Como saber se seu CPF foi utilizado em fraudes no auxílio emergencial

Para saber se houve fraudes no auxílio emergencial com o uso do CPF é possível fazer a consulta pelo site do Dataprev

O governo federal determinou como uma das formas de ajudar a população brasileira, a iniciativa da renda básica no valor de R$ 600, a fim de mitigar os efeitos da crise econômica que assolou o país com a chegada do novo coronavírus. No entanto, foram constatadas fraudes no auxílio emergencial, devido a golpes com uso de CPF de quem não solicitou o benefício.

Vale ressaltar que muitos brasileiros tiveram que regularizar o número do CPF para poder receber o benefício.

Como saber identificar fraudes no auxílio emergencial

Se seu CPF foi usado na aplicação de fraudes no auxílio emergencial, para conseguir descobrir se seu número serviu para esta finalidade, basta acessar o site do Dataprev, criado para a consulta do benefício. Nesta página, você vai colocar seus dados:

  • Número de CPF;
  • Nome completo;
  • Data de nascimento;
  • E nome da mãe.

Na sequência, clique em “não sou um robô” e em seguida em “enviar”. Se tudo deu certo, uma nova página se abre automaticamente e apontará se o auxílio foi ou não solicitado para aquele número de CPF.

Em caso de fraude: como proceder?

Por ser um dos documentos mais importantes para um cidadão, o CPF também é uma peça chave para obtenção de vários tipos de serviços públicos. Com isso, se torna um dos mais visados por pessoas que cometem fraudes.

No caso de seu CPF ter sido utilizado de forma irregular para solicitar o auxílio emergencial, denuncie. Porque além de não contar com o benefício de R$ 600, é bem possível que você ainda sofra ações judiciais se nada fizer para reparar esta fraude.

Para denunciar, bata ligar para o número do Ministério da Cidadania (121). Você pode entrar em contato também com o Dataprev, Caixa Econômica Federal ou, se achar que é preciso, fazer um Boletim de Ocorrência da Polícia.

Golpes do benefício

De acordo com a Caixa, já foram pagos mais de R$ 60 milhões a quem recebe o auxílio emergencial. Em função do valor alto dessa finalidade, vários criminosos passaram a investir tempo para aplicar golpes em quem não esteja bem informado.

De acordo com levantamento da PSafe, mais de 7 milhões de pessoas já sofreram algum tipo de golpe ligado ao auxílio emergencial.

Neste caso, é bom lembrar que a Caixa jamais envia mensagem por WhatsApp ou Facebook. E sempre é bom procurar informações de fontes seguras e entrar em contato via canais de oficiais, como o site do banco, o aplicativo Caixa Tem ou pelo telefone 111.

Fonte: Site Concursos no Brasil

*Foto: Divulgação

Agora analistas financeiros projetam retração em torno de 6% no PIB

Cada vez mais pessimistas analistas financeiros afirmam que tombo do PIB em 2020 pode ser de 5,89%, sendo a 15ª vez consecutiva que a projeção cai

Os analistas financeiros estão mais pessimistas sobre o mercado, em relação à queda no desenvolvimento econômico do Brasil, que é a maior a cada semana.

Na última segunda-feira (25), foi publicado o Boletim Focus, que apontava que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 deve demonstrar uma contração de 5,89%, na última semana, já a estimativa de queda era de 4,11%. As porcentagens apresentadas levam em consideração a pandemia causada pelo novo coronavírus no país, que acarreta na incerteza quanto à paralisação de atividades econômicas.

Para o ano que vem, a projeção que os analistas financeiros enxergam é de um crescimento de 3%. Sem contar que esta foi a 15ª vez seguida que a previsão de resultado da economia para este foi revisada.

A crise provocada pelo avanço da Covid-19 afetou o Brasil em um ano que se estimava uma recação da economia, que dava indícios de recuperação da crise vivida entre 2015 e 2016. No começo deste ano, antes da pandemia chegar por aqui, os especialistas projetavam um crescimento econômico em torno de 2,3%.

Posição dos analistas financeiros

A projeção feita pelos analistas financeiros é pior do que a do governo. Hoje, o Ministério da Economia prevê recessão de 4,7%, em um panorama em que o período de isolamento social acabe nos próximos dias. Nas contas da equipe econômica, cada semana a mais de paralisação causa uma queda de 0,7% no PIB deste ano.

Além disso, se a previsão do mercado financeiro para o resultado da economia nacional se confirmar, a queda do PIB de 2020 será maior ainda do que a registrada em 2016, ano do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, a economia retraiu 3,3%.

Com a evolução do coronavírus, estados e municípios seguem incertos entre endurecer as regras, caso do lockdown no Pará e no Maranhão, e no megaferiado em São Paulo, ou começar a abrir a economia, como já dá indícios o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, com relação à volta do futebol e a reabertura do comércio.

Economia em inflação

A crise da doença reflete na economia a cada dia sendo mais deflacionária, em função da queda da demanda e do poder aquisitivo do consumidor.

De acordo com os economistas consultados pelo Banco Central (BC) para o boletim do Focus, foram reduzidas novamente as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, que mede a inflação oficial no país. E, consequentemente, com demanda menor, os preços não aceleram tanto.

Vale lembrar que economistas ouvidos pela UOl na primeira quinzena do mês também enxergam uma retomada em ritmo mais lento (relembre aqui).

A previsão para o indicador saiu de 1,59% para 1,57% no ano, abaixo da meta traçada, que é de 4% e também abaixo da margem de tolerância, que varia entre 2,5% e 5,5% para este ano. Em abril, o resultado do IPCA trouxe deflação de 0,31% pela primeira vez na história o indicador deste mês é negativo. Para 2021, a projeção para inflação caiu de 3,30% para 3,25%.

Já a projeção do dólar subiu para R$ 5,40 ao fim do ano. A moeda norte-americana segue sua escalada e, na última semana, fechou o pregão negociada a R$ 5,57, momento da divulgação do vídeo de uma reunião ministerial de abril, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.

Fonte: Revista Veja

*Foto: Divulgação / Bruna Prado

O que significam as letras V,U,W,L na economia?

Letras V,U,W,L tem ditado caminhos da crise econômica que assolou o Brasil após a chegada da pandemia do novo coronavírus

Com a crise que assola o país atualmente, diversos economistas tem usado as letras V,U.W,L para determinar como podemos nos recuperar após o período de pandemia do novo coronavírus. Mas afinal de contas o que estas letras significam? Neste artigo você vai aprender sobre o que cada letra quer dizer em relação à economia do Brasil.

Letras V,U.W,L

Segundo especialistas que deram declarações ao portal de notícias UOL, as letras dizem respeito a como o país irá se recuperar assim que passar o período de isolamento social.

Para as economistas, a pandemia deve resultar em fortes impactos econômicos. No caso do FMI (Fundo Monetário Internacional), por exemplo, já é previsto uma queda de 5,3% do PIB do país para 2020. e também existem outros estudos em que a projeção foi de 11%.

No entanto, a previsão em relação à recuperação futura da economia ainda é incerta e, principalmente, em que velocidade ela se dará.

É aí que são usadas por especialistas do setor as letras V,U,W,L. Uma recuperação em formato de V, por exemplo, quer dizer que a economia sofreu uma queda rápida e grande, e uma recuperação na mesma medida. Já a letra U indica uma retomada mais suave.

A letra W significa que um movimento irregular de idas e vindas. O L mostra que pode haver uma crise que pode se arrastar por um longo período, ou seja, a segunda perna não sobe, fica permanente na horizontal, lá embaixo).

De acordo com as economistas, a letra que ditará o movimento de recuperação do Brasil vai depender de quais medidas estão sendo tomadas pelo governo neste momento, como: o auxílio emergencial, o tamanho do isolamento social, além do impacto do número de mortos por Covid-19.

Para a diretora de estudos latino-americanos e mercados emergentes da universidade americana Johns Hopkins, Monica Bolle:

“Na verdade, a atual crise econômica é, antes de tudo, uma crise de saúde pública. Então qualquer cenário de retomada será traçado a partir de como a epidemia irá evoluir.”

Letra V é utopia no país

Todas as economistas ouvidas pelo UOL concordam que a recuperação do país dificilmente se dará em formato de V, que seria trazer um retorno na mesma velocidade que foi queda, em virtude da lentidão das medidas governamentais e ainda de dificuldades de estrutura.

Para a economista e coordenadora da graduação em economia no Insper, Juliana Inhasz, a retomada em V não aconteceria em função de dificuldades do governo, além da imprevisibilidade da evolução da pandemia:

“Para a recuperação em V, precisaríamos de um ambiente institucional bom, com o governo colocando dinheiro na economia, estímulo mesmo, sem falências em massa, especialmente de pequenos produtores. Mas, não é o que vem ocorrendo. Não há um plano claro sobre isso.”

Recuperação em formato W

Já para Monica Bolle, baseada em um estudo projetado por especialistas: a quarentena terá idas e vindas. Neste caso, a retomada da economia deve seguir um formato mais semelhante à letra W, com períodos de contração e recuperação.

“Acho que veremos uma retomada muito lenta, em ziguezague, acompanhando a quarentena, de relaxamento e reforço. Não será o tipo de coisa que a gente via de a economia saindo do atoleiro devagar, como em outras crises. Será de extrema volatilidade, de extrema alta, de extrema queda.”

Baixa de juros e maior crédito

A economia, para se levantar, vai depender do sucesso da quarentena. Para isso, o governo tem que prover condições para que as pessoas fiquem em casa, e assim obter uma retomada mais vigorosa ao fim do período de isolamento social, afirmam as especialistas.

A renda básica emergencial que está sendo paga aos cidadãos do país é uma dessas medidas. Porém, para a economista e professora de ciências econômicas da UFABC, Fernanda Cardoso, é preciso ter uma política monetária a fim de baratear o crédito às pessoas, micro e pequenas empresas, ou por meio de bancos tradicionais ou pelos bancos públicos, explica:

“O acesso ao crédito demanda uma política creditícia do governo. Se for esperar uma atuação do setor privado, a trajetória é contrária. O crédito está caro, pois há risco de inadimplência.”

Para ela, o país ainda não tem um plano de recuperação e por isso a retomada pode ser em longo prazo, ou seja, em formato de L.

Fonte: UOL

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Renda básica emergencial já beneficiou 24 milhões de pessoas

Renda básica emergencial já fez Caixa pagar R$ 16,3 bilhões; já o pagamento em dinheiro será disponibilizado a partir da próxima segunda-feira (27) sem precisar de um cartão físico

A Caixa Econômica Federal liberou R$ 16,3 bilhões em créditos no pagamento da renda básica emergencial. Com isso, 24 milhões de pessoas já foram contempladas pelo auxílio, em função da pandemia do novo coronavírus.

Ontem (20), a Caixa, que é responsável pelo pagamento, depositou o valor de R$ 600 para R$ 4.230.900 pessoas por meio da Poupança Social Digital Caixa.

Renda básica emergencial

Até o momento, 38 milhões de pessoas se cadastraram para receber a renda básica emergencial. Na última sexta-feira (17), o banco pagou o crédito para 3.438.238 pessoas com conta poupança na Caixa. No dia seguinte (18), o número de contemplados foi de 1.420.466 cidadãos que possuem contas em outras instituições bancárias.

Saques em dinheiro

De acordo com a Caixa, os saques em dinheiro, que não precisam de cartão em casas lotéricas ou em caixas eletrônicos, começarão a ser pagos na próxima segunda-feira (27). Os saques acontecerão de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. O banco ressalta que esta medida tem por objetivo diminuir os efeitos da Covid-19 na economia do Brasil.

Conforme as novas datas de saques, anunciada há alguns dias, poderão sacar o dinheiro no dia 27 os nascidos nos meses de janeiro e fevereiro; no dia 28, as pessoas nascidas em março e abril; no dia 29, quem nasceu em maio e junho; e, no dia 30, os que nasceram em julho e agosto.

Já na primeira semana de maio, serão os beneficiados nascidos em setembro e outubro, no dia 4; e no dia 5, os nascidos em novembro e dezembro.

Quem desejar poderá dispensar o valor na conta de poupança digital. Sendo assim, o dinheiro depositado poderá ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, destinado para pagamento de boletos e contas domésticas, além de transferências ilimitadas para contas da Caixa, e ainda com a possibilidade de realizar transferências mensais gratuitamente para outros bancos pelos próximos 90 dias.

Fonte: JC Concursos e Agência Brasil

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Auxílio emergencial: confira as novas datas de saques

Caixa Econômica Federal define novas datas de saques do auxílio emergencial em espécie e do crédito automático, conforme o mês de aniversário dos beneficiários

Na noite da última segunda-feira (13), a Caixa Econômica Federal divulgou o calendário com as novas datas para os saques do auxílio emergencial que varia de R$ 600 a R$ 1.200. A decisão é um modo de abrandar os prejuízos na economia, causados pela pandemia do novo coronavírus às pessoas de baixa renda no Brasil.

De acordo com o banco, a retirada do valor em espécie terá início no dia 27 de abril. Enquanto isso, o pagamento digital já está sendo realizado.  

Auxílio emergencial – quem pode receber

O auxílio emergencial PE destinado aos trabalhadores autônomos, informais e microempreendedores (MEIs) que perderam ou tiveram sua fonte de sustento reduzida, em função da crise da Covid-19. A ajuda será recebida por aqueles que estiverem inscritos no CadÚnico, no Bolsa Família ou que solicitaram o auxílio pelo aplicativo oficial criado pelo Governo em parceria com a Caixa.

Calendário de saques

Com a finalidade de evitar aglomerações nas casas lotéricas e agências da Caixa, a distribuição do auxílio emergencial será feita de forma escalonada, conforme o mês de nascimento dos beneficiários. Confira abaixo as datas:

  • 27 de abril: nascidos em janeiro e fevereiro;
  • 28 de abril: nascidos em março e abril;
  • 29 de abril: nascidos em maio e junho;
  • 30 de abril: nascidos julho e agosto;
  • 4 de maio: nascidos em setembro e outubro;
  • 5 de maio: nascidos em novembro e dezembro.

Pagamento digital do auxílio emergencial

No dia 9 de abril, parte dos inscritos do CadÚnico que não recebem Bolsa Família, porém, têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa, receberam a primeira parcela do auxílio de modo automático. Durante esta semana, o depósito do dinheiro foi feito para o restante do grupo, terminando amanhã (17):

  • Terça-feira (14): nascidos em janeiro e mulheres chefes de família (aquelas que sustentam uma casa e filhos sozinhas);
  • Quarta-feira (15): nascidos em fevereiro, março e abril;
  • Quinta-feira (16): nascidos em maio, junho, julho e agosto;
  • Sexta-feira (17): nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro.

Já os beneficiários do Bolsa Família também terão direito ao crédito automático do auxílio emergencial, em decorrência da pandemia. Entretanto, deverão optar qual ajuda é mais vantajosa. Na prática, se o valor do Bolsa Família for acima do novo auxílio, então o valor creditado será do primeiro benefício e vice-versa. Sendo assim, receberão conforme o Número de Identificação Social (NIS):

  • Quinta-feira (16): beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 1;
  • Sexta-feira (17): beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 2.

A segunda parcela do auxílio emergencial será depositada para:

  • 27 de abril: nascidos em janeiro, fevereiro e março;
  • 28 de abril: nascidos em abril, maio e junho;
  • 29 de abril: nascidos em julho, agosto e setembro;
  • 30 de abril: nascidos em outubro, novembro e dezembro;
  • Últimos 10 dias úteis de maio: beneficiários do Bolsa Família.

A terceira parcela será entregue de acordo com o seguinte calendário:

  • 26 de maio: nascidos em janeiro, fevereiro e março;
  • 27 de maio: nascidos em abril, maio e junho;
  • 28 de maio: nascidos em julho, agosto e setembro;
  • 29 de maio: nascidos em outubro, novembro e dezembro;
  • Últimos 10 dias úteis de junho: beneficiários do Bolsa Família.

Como sacar o auxílio emergencial

Os saques em dinheiro poderão ser realizados diretamente nos caixas eletrônicos ou em casas lotéricas, sem a necessidade de um cartão. Portanto, quem não tiver conta na Caixa poderá ter acesso à quantia do mesmo jeito. Para isso, o beneficiário tem que acessar o aplicativo da Caixa Tem e selecionar a opção de saque assim que está for liberada. Em seguida, é só indicar o valor que quer obter, gerar o código e apresentá-lo na lotérica ou no caixa eletrônico.

Além disso, este mesmo aplicativo dá a opção de fazer o pagamento de contas e boletos e fazer transferências para outros bancos durante 90 dias gratuitamente. Quem não tem conta em nenhum banco poderá abrir uma poupança social na Caixa de modo automático e sem custo. Com isso, o valor do benefício cairá diretamente nesta conta.

Vale ressaltar que os interessados em receber o auxílio emergencial de R4 600 devem ficar atentos aos links oficiais da Caixa Econômica Federal a fim de evitar golpes. Todas as transações serão feitas pelo banco. Além disso, o governo liberou saque do FGTS no valor de até um salário mínimo, que hoje é de R$ 1.045.

Fonte: Site Concursos no Brasil

*Foto: Divulgação

Diferenças entre redução de salário e suspensão do contrato pela MP 936

À medida que a pandemia do novo coronavírus se expande em todo o mundo, muito é questionado sobre os setores de economia de todos os países. O que fazer diante disso tudo? Aqui no Brasil não é diferente e há alguns dias que o governo vem estudando medidas para conter a crise econômica durante o período de quarentena. A publicação de hoje (2) da MP 936, que traz novas regras trabalhistas como a redução de jornadas e de salários, além de suspensão do contrato, também permite que empresas negociem diretamente com o trabalhador, sem o intermédio de sindicatos.

Neste artigo vamos desvendar possíveis dúvidas, além de outras questões que envolvem o emprego de milhões de brasileiros.

Redução de salário e suspensão do contrato

A redução de salário só pode acontecer se o funcionário opta por continuar trabalhando durante a quarentena. A diminuição da remuneração será proporcional ao tempo de jornada, sem alteração do valor da hora trabalhada.

Na prática, se o empregado trabalhava 8 horas por dia passará a cumprir uma jornada de 4 horas. Neste caso, a redução foi de 50%, e com isso ele receberá metade do salário.

Já na suspensão do contrato, o funcionário fica sem trabalhar pelo período de 60 dias e deixa de receber seu salário. No entanto, durante este tempo a pessoa receberá auxílio do governo e outras verbas que não entram na categoria salário.

Vale ressaltar que o limite da redução de salário, suspensão e valor do benefício pago pelo governo dependem de quanto o trabalhador ganha. Além disso, o tipo de acordo estipulado, com ou sem a participação de um sindicato, também influencia na decisão.

Valores de ajuda do governo segundo a MP 936

Os empregados afetados pela pandemia da Covid-19 vão receber ajuda do governo na forma de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda. Ele será calculado com base no seguro-desemprego a que o funcionário teria direito caso fosse demitido sem justa causa.

Quanto maior a redução de salário, maior será o valor da ajuda. Hoje, o piso do seguro-desemprego é de R$ 1.045. Com isso, o menor benefício pago pelo governo será R$ 25% disso, o que corresponde a R$ 261,25. Já o valor máximo equivale ao teto do seguro-desemprego que é de R$ 1.813,03. Este será o valor pago a quem tiver o contrato de trabalho suspenso.

E caso a companhia teve rendimento bruto de R$ 7,8 milhões no ano passado, o governo paga somente 70% do valor do seguro-desemprego ao trabalhador com contrato suspenso. Porém, ele terá direito a um “auxílio compensatório” da empresa.

Esta ajuda compensatória será definida no acordo, seja individual ou coletivo. A MP 936 não estabelece um valor mínimo, com exceção para as empresas que tiveram renda bruta acima de R$ 4,8 milhões em 2019 e que escolheram suspender o contrato do funcionário. Nesse caso, o auxílio não pode ser inferior a 30% do salário. A MP também diz que este valor não pode ser considerado como salário e, consequentemente, não haverá recolhimento de FGTS, contribuição do INSS, IR, e outros tributos.

Recebimento da ajuda do governo segundo a MP 936

Até a tarde de hoje (2), ainda não estava. No texto da MP diz apenas que o Ministério da Economia deverá publicar regras complementares sobre como será realizado o pagamento do benefício emergencial pago pelo governo.

É importante saber que nem todos receberão esta ajuda e são eles:

  • Quem ocupa cargo ou emprego público;
  • Neste momento é político com mandato;
  • Recebe BPC ou seguro-desemprego.

No caso de quem possui dois empregos com carteira assinada terá direito a receber um auxílio emergencial para cada vínculo empregatício, caso sofra redução de salário ou suspensão do contrato em todos eles.

Em relação ao seguro-desemprego, nada muda. A pessoa que for receber ajuda do governo agora e em outro momento for demitida, terá direito ao seguro-desemprego.

Acordo individual

Segundo consta na MP 936, ele consiste em firmar um acordo diretamente com o empregado sem a necessidade da mediação de um sindicato.

Por regra da medida, o empregador deve encaminhar a proposta por escrito ao funcionário pelo menos dois dias antes de começar a valer. E o acordo depende do consentimento do trabalhador.

Quando o contrato for assinado, o patrão tem até dez dias corridos para informar o sindicato do empregado.

Domésticos

Também há dúvidas quanto a esta categoria, e no que tange a MP 936, os empregados domésticos também estão inclusos nestes pagamentos feitos pelo governo durante a pandemia da Covid-19.

No entanto, este emprego precisa ser formal, ou seja, com carteira assinada.

Fonte: UOl

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