Sindicatos conseguem suspender demissões da Eletrobras

Nesta quinta-feira (05), a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar que suspende temporariamente as demissões divulgadas em fevereiro, pela companhia elétrica Eletrobras. O processo visava alcançar metas da estatal para a redução do quadro de funcionários, de acordo com a decisão, vista pela agência Reuters.

No mês passado, a estatal previu o corte de 68 colaboradores, sendo 61 deles em sua subsidiária da região Norte, a Eletronorte, para atingir a marca de 12,5 mil empregados, um índice previsto em acordo coletivo assinado com medição no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Demissões sem justa causa

As demissões sem justa causa seguiam-se a planos de desligamento consensual (PDCs), promovidos recentemente pela Eletrobras, que tem enfrentado há anos um processo de reestruturação, na intenção de diminuir dívidas e despesas operacionais.

No entanto, sindicatos de trabalhadores entraram com processo na Justiça contra a medida da companhia elétrica para reduzir o quadro de pessoal. Eles alegaram que a meta da estatal para o número de funcionários já tinha sido alcançada no ano passado e que os novos desligamentos só foram precisos em vista de uma das controladas da Eletrobras, Furnas, ter admitido 94 colaboradores a partir de novembro.

Ao ser procurada, a estatal não respondeu de pronto a uma solicitação de comentários sobre a medida judicial.

Decisão da Justiça contra as recentes demissões

Gustavo Carvalho Chehab, juiz substituto, afirmou em sua decisão que os argumentos dos sindicatos indicariam “em uma análise preliminar” para “possível descumprimento” do acordo mediado pelo TST, já que a Eletrobras não teria informado o tribunal sobre o ingresso de novos trabalhadores em Furnas.

Com isso, Chehab estabeleceu que sejam suspensas os efeitos de eventuais demissões sem justa causa de funcionários até a realização de uma audiência inicial, marcada para o dia 30 de março.

Enxugar o quadro de pessoal

A Eletrobras, maior elétrica da América Latina, tem passado por um enxugamento do quadro de funcionários desde a posse do atual presidente-executivo, Wilson Ferreira Jr., que assumiu o posto no início de 2016, com planos de reestruturar a estatal depois de anos de grandes prejuízos.

As medidas têm acontecido em meio a discussões sobre a privatização da Eletrobras, iniciadas no governo Michel Temer e levadas adiante pela gestão Jair Bolsonaro, que encaminhou projeto de lei ao Congresso com uma proposta de desestatização.

A empresa, que já possuiu 26 mil empregados em 2016, pode cair para quase 10 mil funcionários depois de sua privatização, de acordo com projeção realizada por Ferreira, durante a coletiva de imprensa no mês de novembro.

Fonte: Revista EXAME

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Caixa elabora PDV e reformula estrutura administrativa

A Caixa Econômica Federal está elaborando uma profunda reformulação de sua estrutura administrativa. Isso deve incluir um novo programa de demissão voluntária (PDV), a criação de centenas de superintendências menores e o fechamento de agências.

De acordo com um documento interno da Caixa, o número de superintendências de rede e varejo do banco deve aumentar de 92 para 412. A instituição também criará 57 superintendências de governo e 54 superintendências de habitação, cargos que hoje não existem na estrutura da empresa financeira.

Na proposta preliminar, que será debatida pelo conselho de administração da Caixa, está prevista 3,6 mil novas vagas de gerente, e 2,6 mil novos assistentes. Os postos devem ser assumidos por funcionários atuais do banco, conforme explica um trecho deste documento que a Agência Reuters teve acesso:

“Somos o banco de todos os brasileiros, em especial, dos que mais precisam e, por isso, iremos garantir o atendimento de excelência para todos os nossos clientes”.

Redução do número de superintendências da Caixa

Ao mesmo tempo, a direção da Caixa Econômica deve propor a diminuição o número de superintendências regionais, em ao menos 30 das 184 atuais. Em termos de hierarquia do banco, estes cargos ficam logo abaixo da diretoria. E ainda deve ser reduzida a quantidade de cargos de gerente sênior.

A intenção é que cada novo superintendente seja responsável por no máximo 15 agências, em vez de centenas, como ocorre hoje. Os novos superintendentes e gerentes terão entre as responsabilidades a de expandir a capacidade de vendas de produtos financeiros da Caixa entre os quase 8,7 mil correspondentes bancários e 13,7 mil lotéricos credenciados pela instituição, e terão parte da remuneração variável atrelada aos resultados das vendas.

PDV

A reestruturação proposta virá junto de um programa de demissão voluntária (PDV), visando como público-alvo o meio da pirâmide administrativa da Caixa Econômica Federal.

O banco planeja também encerrar um número ainda não definido de agências, especialmente em regiões de grandes cidades brasileiras, onde viu que há excesso de pontos físicos dentro da atual realidade do mercado, em um momento que seus rivais privados enxugam sua estrutura para se concentraram mais no atendimento digital. Segundo uma fonte, tais mudanças integram uma estratégia de pulverizar a estrutura administrativa e orientá-la para ter um maior foco na comercialização de produtos.

Salários

Contudo, as discussões ainda não abordaram a folha salarial. Mais do que o custo operacional, a meta é reorientar a cultura da Caixa para uma visão de maiores resultados comerciais. Ao ser procurada, a instituição não quis falar sobre o assunto.

Tais mudanças podem ser um teste para a gestão de Pedro Guimarães, presidente-executivo da Caixa, que prometeu tornar o banco, que é uma das maiores estatais do país, com 96 mil empregados, mais eficiente e rentável.

Guimarães já tomou medidas agudas, entre as quais: provisão extra de bilhões de reais sobre ativos imobiliários. Com isso, houve um alinhamento entre as práticas contábeis e os demais bancos. Porém, não agradou alguns executivos da Caixa.

Além disso, a estatal tem vendido participações em negócios considerados não essenciais e utilizando boa parte dos recursos captados para repagar parte dos R$ 40 bilhões que a instituição tomou emprestado do Tesouro Nacional nos últimos dez anos para expandir seu crédito.

Resistência de funcionários da Caixa

Com a atual reformulação em prática, Guimarães pode enfrentar resistência entre seus servidores.

No início da semana passada, o Banco do Brasil, que também é administrado pelo governo federal, informou a reformulação de seu programa de remuneração variável por desempenho. Na prática, ela pode acarretar em uma redução média de aproximadamente 10% nos gastos com remuneração fixa de funcionários, e levantou questionamento de parte dos empregados.

O movimento da Caixa acontece ao mesmo tempo em que se prepara para a listagem em bolsa de seu braço de seguros, a Caixa Seguridade, que é a primeira de quatro unidades do grupo que devem ser levadas ao mercado nos próximos anos. Isso inclui também os segmentos de cartões, gestão de recursos e de loterias.

Fonte: Agência Reuters para a Forbes Brasil

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Rede estende antecipação de recebíveis a clientes de qualquer banco

Recentemente a oferta da Rede destinada a clientes do Itaú sofreu processo pelo Cade com risco de multa diária de R$ 250 mil

A empresa de maquininhas do Itaú, a Rede, de agora em diante vai possibilitar que clientes de qualquer banco concorrente possam receber suas vendas a crédito em dois dias, sem a necessidade de taxa de cobrança de antecipação.

A medida, divulgada hoje (16), atenua a guerra travada entre o maior banco privado do Brasil e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Rede – entenda o caso

A promoção da Rede passou a vigorar em maio deste ano. Porém, exigia que os clientes da maquininha migrassem para o banco Itaú para poderem receber antecipadamente suas vendas. O prazo tradicional do mercado, que não conta com despesa extra, é de 30 dias.

A ação foi motivo de um processo por parte do Cade no mês de outubro, após concorrentes acionarem o órgão, alegando que a estratégia da Rede prejudicava a concorrência.

Com isso, o órgão levou em consideração que havia “fortes indícios de infração à ordem econômica” e estabeleceu uma decisão liminar (provisória) para que as duas companhias suspendessem as práticas consideradas anticompetitivas, com multa diária no valor de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Liminar

No entanto, no dia 5 de novembro, o Itaú conseguiu na Justiça uma decisão liminar própria, que impossibilitava o Cade de interromper a promoção. Na ocasião, o órgão disse que recorreria da decisão. Sendo assim, a medida continuou suspensa no tribunal até o dia 27 de novembro, quando então o processo foi retomado pela autarquia e a liminar foi mantida, salgo algumas modificações.

Além disso, a medida do Cade continuou valendo à Rede, que se esta descumprisse o acordo, em relação a associar descontos aos lojistas a uma conta do Itaú, a multa cairia pela metade, ou seja, R$ 250 mil em caso de descumprimento.

Com tudo isso, o Itaú informou nesta segunda-feira que modificou sua política comercial de oferta e que agora autoriza o recebimento de vendas em dois dias úteis sem tarifa a todos os clientes com domicílio bancário em qualquer banco.

A Rede afirma que desde que a medida passou a valer, comerciantes venderam R$ 16 bilhões no cartão e necessitaram pagar nada além para poder receber em dois dias.

Sobre isso, o presidente da Rede, Marcos Magalhães, explicou:

“Desde que fizemos essa mudança, vimos concorrentes seguindo o modelo, mas com limitações de faturamento e tempo de validade da proposta. O Cade também abriu investigação sobre nossa prática comercial e temos plena convicção de que o resultado final será favorável à Rede, dada a contribuição que esse movimento tem dado ao varejo.”

Política comercial da Rede

Para que o lojista possa ter acesso à política comercial da Rede, ele deve acessar o site da empresa a partir desta segunda-feira e escolher a condição de recebimento em dois dias úteis do crédito à vista. Para os clientes que já possuem esta opção de recebimento (em dois dias), a condição será aplicada automaticamente.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Eletrobras lucra R$ 716 milhões no 3º tri e reverte perdas

Mesmo com uma série de provisões apontada no balanço do terceiro trimestre deste ano, Eletrobras garante lucro

Na semana passada, a Eletrobras reportou que obteve lucro líquido de R$ 716 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante perda líquida de R$ 2,26 bilhões na mesma época no ano passado. o relatório foi divulgado no dia 12 de novembro.

No primeiro trimestre de 2019, a empresa apresentou alta de 178% – relembre aqui.

Eletrobras – privatizações

Ao mesmo tempo em que colhe os frutos da privatização de distribuidoras, entre as quais, a hoje deficitária Amazonas Energia, a Eletrobras, que é considerada a maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina, registrou lucro líquido de R$ 7,6 bilhões em apenas nove meses, contra um dano líquido de R$ 404 milhões no mesmo comparativo.

Ebitda

Já em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, o Ebitda, aumentou R$ 2,7 bilhões, uma alta de 303% na comparação ano a ano.  

No que diz respeito à receita operacional líquida, a Eletrobras apresentou aumento de 9,8%, para R$ 7,29 bilhões no terceiro trimestre de 2019.

Vale ressaltar que este lucro aconteceu mesmo após uma série de provisões apontada no balanço do terceiro trimestre.

Eletrobras – terceirizados

A Eletrobras ainda citou R$ 354 milhões em provisão relativa às demissões de terceirizados da subsidiária Furnas; R$ 690 milhões relativos a créditos de Conta de Consumos de Combustíveis (CCC) passados pela Amazonas Energia à companhia; e para contingências, no valor de R$ 417 milhões, sendo que R$ 269 milhões foram destinados a processos de empréstimo compulsório.

No entanto, a dívida líquida recorrente da Eletrobras ascendeu 10,7%, contra o mesmo trimestre do ano passando, sendo agora de R$ 22,1 bilhões.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Macaé quer deixar fama de ser a “capital do petróleo”

A cidade de Macaé voltará a ser movimentada no início de novembro, em decorrência dos próximos leilões de petróleo previstos para o Brasil, em que o destaque dessas edições trata-se do excedente da cessão onerosa.

Macaé não é só a “capital do petróleo”

Mesmo que riquezas vindas da indústria petrolífera retornem, a cidade do estado do Rio de Janeiro tenta se desvincular da fama que recebeu nas últimas décadas de ser a “capital do petróleo”. O intuito é assegurar um futuro baseado na sustentabilidade.

O município desperta muito cedo e com trânsito já intenso, pois muitos trabalhadores vêm também de cidades vizinhas, como Rio das Ostras. Com uma paisagem que mistura mar em meio aos navios-sondas, é possível ver à noite as luzes que emanam das plataformas de petróleo.

Descoberta de petróleo na região

No início dos anos 1970, veio à tona as primeiras descobertas de poços de petróleo na região. Nesta época, a atividade principal para aproximadamente 30 mil moradores de Macaé era a pesca.

A partir daí se desencadeou na cidade a exploração e produção de petróleo em alto-mar, além do surgimento de fornecedores que se fixaram no município na intenção de atender a crescente demanda da Petrobras. Ao mesmo tempo, muitos brasileiros de todos os cantos do país aportaram em Macaé com o sonho de melhorar de vida. Com isso, a população subiu para 240 mil residentes, no ano de 2012.

Nova fase

A indústria petrolífera, ao realizar grandes leilões referentes à camada do pré-sal, Macaé voltou aos holofotes contra ao período de retração dos últimos anos.

Em 2014, com a investigação da Lava-Jato, o preço do petróleo caiu bastante no mercado internacional e isso também se refletiu no Brasil. Prova disso, é que a cidade fluminense perdeu 40 mil carteiras assinadas. Além disso, animais passaram a ser abandonados nas ruas de Macaé, quando famílias inteiras decidiram ir embora para fugir.

No entanto, agora a boa notícia é que os leilões do pré-sal e de diversas áreas offshore podem devolver a esperança econômica à região. Isso envolve também o setor de hotelaria, aonde uma diária de frente para o mar, que já chegou a custar R$ 800 nos períodos áureos, em 2011, hoje não passa de R$ 170. Por isso o grande desejo do município voltar a prosperar.  

Macaé possui o segundo maior parque hoteleiro do estado do Rio, com quase 10 mil leitos, conforme informações da Secretaria de Turismo. Porém, com a crise econômica, ao menos cinco hotéis encerraram suas atividades. Para os macaenses, hoje, a vontade de reconstruir a história do local vem principalmente baseada no setor de turismo.

Sobre isso, Renato Nicole, dono do restaurante Duval, o mais antigo de Macaé, fundado em 1984, afirma é possível a população viver ali sem depender exclusivamente do petróleo, pois ainda possuem uma alta gastronomia, boa rede hoteleira e belas praias.

Ele recorda que na crise do petróleo, o faturamento dos restaurantes sofreu uma forte queda e, consequentemente, o número de desempregados aumentou.

Uma ilusão?

Apesar do sonho de viverem sem depender da indústria petroleira, a base de economia local ainda seria focada neste meio de produção, pelo menos por um tempo ainda. Só em royalties do petróleo neste ano, o índice pode ultrapassar os R$ 54 milhões, isso sem levar em consideração os rendimentos vindos do setor de óleo e gás.

Atualmente, a cidade possui quase 3,5 mil companhias de base comercial (de todos os setores) e aproximadamente 100 indústrias. A afirmação é da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim). Além disso, com o avanço do pré-sal, oito novas empresas de petróleo internacionais devem desembarcar na região.

Portanto, diante deste panorama, Macaé pode se beneficiar pelo fato de possuir a maior unidade de processamento de gás natural do Brasil, o Terminal de Cabiúnas, pertencente à Petrobras.

Incertezas e preocupação

Hoje, a Petrobras reduziu seu domínio em relação á exploração e produção de petróleo e gás no país. Em contrapartida, petroleiras estrangeiras ampliam sua participação no mercado brasileiro.

Este clima tem gerado preocupação aos petroleiros de Macaé, que julgam poder resultar em uma “desabitação” das plataformas de petróleo da região. Isso seria resultado da forte redução do número de colaboradores, em função dos ativos comercializados pela estatal.

estas incertezas afligem não só os petroleiros, mas os demais moradores da cidade, que afirma que aprenderam a lição e que hoje não querem nenhum título, ou seja, nem de “capital do petróleo, nem da energia”. Eles desejam apenas redenção.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Ana Chaffin – Prefeitura de Macaé


BNDES pode perder até R$ 14,6 bi com Odebrecht

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou no mês passado, em seu site, que suas perdas passadas ou potenciais em operações que envolviam a empresa Odebrecht, que está em recuperação judicial atualmente, podem somar R$ 14,6 bilhões.

Perdas do BNDES

Em relação ao total de R$ 14,6 bilhões, R$ 3,7 bilhões (aproximadamente US$ 900 milhões, quando foi convertido pelo câmbio de final de setembro), estão atreladas a perdas da União em créditos, no financiamento à exportação. Pois, o Fundo Garantidos de Exportações (FGE) indeniza o BNDES por toda série de inadimplentes promovidos por países importadores.

Sobre os R$ 10,9 bilhões que restaram, R$ 8,7 bilhões são vistos como uma perda potencial (máxima), que foi atualizada até maio deste ano, e se refere ao valor de exposição total do BNDES em créditos diante das companhias em recuperação judicial do grupo Odebrecht.

Já a perda efetiva de R$ 800 milhões (em valores atualizados) diz respeito a venda pelo Sistema BNDES de ações da Atvos. Contudo, a OTP, na qual o banco de fomento ainda possui participação, a perda potencial dos papéis ainda em carteira é de R$ 1,4 bilhão.

Parecer da União

Os gastos em operações de crédito com a Odebrecht aumentou, em valor atualizado, cerca de R$ 647 milhões, no período de 2003 a 2018, conforme parecer da União. Este valor é resultado da diferença do juro cobrado do conglomerado pelo BNDES e a tarifa básica Selic no instante dos desembolsos.

Sistema BNDES

No início de agosto, ao informar dados sobre o modelo de financiamento do Sistema BNDES à exportação de serviços de corporações nacionais entre 1998 e junho de 2019, o banco de fomento divulgou que o grupo Odebrecht respondeu por 76% do total de desembolsos na época em que atuaram juntos, no período de 2003 a 2018.

Já em relação às modalidades de apoio ao conglomerado de construção civil foram: aquisição de participações acionárias, financiamento à exportação, além de oferta de crédito.

Valor que o BNDES desembolsou à Odebrecht

O BNDES já desembolsou um total de US$ 32,9 bilhões em valores históricos, ou US$ 51,3 bilhões em valores atualizados pelo IPCA até o mês passado às companhias pertencentes à Odebrecht.

A somatória histórica compreende R$ 15,3 bilhões em crédito, dos quais R$ 11,7 bilhões dizem respeito a financiamentos diretos, em que há risco potencial de perdas para o BNDES, e ainda de R$ 3,6 bilhões em crédito indireto, em situações que as possíveis perdas são vinculadas aos agentes financeiros intermediários.

Este panorama também reflete um montante de R$ 16,1 bilhões que está atrelado aos financiamentos de exportação de serviços. O valor restante, que é de R$ 1,5 bilhão diz respeito à compra de fatias nas companhias Atvos e OTP. À época, o BNDES afirmou que as ações de emissão da primeira empresa já haviam sido negociadas pelo banco e as da segunda corporação ainda não.

Fonte: Forbes – UOL

*Foto: Divulgação