BNDES deve ajudar companhias aéreas com R$ 4bi

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Pacote do BNDES deve ajudar companhias aéreas Gol, Azul e Latam, segundo fontes; detalhes ainda não são públicos

Um dos setores mais prejudicados pela pandemia do novo coronavírus, o mercado de linhas aéreas sofre baixas a cada dia. Com isso, um pacote de resgate do BNDES deve ajudar as companhias aéreas: Gol, Azul e Latam. O valor deve ser em torno de R$ 4 bilhões, de acordo com pessoas que estão a par das negociações.

Segundo estas fontes, que pediram anonimato ao site Bloomberg por se tratarem de detalhes que não são públicos, o pacote do BNDES foi apresentado às respectivas empresas na quarta-feira (13). O valor de ajuda será constituído da seguinte forma: 60% no máximo vindo de crédito do banco estatal (ou R$ 2,4 bilhões), e não mais que 10% vindo de outras instituições financeiras (o equivalente a R$ 400 milhões). Já os 30% restantes devem vir do mercado de capitais, por meio de fundos de investimentos.

BNDES deve ajudar companhias aéreas

As companhias aéreas Azul, Gol e Latam podem aderir ao pacote do BNDES de forma voluntária, afirmam as fontes. a operação vai utilizar debêntures e bônus de subscrição e os percentuais de diluição dos acionistas, além dos preços das ações embutidas nos bônus que serão negociados caso a caso.

Cada linha aérea vai poder levantar o valor que não mais do que R$ 2 bilhões. Já os preços, volumes e rendimento dos títulos serão estipulados em transações de mercado de capitais por meio do processo de bookbulding.

Bancos

Além disso, bancos serão contratados para coordenar as transações, disseram as fontes. Os bônus de subscrição e as debêntures poderão ser negociados separadamente no mercado secundário.

Vale ressaltar que em abril do ano passado, o BNDES emprestou mais R$ 300 milhões de crédito ao birô Quod, que englobava os principais bancos brasileiros: Bradesco, BB, Caixa, Itaú e Santander.

O pacote é uma resposta ao complicado momento vivido pelas companhias aéreas em meio à crise do novo coronavírus e vem sendo negociado há semanas, com supervisão do BNDES.