Por que ser perfeccionista pode ser prejudicial ao trabalho?

É preciso tomar cuidado em uma entrevista de emprego ou já contratado dizer que se considera uma pessoa perfeccionista.

O que é ser perfeccionista?

Quando uma pessoa demonstra ser perfeccionista ou afirma ser desse modo em um ambiente de trabalho, é preciso que ela saiba identificar o que isso significa na prática. Em primeiro lugar, uma característica comum de quem se julga assim é sempre se defender dos feedbacks que recebe e acha que tudo que é dito a ela é uma crítica pessoal.

Além disso, a pessoa também se acha capaz de trabalhar sozinha e não equipe, por pensar que desenvolve um trabalho melhor que o restante de sua equipe. Também costuma querer agradar todo mundo e, consequentemente, anula seus próprios desejos. E um dos piores casos é que não sabe lidar com falhas, pois acha que precisa ser perfeita em tudo e por estar acostumado a sempre se autocriticar acaba enxergando só defeitos em qualquer coisa e em seus colegas de trabalho.

Todos estes fatores acima são considerados por especialistas como atos de pessoas perfeccionistas. No entanto, o que antes poderia ser listado como uma qualidade, hoje pode se transformar em um sinal de alerta ao funcionário.

Estudos

Sobre o tema, os pesquisadores Andrew Hill e Thomaz Curran das universidades de Bath e York St. John, no Reino Unido, realizaram estudos de meta-análise com base nos indicativos de perfeccionismo registrados entre 1989 e 2016. Esta foi a primeira investigação a comparar a tendência entre gerações. Eles conseguiram verificar aumentos expressivos entre os recém-formados no Canadá, Estados Unidos e Reino Unidos.

Já outra pesquisa realizada pela norte-americana Katie Rasmussen, na universidade de West Virginia, revela que duas em cada cinco crianças e adolescentes são perfeccionistas. Em sua opinião: “Estamos começando a falar sobre como caminhamos para um caso de epidemia em saúde pública”.

Em ambos os estudos, há um fator importante, que mostra que a população não está se tornando melhor sucedida, e sim que está ficando doente pelo excesso de perfeccionismo.

Em relação a quem estabelece altos parâmetros, que é o caso de estudantes, atletas e trabalhadores. Estes mostram uma pequena ou nenhuma vantagem em comparação àqueles que não estipulam. Já as pessoas que manifestam o perfeccionismo mal adaptado podem sofrer da doença de bournot.

Saber identificar o que é dedicação de perfeccionismo

Estudos revelam que há dois tipos de perfeccionismo. O primeiro é o adaptativo, que é considerado saudável, em que a pessoa demonstra motivação por novas conquistas, além de possuir muitas metas e disciplina para atingi-las. Já o segundo, diz respeito ao mal-adaptativo, que é perigoso e faz mal à saúde. Neste tipo de perfeccionismo o indivíduo nunca está feliz com seu desempenho, pois suas metas na verdade são irreais. Eles acreditam que tudo em suas vidas devem desempenhados com absoluta perfeição e não admite que algo possa ser impossível para ele. A autocobrança também impera neste cenário e se mostra uma pessoa controladora, o que impacta negativamente em suas relações profissionais e pessoais. É importante que a pessoa saiba perfeccionista saiba identificar se todo este empenho vale realmente a pena.

Como a pessoa perfeccionista pode ser prejudicada?

Não importa o grau de perfeccionismo que pessoa tenha, é de suma importância que ela esteja alerta às consequências disso tudo, entre as quais: excesso de atividades ou procrastinação por medo de realizar tarefas e fracassar; dificuldade em aprender com os próprios erros, o que atrapalha sua evolução; dificuldade em aprender com os próprios erros, impedindo sua evolução. Portanto, qualquer um desses casos, a pessoa deixa de adquirir conhecimento e evoluir e transforma sua vida em estresse e excesso de sobrecarga.

Além disso, as pesquisas também identificaram que quanto mais a pessoas for perfeccionista, maior será sua chance de desistir de algo, em função de sentir-se frustrada. No entanto, há a possibilidade do profissional ter algum sucesso. Porém, sua saúde estará debilitada já, fazendo com que pegue leve e volte uns passos para trás. E aí vem a pergunta: valeu a pena todo este sacrifício?

Há cura?

Isso de muitos anos, quando estamos na escola e existe classificação para tudo por meio de provas e notas, até chegar ao competitivo mercado de trabalho. Em ambos os casos, o medo de falhar impera. Errar virou algo inaceitável e por isso as pessoas entregam sua alegria e saúde em trocar de ser mais assertivo, e isto é humanamente impossível. E acabamos entrando em círculo vicioso em busca da perfeição.

Se a pessoa falha, ela se sente culpada e ainda pensa que deve ser penalizada por isso. Portanto, cabe ao profissional procurar ajuda e se reeducar sobre o que é ser uma pessoa perfeccionista num âmbito saudável, e também a empresa precisa fazer o mesmo para que seja criada uma nova perspectiva inclusiva e saudável para todos.

Fonte: revista Você S/A

*Foto: Reprodução

Por decisão judicial, segue criação do Parque Minhocão

Justiça de São Paulo derrubou liminar de junho que suspendia a criação do Parque Minhocão, e primeiro trecho é previsto para 2020

A Justiça de São Paulo derrubou no começo do mês a liminar que suspendia a criação do Parque Minhocão, na região central da capital paulista.

Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça concedeu liminar (decisão provisória) para que o projeto de transformação do elevado João Goulart em parque fosse suspenso. A medida acatou o pedido do Ministério Público que julgava ser uma ação direta de inconstitucionalidade.

Entenda o caso do Parque Minhocão

Em fevereiro de 2018, foi promulgada uma lei pelo então prefeito João Doria, em que se tornava oficial a desativação para o tráfego de veículos automotivos e a instalação de um parque linear suspenso no elevado João Goulart, por meio do uso da estrutura existente do local.

Neste ano, seu sucessor, Bruno Covas (PSDB), divulgou a implantação do primeiro trecho do Parque Minhocão, suspensa depois da liminar de junho.

O MP argumentou que o projeto violaria o princípio da separação dos poderes. À época, o relator do caso, o desembargador Sales Rossi afirmou:

“A abrupta desativação de importante via de circulação causaria grande impacto urbanístico, além do risco de irreversibilidade, caso criado o parque municipal no lugar do elevado”.

Suspensão da liminar

Com a decisão favorável ao Parque Minhocão pronunciada no início deste mês, a Prefeitura de São Paulo retomou as discussões e audiências públicas para decidir qual a melhor proposta de requalificação para o viaduto. Além disso, a prefeitura afirmou ter enviado à Justiça todos os documentos que provam que tal processo atendeu a todas as exigências previstas na legislação correspondente.

O vereador Police Neto (PSD), que é o coautor da Lei 16.833/18, que cria o parque, comemorou a decisão favorável:

“Fizemos no plano diretor esse debate de que tinha que mudar a lógica de ‘carro dependência’, e o parque Minhocão é uma das alternativas viáveis para a recuperação do centro da cidade”.

O outro lado

Por outro lado, o autor do pedido da liminar de suspensão da criação do Parque Minhocão, o vereador Caio Miranda (PSB), disse que não existe análises adequadas quanto à  infraestrutura e segurança:

“O elevado está comprometido com o risco de queda, como já ocorreu com dois viadutos na cidade”.

Ele se referiu aos casos das estruturas nas regiões das marginais Pinheiros e Tietê. O vereador ainda ressaltou ter solicitado uma CPI na Câmara Municipal sobre o estado de pontes e viadutos na capital paulista. No entanto, o pedido não foi aprovado, pois não há um interesse real de seus pares.

Miranda também afirma que não há um estudo associado ao impacto que a desativação do Minhocão poderia refletir no trânsito da região. Em sua visão:

“Se parar o trânsito em cima, embaixo não tem como a fluidez do trânsito ser resolvida. Não é coisa simples”.

Por fim, ele chama atenção que a criação do Parque Minhocão traz também um interesse imobiliário e confirma que quem transitar pelo elevado pode presenciar ao menos três novos empreendimentos.

Prefeitura de São Paulo

Em contrapartida, a Prefeitura de São Paulo afirma ter feito no primeiro semestre deste ano uma análise preliminar em que foram apresentados “estudos aprofundados” de impacto de mobilidade urbana, além de propostas medidas de mitigação. O órgão ressaltou que a criação do Parque Minhocão integra as várias ações que visam a revitalização do centro da cidade.

O vereador Caio Miranda ainda tentará um último recurso, baseado em um plebiscito “para que a prefeitura se digne a perguntar para a população” se querem ou não a implementação do parque.

Custos do Parque Minhocão

O primeiro trecho do Parque Minhocão terá o custo de R$ 38 milhões. Desse montante, R$ 13 milhões serão investidos em obras de acessibilidade e segurança, que antes da suspensão tinham a previsão de entrega para até o final de 2019. Os outros R$ 25 milhões serão empregados na implantação do parque linear como um todo, com previsão de conclusão para o fim do ano que vem.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Jaime Lerner Arquitetos Associados

BNDES pode perder até R$ 14,6 bi com Odebrecht

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou no mês passado, em seu site, que suas perdas passadas ou potenciais em operações que envolviam a empresa Odebrecht, que está em recuperação judicial atualmente, podem somar R$ 14,6 bilhões.

Perdas do BNDES

Em relação ao total de R$ 14,6 bilhões, R$ 3,7 bilhões (aproximadamente US$ 900 milhões, quando foi convertido pelo câmbio de final de setembro), estão atreladas a perdas da União em créditos, no financiamento à exportação. Pois, o Fundo Garantidos de Exportações (FGE) indeniza o BNDES por toda série de inadimplentes promovidos por países importadores.

Sobre os R$ 10,9 bilhões que restaram, R$ 8,7 bilhões são vistos como uma perda potencial (máxima), que foi atualizada até maio deste ano, e se refere ao valor de exposição total do BNDES em créditos diante das companhias em recuperação judicial do grupo Odebrecht.

Já a perda efetiva de R$ 800 milhões (em valores atualizados) diz respeito a venda pelo Sistema BNDES de ações da Atvos. Contudo, a OTP, na qual o banco de fomento ainda possui participação, a perda potencial dos papéis ainda em carteira é de R$ 1,4 bilhão.

Parecer da União

Os gastos em operações de crédito com a Odebrecht aumentou, em valor atualizado, cerca de R$ 647 milhões, no período de 2003 a 2018, conforme parecer da União. Este valor é resultado da diferença do juro cobrado do conglomerado pelo BNDES e a tarifa básica Selic no instante dos desembolsos.

Sistema BNDES

No início de agosto, ao informar dados sobre o modelo de financiamento do Sistema BNDES à exportação de serviços de corporações nacionais entre 1998 e junho de 2019, o banco de fomento divulgou que o grupo Odebrecht respondeu por 76% do total de desembolsos na época em que atuaram juntos, no período de 2003 a 2018.

Já em relação às modalidades de apoio ao conglomerado de construção civil foram: aquisição de participações acionárias, financiamento à exportação, além de oferta de crédito.

Valor que o BNDES desembolsou à Odebrecht

O BNDES já desembolsou um total de US$ 32,9 bilhões em valores históricos, ou US$ 51,3 bilhões em valores atualizados pelo IPCA até o mês passado às companhias pertencentes à Odebrecht.

A somatória histórica compreende R$ 15,3 bilhões em crédito, dos quais R$ 11,7 bilhões dizem respeito a financiamentos diretos, em que há risco potencial de perdas para o BNDES, e ainda de R$ 3,6 bilhões em crédito indireto, em situações que as possíveis perdas são vinculadas aos agentes financeiros intermediários.

Este panorama também reflete um montante de R$ 16,1 bilhões que está atrelado aos financiamentos de exportação de serviços. O valor restante, que é de R$ 1,5 bilhão diz respeito à compra de fatias nas companhias Atvos e OTP. À época, o BNDES afirmou que as ações de emissão da primeira empresa já haviam sido negociadas pelo banco e as da segunda corporação ainda não.

Fonte: Forbes – UOL

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Governo muda regras trabalhistas

Com as regras trabalhistas alteradas, empresa pequena poderá ter só um banheiro

Publicado no mês passado, o governo federal realizou uma mudança nas regras trabalhistas, no que tange às áreas de segurança e saúde no trabalho, conhecidas como NRs. O objetivo foi reduzir as exigências para as empresas, em relação à higiene e conforto, além de multas em casos de infração e interdição de locais de trabalho.

Alteração de regras trabalhistas

Para se entender melhor, pode-se tomar como exemplo as pequenas empresas, com no máximo dez trabalhadores. Nestes espaços poderá haver apenas um banheiro. Além disso, vestiário será obrigatório somente se a firma exigir o uso de um uniforme.

Em matéria publicada pela UOL no mês passado, a advogada trabalhista Alessandra Wasserman Macedo explicou como funcionarão as mudanças dessas regras trabalhistas. Ela adiantou que agora tais normas ficaram menos complexas.

Conforto e higiene

O governo modificou regras trabalhistas no quesito higiene e conforto dos funcionários, que já constava na NR 24. Elas foram alteradas por estarem desatualizadas, pois trata-se de normas publicadas em 1978 e que hoje, 41 anos depois, não se aplicam mais.

Portanto, deixa de valer a obrigatoriedade de que as janelas dos alojamentos de empregado sejam de madeira ou de ferro, além da exigência do uso de lâmpadas incandescentes. Naquela época, a regra estipulava até o tipo de tinta a ser utilizada nas paredes dos banheiros, por exemplo, afirma a advogada.

Já sobre o banheiro, as companhias que contam com até dez colaboradores poderão ter apenas um banheiro individual, para uso comum de todos os sexos. Porém, desde que respeitada a intimidade. Antigamente, era preciso ter um banheiro feminino e um masculino.

As regras trabalhistas também foram alteradas sobre o tamanho desses banheiros, assim como os vestiários e refeitórios, que devem levar em consideração a quantidade de funcionários do turno com maior número de empregados, e não mais o total de trabalhadores da companhia.

A partir de agora, será cobrado somente a obrigatoriedade da firma possui um vestiário se exigir que seus funcionários vistam roupas específicas, como uniformes. Antes, era exigido ter o local para trocar a roupa em empresas com mais de 50 colaboradores.

Redução de multas

Com as alterações nas regras trabalhistas, na parte da NR 28, o total de multas possíveis que podem ser aplicadas a companhias foi diminuído. Antigamente, havia aproximadamente 6.800 probabilidades de multas, agora este número despencou para 4.000, de acordo com informações do governo.  

O Ministério afirmou ainda que este número é a somatória de infrações possíveis de todas as áreas da economia. Portanto, uma única companhia não está sujeita a 4.000 multas. Um exemplo disso é que no setor de construção civil existe 600 itens aplicáveis, enquanto que no setor de mineração são 534.

Locais interditados

Conforme as novas regras trabalhistas, na parte da NR 3 que tange os embargos e interdições de locais de trabalho, estas foram reforçadas em relação às medidas emergenciais que devem ser adotadas comente em situações de risco, como acidentes ou doenças graves ligadas ao trabalho.

Alterações das regras trabalhistas devem seguir

As modificações no texto de três NRs foram publicadas no Diário Oficial da União no dia 24 de setembro e foram assinadas pelo secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

Com estas alterações, chegaram a seis o número total de mudanças nas regras trabalhistas, em relação à segurança e saúde dos funcionários realizadas pelo Ministério da Economia. As três primeira foram publicadas em agosto. O governo ainda afirmou que deve continuar com uma “ampla revisão” de todos os textos das 36 normas vigentes.

Fonte: UOL

*Foto: Divulgação

Entenda como fica o fim da multa de 10% do FGTS

A intenção do governo de mudar a cláusula que exige das empresas o pagamento de 10% do FGTS quando dispensa um empregado sem justa causa, em nada influencia no recebimento feste funcionário, e sim apenas a União que deixa de arrecadar este valor

Muito tem se falado a respeito do FGTS, o que envolve saques ou deixá-lo rendendo mais. No entanto, também tem sido especulado como fica a questão empregatícia, quando o funcionário é dispensado pela empresa sem justa causa. Mais especificamente, diz respeito a tal multa dos 10% paga pelas companhias, quando o empregado é demitido.

A seguir, veremos o que muda, caso esta intenção do governo passe a vigorar de fato.

Como é sabido no universo corporativo, quando um empregado é dispensado sem justa causa pelo empregador, ele recebe entre outros direitos, uma indenização no valor de 40% do seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O que precisa ficar claro nesta situação é que este indicativo não é propriamente uma multa, pois a companhia que demite um colaborador, no entendimento da lei, não está cometendo nenhum tipo de infração, em princípio.

Ato das Disposições Constitucionais Transitórias

Este tipo de indenização está inclusa no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que integra parte da Constituição Federal brasileira. Portanto, desse modo, só poderia der modificada por meio de uma emenda constitucional. Porém, parte dos juristas ainda defende que este trecho seria uma cláusula pétrea, ou seja, que ela não poderia ser alterada.

Lei de 2001 sobre o FGTS

No entanto, em 2001, foi criada uma lei que ficou estabelecida o dono da empresa ao decidir dispensar um funcionário sem justa causa, além de pagar a indenização de 40%, ele também deveria pagar um valor a mais, de 10%, do FGTS. Essa medida foi instituída para compensar perdas de décadas atrás, decorrentes, dos planos Verão e Collor.

Todavia, na verdade, este montante adicional é destinado aos cofres da União, e não para o funcionário demitido.

Sendo assim, desde que entrou esta lei em vigor no início dos anos 2000, qualquer companhia passou a ter a obrigatoriedade de pagar o valor correspondente a 50% do FGTS, em casos de dispensas de empregados sem justa causa, aonde 40% vai para o colaborador demitido e 10% para a União.

Posição do governo federal

Contudo, o governo federal apresentou recentemente a ideia de acabar de vez com a contribuição de 10%, destinada à União e que isso pode ser realizado por meio de uma lei. Com isso, apenas o órgão federal seria prejudicado por deixar de arrecadar tão porcentagem, e em nada perderia o funcionário, que não deixaria de receber a multa rescisória de 40%, em caso de demissão sem justa causa.

Neste caso, como o empregado não sofrerá nenhum tipo de prejuízo, esta eliminação da contribuição de 10% faz com que a dispensa por parte do empregador seja benéfica para o seu bolso, pois estará economizando um valor que seria destinado apenas para arrecadação da União.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Marcelo Camargo – Agência Brasil

Nubank é a startup mais desejada para se trabalhar no país

Saiba o por que deste motivo, além das remunerações oferecidas a dez cargos na fintech Nubank

A fintech Nubank tem crescido e se desenvolvido cada vez mais desde que se instalou no Brasil. Além disso, recentemente, a empresa ficou mais uma vez entre as melhores no ranking de startups mais desejadas para se trabalhar no Brasil.

Sobre isso, o CPO da companhia financeira, Renee Mauldin, disse em comunicado oficial logo após o resultado do ranking ter sido divulgado:

“Mais do que a tecnologia, nossa cultura e as pessoas são os verdadeiros responsáveis por trazer o Nubank até aqui”.

Por que o Nubank é tão desejado?

O CPO acredita que a startup ser tão almejada por outras pessoas do mercado de trabalho pode estar relacionada à autonomia dada a seus colaboradores, gerando fortes talentos. Aliás, esse é um dos requisitos de classificação dos ranking LinkedIn Top Companies, além do interesse de pessoas que entram na plataforma referente às vagas do Nubank, e também do engajamento dos usuários com a fintech e seus funcionários.

A lista da rede social voltada ao mercado de trabalho traz 25 companhias privadas sediadas no Brasil com menos de sete anos de atuação e que tenham no mínimo 50 colaboradores.

Mais pontos positivos

Entre outros pontos positivos do Nubank relatado por seus funcionários e ex-funcionários está a questão de liberdade, que avaliaram a startup de forma anônima no portal Glassdoor Brasil, espaço onde um engenheiro de software da empresa em São Paulo disse:

“Bastante autonomia em decisões e também na rotina de trabalho, liberdade para experimentar e aprender com erros, diversas oportunidades de crescimento”.

No total, a fintech recebeu mais de 460 avaliações na plataforma, onde 96% disseram que recomendaria a empresa de modo positivo a um amigo que estivesse interessado em trabalhar lá.

Portanto, quem quiser tentar a sorte de entrar para o quadro de colaboradores do Nubank no Brasil e que ainda possui escritórios na Argentina e no México, basta entrar no site de Carreira da companhia e se candidatar.

Salário de 10 cargos do Nubank

De forma anônima, alguns usuários revelaram salários de dez cargos dentro da fintech. As informações vieram tanto de colaboradores atuais quanto de ex-funcionários do Nubank e foram divulgadas pelo Glassdoor:

Cargo Salário Médio Número de salários informados
Engenheiro de software R$ 10.334,00 38
Business Analyst R$ 7.200,00 35
Analista de relacionamento R$ 2.226,00 26
Costumer Experience Analyst R$ 2.627,00 19
Jovem Aprendiz R$ 977,00 12
Brand Manager R$ 9.602,00 12
Business Architect R$ 11.099,00 11
Estagiário R$ 2.653,00 10
Product Manager R$ 11.305,00 9
Cientista de dados R$ 17.966,00 6

Fonte: revista Carreira S/A

*Foto: Divulgação

Maiores construtoras do país têm suas receitas reduzidas em 85%

Oito das maiores construtoras brasileiras encolheram suas receitas no período de 2015 a 2018 e ainda enfrentam problemas para se reerguerem

Em um período de três anos, entre 2015 e 2018, as maiores construtoras do país encolheram suas receitas líquidas em 85%, sofrendo forte queda de R$ 71 bilhões em 2015, para R$ 10,6 bilhões em 2018. Os dados alarmantes foram publicados pelo jornal Valor Econômico.

As informações dizem respeito ao balanço anual realizado por oito empresas. São elas: Odebrecht; Camargo Corrêa, que já teve seu conselho presidido pelo executivo Vitor Hallack; Andrade Gutierrez, que teve à frente da presidência o executivo Otávio Marques de Azevedo; Queiroz Galvão; Galvão Engenharia; UTC Engenharia e Constran.

No entanto, a OAS ficou de fora da lista por não ter divulgado seu balanço do ano passado. Porém, é possível notar que em um período de anos, de 2015 a 2017, a construtora também apresentou um declínio de 75% em sua receita líquida, em comparação à quantia faturada pelas oito maiores construtoras, registrando R$ 75,6 bilhões, em 2015, para R$ 18,3 bilhões, em 2017.

O que o futuro reserva a estas construtoras

Na opinião de especialistas do setor, ainda é cedo para prever se as maiores construtoras nacionais conseguirão se reerguer de fato. Contudo, teve um consenso de que estas companhias podem sobreviver ao mercado, mas com um lucro inferior, se comparado aos tempos áureos deste ramo de atividade.

Entre as evidências para esta forte queda no lucro líquido destas empresas está a conexão de todas com as investigações da Lava-Jato, além da crise pela qual o Brasil passava na mesma época. Portanto, os especialistas dizem que por estes fatores houve a suspensão dos investimentos em infraestrutura no país. Isso tudo sem contar que no mesmo período as contas públicas estavam arruinadas e os orçamentos foram congelados, que culminaram na redução de recursos dos governos.

Queda dos empregos formais

O Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada e Infraestrutura (Sinicon) revelou dados que afirmam que a crise no setor de construção impactou no encolhimento dos negócios. Além disso, também foi identificado que no período de 2014 a 2019, o Brasil perdeu um milhão de empregos formais.

Em decorrência disso, ainda não houve como realizar um teste real em relação à sobrevivência das construtoras, visto que o país ainda enfrenta uma paralisação da economia em outros ramos de atividade. Além disso, não como saber neste momento se o modelo de contratos de leniência será o suficiente para que um perdão socioeconômico seja praticado.

Sobre isso, Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), afirma que as grandes construtoras brasileiras não deixaram de se destacar no mercado. O executivo também declarou ao Valor Econômico:

“Infraestrutura requer economia de escala e o tamanho é fundamental. As médias têm limitações financeiras, de garantias.”

No entanto, ele esclarece que o cenário econômico como um todo ainda apresenta crise e, com isso, não há fechamento de contratos para realização de obras nem para as grandes, médias e pequenas construtoras.

Dificuldades enfrentadas pelas maiores construtoras

As maiores construtoras do país entraram em crise, em função da paralisação das obras. Após os escândalos da Lava-Jato, a Petrobras suspendeu o pagamento a estas companhias. Além da própria estatal também estar enfrentando uma crise na época.

Como consequência, naquele mesmo ano, construtora UTC optou por renegociar suas dívidas com bancos privados, enquanto que a Galvão Engenharia entrou em recuperação judicial.

Fato que a Odebrecht também seguiu e em junho deste ano levou à Justiça uma dívida gigante com bancos e seguradoras, no valor de R$ 65,5 bilhões.

Já a Camargo Corrêa se saiu melhor diante da crise, graças à articulação da controladora do conglomerado, que em dois anos conseguiu o montante de R$ 7 bilhões com a venda da Alpargatas e da CPFL Energia.

Tanto a Odebrechet, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, estiveram envolvidas recentemente em ações judiciais, decorrentes das obras do Metrô de Salvador.

Reflexo pós-Lava-Jato

Os reflexos decorrentes do período pós-Lava-Jato diz respeito à desconfiança gerada sobre os negócios do setor de construção. Na opinião dos especialistas, os proprietários das construtoras continuam sendo os mesmos, o que muda é apenas os nomes dos executivos que atuam para elas.

Os especialistas também chamam a atenção para o fato de que o modelo de economia a ser seguido deveria ser alçado na determinação de uma cobertura integral ou majoritária de seguro para os custos das obras, como já é feito em outras partes do mundo. Com isso, as empresas que não cumprissem com o acordado, no que diz respeito à eficiência e execução do orçamento, poderiam ser penalizadas.

Fontes: Valor Econômico e site Portos e Navios

*Foto: Divulgação

Mães poderão ter condições especiais em concursos em SP

Projeto de lei pode consentir termos especiais para mães com filhos de seis meses a dois anos de idade, que prestarem concursos dentro do estado de São Paulo

Está em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o projeto de lei complementar 62/2019, do deputado Cezar (PSDB). O texto diz respeito a mulheres que são mães e têm filhos em idade de seis meses até dois anos e que poderão adquirir pontuação especial nos concursos públicos realizados do estado paulista.

Concursos dentro do estado de São Paulo

A medida visa modificar o parágrafo primeiro da lei complementar 1.259, de 2015. A nova redação para este artigo foi publicada no diário da Assembleia no dia 28 de agosto e ainda está em fase de aprovação nas respectivas comissões, antes de ser votada de fato no plenário da casa. No entanto, esta votação segue o regime ordinário, ou seja, ela não tem uma finalidade de urgência para ser decidida pelo órgão.

O que diz a lei vigente

O decreto da lei que está em vigência atualmente, diz o seguinte:

“Fica o Poder Executivo autorizado a instituir sistema de pontuação diferenciada para pretos, pardos e indígenas em concursos públicos destinados à investidura em cargos e empregos no âmbito de serviço público paulista“. Caso o projeto seja aprovado, o texto poderá ser alterado da seguinte forma: “Fica o Poder Executivo autorizado a instituir sistema de pontuação diferenciada para os pretos, indígenas e mães com filhos de seis meses a dois anos em concursos públicos destinados à investidura em cargos e empregos no âmbito da administração pública estadual direta, autárquica e fundacional”.

Legislação de 2015 para os concursos em SP

Conforme a legislação de 2015, na qual as mulheres que são mães poderão constar do artigo, refere-se à pontuação distinta que diz respeito à aplicação de termos de equiparação. Em outras palavras, esta condição especial é definida mediante aumentos percentuais na pontuação final dos candidatos que possuem tais benefícios, em cada etapa dos concursos públicos. Isso também vale para avaliação de títulos, quando houver necessidade, de acordo com o que tange o edital de um certame.

Além disso, as pessoas que se encontram nestas condições participam dos processos de seleção em pé de igualdade aos demais, em relação ao conteúdo programático dos exames e também da avaliação de desempenho.

No entanto, é preciso que o candidato declare esta condição no ato da inscrição, para poder adquirir tal benefício. Pois, se for constatada uma autodeclaração falsa, que não condiz com a veracidade dos fatos, o candidato será automaticamente eliminado do certame. Por fim, quem já tiver sido aprovado ou nomeado, estará sujeito à anulação por meio de uma invalidação.

Justificativas da proposta que beneficia as mães nos concursos

Segundo as justificativas do deputado Cezar para que seja aprovada a proposta em que tem a finalidade de condições especiais em concursos públicos, destinadas às mães com filhos de seis meses a dois anos de idade, ele ressalta a dificuldade de conciliar maternidade e jornada de trabalho.

Além disso, o site Trocando Fraldas conta que três em cada sete mulheres temem engravidar e com isso serem demitidas ou ainda que por este motivo não consigam entrar para o mercado de trabalho. Elas ainda revelam que falta sensação de acolhimento e empatia por parte de chefes e outros funcionários.

Por isso, que muitas mães optam por prestarem concursos públicos na intenção de conseguirem uma estabilidade financeira, fato que não enxergam na iniciativa privada pelos fatores citados acima.

Fonte: JC Concursos

*Foto: Divulgação / Agência Brasil

Conheça a ARCA, que une mais de um negócio no mesmo espaço

A fábrica desativada na Vila Leopoldina, em São Paulo, chamada de ARCA, desempenha diversos papéis em um mesmo ambiente de trabalho

A indústria criativa tem se reinventado cada vez mais, principalmente nos tempos de crise econômica que tem assolado o país nos últimos anos. De acordo com uma pesquisa da Firjan Senai, encomendada em 2017, o PIB (Produto Interno Bruto) desse nicho de mercado foi responsável por 2,61% da riqueza gerada no Brasil, somando R$ 171,5 bilhões.

Divisões dos recursos

Sobre a divisão desse montante, São Paulo ficou em primeira posição no ranking, com 3,9% de participação do PIB do setor. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com 3,8%, seguido por Distro Federal, com 3,1%.

Como surgiu a ARCA

Foi exatamente por acompanhar esses indicativos promissores que os sócios Andrea Galasso, Mario Sérgio de Albuquerque, Maurício Soares e Tatiana Aulicino notaram que faltavam locais na capital paulista que contassem com uma estrutura diferenciada para viabilizar eventos de médio porte da indústria criativa.

Desta forma nasceu a ARCA, que é um espaço de eventos, mas que também abriga exposições e serve de locação para filmagens e lançamentos, além de realização de feiras. O galpão, situado na zona oeste de São Paulo, mais precisamente no bairro da Vila Leopoldina, possui 9.000 metros quadrados. No local, funcionava uma fábrica que foi desativada.

Inspiração para a escolha do local

A opção por este tipo de lugar segue uma inspiração internacional. De acordo com o sócio Maurício Soares, em declaração à revista EXAME:

“Foi impossível não traçar o paralelo com o Gashouder, um antigo complexo industrial abandonado que virou o principal espaço de eventos do Westergas, em Amsterdã, na Holanda, e ajudou a dar início a um processo profundo de transformação do tecido urbano”.

evento de basquete no arca

ARCA e sua responsabilidade social na cidade

A proposta da ARCA é buscar ser uma facilitadora entre seus frequentadores e as comunidades de seu entorno. Sendo assim, ela oferece novos propósitos a locais que estavam abandonados e possibilita que a fomentação da indústria criativa, além de poder revitalizar a região onde está localizada.

Soares ainda ressalta;

“Mapeamos as principais necessidades e carências dessa população e buscamos formas de supri-las por meio da criação de oportunidades de capacitação, trabalho, cultura, entretenimento e lazer”.

A ARCA já abrigou desde eventos gratuitos até clínicas de basquete e dança para crianças e adolescentes. O local também já viabilizou processos de capacitação destinados aos microempreendedores.

Fonte: revista EXAME

*Fotos: Divulgação

Campanha de multivacinação será realizada este mês

Ministério da Saúde anunciou a campanha de multivacinação em agosto

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta anunciou em agosto a preparação de uma campanha de multivacinação para este mês, logo após participar da abertura de um congresso sobre saúde suplementar. A intenção é possibilitar que pessoas que estejam em dia com todas as vacinas possam tomá-las e ficar em dia com sua carteira de vacinação. Além disso, os registros serão realizados em uma carteira digital.

Sobre isso, Mandetta declarou à revista EXAME:

“Porque é muito difícil ter em memória qual vacina e quando tomou, se vai viajar para algum lugar que exige a vacina. O aplicativo de vacinas no meio eletrônico vem para facilitar muito o controle das famílias”.

Campanha de multivacinação

O ministro ainda ressaltou na ocasião que está atento ao controle do Sarampo em São Paulo e que o estado já havia aplicado mais de oito milhões de doses da vacina.

“Aqui em São Paulo estamos medindo dia a dia, semana a semana, e já há uma tendência de estabilização e queda. Estamos monitorando para saber como isso vai se comportar”.

Até o dia 19 de agosto foram registrados 11.206 casos suspeitos de sarampo, em que 1.797 foram confirmados, 989 descartados e 8.420 investigados. As informações são da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Na época, os casos confirmados e suspeitos foram distribuídos em 74 cidades, a maioria concentrada na região metropolitana de São Paulo. Já a faixa etária dos das ocorrências confirmadas foi de 15 a 29 anos, o que representou 46,4%.

Público alvo da campanha de multivacinação

No entanto, o ministro afirma que a campanha de multivacinação não será voltada para doses aleatórias, ou seja, a atenção da proposta é para casos específicos, como bebês com menos de 12 meses de idade. Mandetta completa:

“Estamos recomendando a vacina para crianças com menos de um ano, porque há muitas mães que não passaram anticorpos para os seus filhos porque não eram vacinadas ou não porque não amamentaram. Essas crianças quando ‘fazem’ sarampo podem ‘fazer’ de forma muito grave. O sarampo causa cegueira, pneumonia severa e pode matar”.

Porém, o ministro também afirmou que foi identificado nos meses anteriores que pessoas entre 15 e 30 anos de idade, que só haviam tomado uma dose da vacina, esta faixa etária também passou a ser prioridade, como ressaltou à mesma publicação:

“Não adianta vacinar uma pessoa de 70, 80 anos, porque ela provavelmente teve ou entrou em contato com o sarampo na época que não se vacinava, nos anos 50, 60, 70, quando tínhamos epidemias”.

Sobre as operadoras de plano de saúde

Mandetta ainda disse que o governo tem reavaliado portarias e normas constituídas nos últimos 30 anos. A ideia é desburocratizar as operadoras de plano de saúde. Com isso, pode haver a possibilidade de reduzir os gastos da empresa, que acabam sendo repassados aos cidadãos. Isso pode contribuir também para a melhora da campanha de multivacinação.

Por fim, o ministro declarou:

“Nas regras do infralegal, o que pudermos fazer para dar leveza, sim, vamos fazer. No texto em lei, o Congresso está discutindo, tem projetos em andamento, nós colaboramos dando nossas sugestões, mas é de autonomia do Congresso Nacional”.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação