em 2017, o PIB (Produto Interno Bruto) desse nicho de mercado foi responsável por 2,61% da riqueza gerada no Brasil, somando R$ 171,5 bilhões.

Divisões dos recursos

Sobre a divisão desse montante, São Paulo ficou em primeira posição no ranking, com 3,9% de participação do PIB do setor. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com 3,8%, seguido por Distro Federal, com 3,1%.

Como surgiu a ARCA

Foi exatamente por acompanhar esses indicativos promissores que os sócios Andrea Galasso, Mario Sérgio de Albuquerque, Maurício Soares e Tatiana Aulicino notaram que faltavam locais na capital paulista que contassem com uma estrutura diferenciada para viabilizar eventos de médio porte da indústria criativa.

Desta forma nasceu a ARCA, que é um espaço de eventos, mas que também abriga exposições e serve de locação para filmagens e lançamentos, além de realização de feiras. O galpão, situado na zona oeste de São Paulo, mais precisamente no bairro da Vila Leopoldina, possui 9.000 metros quadrados. No local, funcionava uma fábrica que foi desativada.

Inspiração para a escolha do local

A opção por este tipo de lugar segue uma inspiração internacional. De acordo com o sócio Maurício Soares, em declaração à revista EXAME:

“Foi impossível não traçar o paralelo com o Gashouder, um antigo complexo industrial abandonado que virou o principal espaço de eventos do Westergas, em Amsterdã, na Holanda, e ajudou a dar início a um processo profundo de transformação do tecido urbano”.

evento de basquete no arca

ARCA e sua responsabilidade social na cidade

A proposta da ARCA é buscar ser uma facilitadora entre seus frequentadores e as comunidades de seu entorno. Sendo assim, ela oferece novos propósitos a locais que estavam abandonados e possibilita que a fomentação da indústria criativa, além de poder revitalizar a região onde está localizada.

Soares ainda ressalta;

“Mapeamos as principais necessidades e carências dessa população e buscamos formas de supri-las por meio da criação de oportunidades de capacitação, trabalho, cultura, entretenimento e lazer”.

A ARCA já abrigou desde eventos gratuitos até clínicas de basquete e dança para crianças e adolescentes. O local também já viabilizou processos de capacitação destinados aos microempreendedores.

Fonte: revista EXAME

*Fotos: Divulgação

Receita Federal fiscaliza setor de moedas virtuais

O foco é combater a corrupção, crimes de sonegação e lavagem de dinheiro

A Receita Federal vai fiscalizar o setor de moedas virtuais. A medida passou a valer no mês passado. Portanto, qualquer tipo de transação que envolva criptomoedas, por exemplo, devem ser comunicadas ao órgão público.

O objetivo é combater a corrupção, crimes de sonegação e lavagem de dinheiro.

Setor de moedas virtuais

Esta é a primeira vez que é instituída uma regulamentação ao setor de moedas virtuais no Brasil. Não havia regras sobre o assunto dentro da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou no Banco Central.

Todavia, a decisão da Receita foi tomada em decorrência de não haver o devido acompanhamento por parte das autoridades quando o tema era criptoativos. Ao mesmo tempo em que as transações com moedas virtuais cresceram bastante no mercado nacional. Portanto, criou-se a necessidade de uma fiscalização para barrar práticas ilícitas que poderiam ser facilitadas sem acompanhamento específico.

De acordo com o subsecretário de Fiscalização da Receita, Iágaro Jung Martins, com a alta demanda de transações no setor de moedas virtuais, é preciso ter informações mais detalhadas e cabe às autoridades analisarem tais dados.

Valor das moedas virtuais

De acordo com o site Bitvalor, o preço negociado de bitcoins (principal moeda virtual) no mercado brasileiro no período de janeiro a junho de 2019, foi de R$ 2,89 bilhões. Com isso, houve alta de 186% em comparação à mesma época do ano passado.

Em função das plataformas digitais permitirem o anonimato, consequentemente, pode haver prática de crimes, segundo a receita Federal. Por ser um universo novo, há dificuldade em tomar as rédeas da situação. Portanto, a possibilidade de ter sonegação nestas transações é real, pois não há informações detalhadas sobre as operações.

Repasse de informações ao órgão

Desde o mês passado, segundo a regra, toda pessoa jurídica ou física residente no país e que movimente cerca de R$ 30 mil por mês em moedas virtuais terá de apresentar informações mensalmente sobre estas transações ao órgão fiscalizador. A norma compreende a compra, venda e também casos de donativos.

Os primeiros dados já tiveram de ser repassado neste mês, referente às operações de agosto. A prestação de contas pode ser realizada de modo eletrônico diretamente no site da Receita Federal. Além disso, as corretoras de criptoativos nacionais também terão de passar informações.

Dados

Em cada operação de ser informados: a data, o tipo, os titulares da transação, as moedas virtuais utilizadas, a quantidade negociada e o valor.

Já a Receita poderá saber quem não prestou as devidas informações, principalmente, ao obter dados das corretoras de criptoativos. Portanto, quem se omitir nestas transações poderá dar indícios de sonegação de rendimentos ou ganhos de capital, segundo o fisco.

Multas e IR

A fiscalização da Receita levaria á aplicação de tarifas mais multas. O valor pode variar de 75% a 150% do dinheiro não declarado. A pessoa também corre o risco de ser investigada.

No entanto, o setor de moedas virtuais está sujeito ao IR (Imposto de Renda) de ganho de capital quando a venda for superior a R$ 35 mil por mês. Já a taxa aplicada varia de 15% a 22,5% dependendo do rendimento registrado. 

Porém, Martins deixa claro que a regra não pretende aumentar a arrecadação, e sim obter os dados necessários ao fisco. Ele não descarta que no futuro a Receita possa vir a trabalhar em parceria com órgãos reguladores de outros países na intenção de ampliar a fiscalização.

O outro lado

Contudo, o presidente da ABCB (Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchian), Fernando Furlan, identifica que as corretoras menores podem ter dificuldades para atender tais normas. A entidade conseguiu que o fisco retirasse algumas obrigações, como repassar o histórico de transações por meio da carteira (a chamada “wallet”) do operador.

Mesmo assim, Furlan enxerga que este tipo de regulação será benéfica para o setor de moedas virtuais. Pois assim, haverá maior segurança tanto para os usuários como para as empresas, conclui Furlan.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Agência O Globo – Ailton de Freitas

Locaweb se reinventa cada vez mais e compete com outras gigantes

Uma das mais antigas empresas de internet do Brasil, a Locaweb está no mercado desde 1998. Primeiramente, ela surgiu como uma empresa que realizava hospedagem de sites e operações digitais a outras companhias.

Hoje, a organização de tecnologia com sede em São Paulo, ainda fatura alto com o serviço de hospedagem de sites. Só no ano passado, o faturamento foi de R$ 400 milhões e 39% deste serviço que a impulsionou.

Todavia, só este nicho não é o suficiente para sobreviver ao mercado de tecnologia hoje em dia. Por isso, a Locaweb apostou em adquirir startups e expandir sua atuação. São 21 serviços oferecidos atualmente. Estes braços conseguem atender 300 mil clientes, especialmente nos setores de e-mail marketing, suporte para comércio eletrônico e meios de pagamentos.

Forte concorrência

Mesmo que esteja em ascensão ultimamente, a companhia concorre gigantes de cada setor em que está presente. No mercado de serviços de nuvem, compete com a Amazon e Microsoft. Já na área de meios de pagamentos, seus rivais são o Mercado Pago e a Pag Seguro.

Escritório atual

Antes, a Locaweb possuía um espaço na zona Sul da capital paulista, onde abriga funcionários em um conceito mais fechado. Havia muitas baias separando os colaboradores e diretores. Hoje, a firma considera mais importante interagir com todos os trabalhadores e facilitar a comunicação. Portanto, as salas são abertas, além de possuir espaços de descontração com jogos, como sinuca e locais para descanso. Também tem refeitório e lanchonete. Com isso, as questões diárias fluem mais e a conversa com superiores se tornam mais ágeis.

No atual espaço, concentrado meio do prédio em que já ocupavam, atuam 950 funcionários. A Locaweb também possui escritórios em Curitiba, Marília, Porto Alegre e Recife. No total, são 1500 colaboradores.

Estrutura

A estrutura do espaço antigo em São Paulo foi aproveitada na nova locação. Portanto, a empresa conseguiu instalar mais equipamentos neste lugar, onde há um centro de dados e servidores.

Lá, são 20 mil servidores conectados, que ficam armazenados e protegidos e salas blindadas. A temperatura constante do espaço é mantida em 21°C. Na parte central existe um cofre que guarda estruturas bancárias e financeiras.

De acordo com a empresa Hostmapper, os servidores da Locaweb hospedam em torno de 20% de toda a internet do país. São quase 300 mil clientes, entre pequenas e grandes companhias. Também oferece os serviços a pequenos e-commerces. Duas grandes operações também funcionam no local, o programa Quilômetro de Vantagens dos Postos Ipiranga e a Smiles.

A companhia de internet também é responsável pelo armazenamento de mais de seis milhões de contas de e-mail corporativas.

Presidente da empresa

De acordo com Fernando Cirne, presidente da Locaweb, nem todos os servidores são utilizados ao mesmo tempo. Com esta dinâmica é possível, quando o espaço nãop está ocioso no data Center, campanhas importantes acontecem. Entre elas, os períodos referentes à Black Friday, Natal ou Dia das Mães, por exemplo.

Startups

Parte das inovações da empresa vem da aquisição de startups que complementa o sucesso da companhia.

A empresa adquirida pela corporação, All iN, em 2013, é responsável pela área de marketing, e cresce 25% ao ano. Por meio dela, são hospedados e gerenciados milhares de e-mails corporativos e envios de campanhas neste segmento.

Em relação ao marketplace, ou seja, local onde pequenos lojistas querem vender seus produtos, o grupo adquiriu a companhia Tray. O mecanismo consiste em a Locaweb possibilita que o comerciante acesse de uma só vez nas varejistas eletrônicas. Entre elas, estão o Magazine Luiza, Mercado Livre e B2W. Já o clientes deste serviço são as marcas Diesel, FutFanatics e Northface.

No segmento de meios de pagamentos, a companhia de internet comprou a Yapay. Ela atuava em conjunto com a Tray. No entanto, desde 2017, funciona de modo independente. A startup acompanha seus concorrentes, como Ame (B2W), Magalu Pagamentos e Mercado Pago. Todas elas funcionam como plataformas de meio de pagamentos, instaladas dentro dos sites de comércio eletrônico.

Computação em nuvem

Em relação a este universo, a Locaweb briga com gigantes do setor. Entre os quais, podemos destacar a AWZ (da Amazon) e a Azure (da Microsoft).

Para não perder campo para essas rivais, a empresa brasileira firmou uma parceria com ambas. Portanto, a Locaweb enxergou um nicho de negócio, já que percebeu que as pequenas e médias empresas não possuem funcionários dedicados a este segmento. Com isso, a companhia de internet resolveu desenvolver o serviço de gestão de nuvem. Sendo assim, adquiriu a startup Cluster To Go, que oferta o suporte necessário às companhias que têm interesse em migrar para a nuvem.

Hospedagem

Voltando ao primeiro nicho de negócio da Locaweb, hoje ela tem na King Host um braço direto em hospedagem de sites. Esta empresa era uma das maiores competidoras deste mercado.

Próximos passos

A Locaweb se modernizou nas últimas duas décadas e hoje possui startups inovadoras e entrou em mercados diversificados. Apesar de tudo isso, ela ainda precisa de mais capital e barganha para superar os grandes concorrentes. Portanto, o grande desafio da companhia brasileira para os próximos anos é se firmar nestes novos nichos de atuação. Para isso, ela deve saber concorrer ou constituir parcerias com as grandes empresas de cada setor.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Locaweb

Mitsubishi adquire filial de aeronaves regionais da Bombardier

Concorrente da Embraer, a companhia aérea canadense vendeu os aviões por R$ 2,10 bilhões

A empresa Bombardier, com matriz no Canadá, fechou contrato de venda com o conglomerado japonês MHI (Mitsubishi Heavy Industries) no valor de US$ 550 milhões, o equivalente a R$ 2,10 bilhões. O contrato prevê a aquisição pela Mitsubishi da filial de aviões regionais CRJ.

Esta não é a primeira negociação deste tipo feita pela Bombardier. Anteriormente, ela vendeu seu programa de média distância CSeries à Airbus, agora chamado de A220. Sendo assim, se a operação com a MHI for efetivada no segundo semestre de 2020, este canal da aviação da fabricante canadense deixará de produzir aeronaves de médio porte, que é considerado um case de sucesso da companhia.

Comunicado

Para garantir os ativos atrelados ao programa, o grupo japonês também teve de desembolsar mais US$ 200 milhões.

Trâmites

Depois do término de toda transação, a MHI vai assumir as atividades dos setores de atualização, manutenção, suporte e comercialização e venda do programa CRJ. Este último está presente em solo canadense, nas cidades de Montreal, Quebec e Toronto. Já sua participação nos Estados Unidos está concentrada em Bridgeport, Virginia Ocidental e Tucson.

Em comunicado, a Bombardier afirmou:

“As atividades adquiridas são complementares às atividades existentes da MHI ligadas aos aviões comerciais, principalmente ao desenvolvimento, à produção, às vendas e ao suporte de aviões comerciais da linha Mitsubishi SpaceJet”.

De acordo com o presidente e diretor executivo da companhia canadense, Alain Bellemare, a negociação com o grupo japonês pontua a mudança de seu setor aeronáutico.

*Foto: Divulgação / Bombardier

Parceria entre duas startups zera fraudes no setor automotivo

A startup ZasCar, especializada em aluguel de veículos, conseguiu zerar fraudes do segmento de carros compartilhados. O motivo foi a empresa utilizar o sistema de outra startup, a Idwall.

A tecnologia é baseada no uso de inteligência artificial que permite automatizar o cadastro de novos clientes da ZasCar. A companhia possui 130 carros, todos na Grande São Paulo, que são utilizados por meio de aplicativo.

Sistema da Idwall

Quando a pessoa faz o cadastro na empresa de locação de carros, ela precisa fazer uma selfie na hora. Esta imagem será comparada a dos documentos do usuário, que podem ser enviados por meio de fotos. Também serão pedidos alguns dados pessoais para uma checagem mais completa.

Além disso, uma análise de bancos de dados públicos é utilizada para saber se o contratante tem antecedentes criminais, se o seu nome é apontado como um bom pagador em lista fornecida por birôs de crédito. Após esta verificação cada cliente novo recebe uma nota de risco, de acordo com o sócio da Idwall, Lincoln Ando.

Análise

Com base nestes trâmites de análise, a ZasCar determina se aquele usuário em questão pode fazer parte de seu cadastro. Caso seja necessário, mais informações serão solicitadas pela startup para aprovar a identidade do cliente.

Segundo o presidente-executivo da ZasCar, Guilherme Mosaner, é conseguir conciliar o uso de um cadastro simples e prático, que não permita que o cliente desista de preencher no meio do caminho mas que, ao mesmo tempo, seja seguro para a empresa. Mosaner afirma:

“Precisamos de um cadastro rápido, ao mesmo tempo em que oferecemos algo de muito valor. Uma fraude dá um prejuízo muito grande, de até R$ 50 mil”.

Antes do uso da inteligência artificial, o registro de todo novo cliente passada por análise de um funcionário da startup de veículos. Porém, este profissional confirmava o cadastro de acordo com dados fornecidos pelo novo usuário.  Hoje, a maioria das inscrições é toda realizada pela tecnologia da Idwall.

Mosaner ressalta que antes desse sistema de inteligência artificial eles enfrentavam alguns obstáculos para confirmar a identidade do cliente. Além do fato que não se podia perder muito tempo com esta análise, principalmente com a chegada de novos cadastros. O Natal é uma época do ano em que a ZazCar recebia 10 vezes mais registros que o habitual.

O presidente-executivo também diz que sem o uso desse sistema a porcentagem de carros perdidos era de 1% a 2%. Essa estimativa diz respeito a veículos que eram roubados com a utilização de identidades falsas. Atualmente, depois de um ano da implantação da tecnologia, não houve notificação de nenhum caso de fraude.

*Foto: Divulgação – Lucas Matuda

Novo diretor do Sebrae-SP ressalta importância das pequenas empresas

Por já ter vivido o lado de empreendedor de sucesso, Wilson Poit acredita que sua experiência só tem a agregar

O Sebrae-SP nomeou o novo diretor, Wilson Poit, em maio. Seu histórico como empreendedor deve contribuir à unidade paulista.

Poit entrou no lugar de Luis Sobral, que era ligado ao antigo governador Márcio França (PSB). Sobral atuou na gestão França como presidente da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Ele foi destituído do cargo após quatro meses de trabalho.

O atual governador Joao Doria interferiu a favor de Wilson para assumir o cargo como novo diretor do Sebrae-SP. Wilson foi secretário de Desestatização da gestão Doria, na prefeitura.

Histórico de Wilson Poit

O atual diretor já esteve do outro lado da moeda. Em entrevista à Folha. Na época de sua nomeação, ele disse:

“Tive cinco empresas, algumas andavam de lado. A última fez muito sucesso. Posso ajudar até com depoimentos pessoais para inspirar não só a equipe do Sebrae como os empreendedores”.

Em 1999, ele fundou a empresa Poit Energia, focada em locação de geradores. E após 12 anos a vendeu à maior companhia desse setor por R$ 400 milhões.

O novo diretor disse ainda:

“Posso ajudar até com depoimentos pessoais para inspirar não só a equipe do Sebrae como os empreendedores. A notícia é essa: estive do outro lado do balcão por muitos anos e fui ajudado pelo Sebrae e pela Endeavor. É quase uma retribuição”.

Quais são os planos do atual gestor

Poit, que passou o início do trabalho ouvindo muito sobre o que já acontecia neste Sebrae, tem planos para o futuro.  Entre eles, está o fato de querer ampliar espaços de compartilhamento pelo interior paulista. Ele acredita na força que a micro e pequenas companhias podem fornecer para a diminuição da taxa de desemprego.

Além disso, em conjunto com o governo Doria, Poit deve potencializar o serviço de microcrédito. Pois, na visão dele, há muitos desempregados que desejam abrir o próprio negócio. E ainda ressaltou que os empregos que o país e São Paulo necessitam atualmente devem ser originados pelas micro e pequenas empresas.

Política

Poit evitou falar sobre a interferência que houve para assumir o cargo de diretor no lugar de Luis Sobral. Ele disse que apenas aceitou o convite que é alinhado à sua história no empreendedorismo. E afirmou que o chamado para a direção partiu de alguns conselheiros do Sebrae, dentre eles o presidente Tirso Meirelles. Percebeu que além de Doria, também teria o apoio da secretária Patricia Ellen, que já conhecia sua trajetória desde a Endeavor.

*Foto: Divulgação

Conheça o novo presidente-executivo da Embraer

Francisco Gomes Neto atuou como presidente da gigante de carrocerias Marcopolo até o mês passado

A Embraer anunciou no início de abril o nome de Francisco Gomes Neto para presidir a área executiva da empresa.

Com a entrada de Gomes Neto, o ex-presidente-executivo Paulo Cesar de Souza e Silva atuará como membro sênior do conselho. Além disso, Paulo terá um papel importante no processo de integração do novo presidente. Também acompanhará o desempenho da segregação de ativos e recursos da aviação comercial até a conclusão do negócio com a Boeing.

SOBRE A CONTRATAÇÃO

Segundo o presidente do conselho de administração da companhia aérea, Alexandre Silva, a contratação de Francisco só tem a somar por sua vasta experiência internacional em empresas do ramo industrial. Essa competência vem no momento certo de transformação da Embraer e do setor aeronáutico como um todo.

Sua expertise vem da graduação em Engenharia Elétrica, especialização de Administração de Empresas e MBA em Controladoria de Finanças. Seus conhecimentos nessas áreas foram importantes para liderar o processo de transformação da companhia Marcopolo, nos últimos três anos.

O diretor geral José Eduardo Bellini assumirá interinamente o cargo de Gomes Neto da fabricante de carrocerias.

RECOMENDAÇÃO DO ITAÚ BBA

Analistas do Itaú BBA reforçam a importância da contratação de Francisco para a Embraer. Eles afirmam que durante o tempo em que Neto trabalhou na Marcopolo teve papel fundamental na redução de custos. Também foi responsável pela abertura de novos mercados no exterior, e maximizar o uso dos ativos da companhia no Brasil.

Como a empresa de aviões pretende abrir novas frentes comerciais fora do país, a integração de Francisco seria um facilitador. E utilizar sua vasta experiência na utilização de ativos.

*Foto: Divulgação