Qual é o perfil de quem trabalha na bolsa de valores B3?

Única bolsa de valores do Brasil é uma junção da BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) com a Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos) e que foi criada em 2017. Desde então, a companhia conhecida como B3, em virtude das letras iniciais: Brasil, Bolsa e Balcão.

Bolsa de valores B3

Segundo a gerente de Carreira e Diversidade Halina Matos, a bolsa de valores B3 está em fase de transformação cultural. Em depoimento à revista EXAME, ela contou como funciona este processo na prática:

“Analisamos as fortalezas e os pontos de melhoria de cada empresa para criarmos uma cultura que tivesse a cara dos funcionários e que focasse no melhor que uma união dessas pode trazer. Cocriamos a nossa causa e nossos valores, além de repensar processos e criar práticas que fortalecessem isso, como o dress code e horário flexíveis, ainda pouco vistas no mercado financeiro”.

Qual o perfil de um trabalhador da bolsa de valores brasileira?

Não é apenas o perfil de quem trabalha na única bolsa de valores do país que interessa. Também é importante notar como estas pessoas conseguem ser admitidas para este tipo de cargo, além de como deve ser o dia a dia de quem atua no mercado financeiro e se tem regras a seguir para se destacar entre os demais colegas.

O Carreira S/A da revista EXAME conversou não só com a gerente Halina, mas também com a estagiária Jennifer Agg de Souza.

A publicação verificou quais são as habilidades técnicas e comportamento dos candidatos a uma vaga na bolsa de valores B3.

Sobre isso, Halina explicou:

“Damos as oportunidades para que nossos profissionais se desenvolvam sempre por aqui, mas é preciso que cada um assuma a responsabilidade por sua carreira e esteja sempre disposto a evoluir e a aprender”.

Ela ainda ressalta que é fundamental o colaborador da bolsa de valores brasileira ter sede conhecimento e de aprender coisas novas. Pois, segundo ela, a B3 é um mercado que modifica com bastante agilidade.

Ambiente colaborativo

Em relação ao ambiente, a gerente afirma que é necessária a colaboração de todos. Para a empresa as relações humanas importam de verdade. Portanto, qualquer funcionário da bolsa de valores precisa querer construir e manter um bom relacionamento com seus colegas, “sempre de maneira aberta e colaborativa”, complementa Halina.

Para esta prática acontecer no dia a dia foi criada uma plataforma online de reconhecimento. O sistema gera milhas de acordo com sua utilização. Por fim, essa bonificação pode ser trocada por chances de crescimento na empresa.

Outro fator muito analisado na bolsa de valores é a pontualidade e qualidade da entrega do trabalho.

Dia a dia de um estagiário da bolsa de valores

Jennifer é estagiária do setor de Produtos de Informação da bolsa de valores B3. Mais precisamente, ela faz parte da equipe de desenvolvimento do DATAWISE, que é uma plataforma que integra análises descritivas do mercado financeiro. Além disso, a intenção do sistema é ajudar nas tomadas de decisões dos clientes (bancos e corretoras) em relação a investimentos.

Ela ainda explica que:

“Aqui na nossa área usamos o método Ágil, então quinzenalmente planejamos quais serão as entregas dos próximos 15 dias”, conta. “O que eu mais gosto no meu trabalho é que apesar de ter algumas atividades fixas, sempre existem tarefas pontuais pra entregar para o time ou para áreas parceiras, então todo dia é um desafio novo que sempre me ensina algo.”

Como é a atuação na bolsa de valores para quem está começando na carreira

Jennifer conta que foram os últimos meses como estagiária da bola de valores brasileira que realmente lhe deram embasamento sobre o mercado financeiro, além de como aplicar as estratégias aprendidas. Ela ainda ressalta que foi importante esse período para desenvolver produtos melhores e também para conhecer melhor as necessidades de seus clientes ao realizar visitas a eles.

Ela conclui que:

“Outro ponto importante é que por mais que seja estagiária nunca me senti menos ouvida, muito pelo contrário, sempre fui incentivada a expor minhas opiniões e ideias”.

Como é a fase de seleção da B3

Para a bolsa de valores nacional, é importante que o candidato possua inteligência emocional. A empresa ressalta que se houver empate entre duas pessoas, será priorizado a aderências aos valores e aspectos comportamentais. Sobre isso, ela é enfática:

“Para nós a atitude correta e ética é inegociável, assim como a proximidade e o foco no cliente – interno e externo. Também avaliamos isso nas entrevistas”.

Por fim, Halina diz que as oportunidades na bola de valores B3 não se restringem aos setores de engenharia e economia. Outras áreas também precisam de colaboradores formados nos cursos de: Administração, Comunicação, Direito, Psicologia, além das tradicionais Física, Estatística e Matemática.

Fonte: Carreira Você S/A

*Foto: Divulgação

Metade das empresas já oferece previdência complementar

A decisão é viabilizada também pelas companhias se beneficiarem do fisco ao proporcionarem previdência complementar a seus colaboradores

Já é uma realidade que mais da metade das empresas do Brasil oferecem o serviço de previdência privada aos seus funcionários. O objetivo funciona tanto para atrair novos colaboradores como para segurar os talentos existentes, além das companhias terem direito a benefícios fiscais. As informações são de um estudo realizado pela corretora de seguros Aon.

Segundo a pesquisa realizada com 640 empresas, 51% delas disponibiliza a previdência complementar aos colaboradores. Esta prática envolve 2,3 milhões de empregados, atualmente.

O levantamento revelou que cerca de 30% das empresas restantes também pretendem proporcionar o benefício a seus funcionários futuramente.

Previdência complementar

Os indicativos vieram à tona em meio ao período que tramitava no Congresso Nacional a votação da reforma da Previdência. Pois, de acordo com o texto, pode haver alteração no artigo que fala sobre a idade mínima para se aposentar. Esta regra poderia elevar esta faixa etária.

Segundo Roberta Porcel, responsável pela área de previdência e serviços atuariais da Aon, em declaração ao portal Ivesting.com:

“Os planos de aposentadoria complementar privada devem passar a ser mais frequentes como mecanismo de atração de talentos”.

IR e CSLL

Para as empresas que optam em oferecer planos de previdência privada a seus empregados, elas podem deduzir as contribuições como despesa operacional para fins do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). No entanto, esta dedução só pode ser de até 20% da folha salarial dos participantes dos planos.  Já as contribuições que ultrapassarem esse limite podem ser utilizados para abater parte da base de cálculo da CSLL. Com isso, o incentivo fiscal com estas alternativas estabelecidas será de 34% do valor gasto com a iniciativa.

Vale ressaltar que não é necessário as companhias recolherem encargos trabalhistas sobre as contribuições que depositam ao plano. Pois, estas práticas não fazem parte do contrato de trabalho nem das remunerações dos participantes.

Custos do programa de previdência complmentar

Mesmo assim, para 56% das companhias que participaram do estudo da Aon oferecer o plano de previdência complementar ainda não é possível. O principal motivo para não aderirem ao benefício é pelos altos custos que o programa estabelece o que fica inviável para essas empresas no momento.  

A pesquisa entrevistou empresas de todos os tamanhos, que abrange de 500 até mais de 10 mil funcionários. Já o faturamento dessas companhias varia de R$ 20 milhões até com lucro superior a R$ 5 bilhões.

Planos de assistência médica

Além dos gastos com plano de previdência privada, as empresas também passarão a ter mais despesas com planos de assistência médica, que é considerado o segundo maior gasto das companhias, perdendo apenas para os salários dos colaboradores, segundo Roberta.

Além disso, os profissionais mais velhos que ainda estão no mercado de trabalho, também é um alto custo às companhias. Para se ter uma ideia, em média, a despesa que a pessoa tem com saúde aumenta 3% ao ano para cada ano que ela vive, explicou a executiva.  

Ela ainda ressaltou:

“Será uma transferência de custos com saúde, do sistema público para o privado”.

Portanto, daqui para frente as companhias terão que melhorar a gestão em relação aos gastos médicos, finaliza Roberta.

Fonte: Portal Investing.com

*Foto: Divulgação

Fintech PicPay tem mais 1.000 vagas abertas

Recentemente, a empresa abriu uma unidade em São Paulo e pretende triplicar seu tamanho até julho de 2020

A fintech PicPay, aplicativo de pagamentos, conta hoje com mais de 10 milhões de usuários e pretende triplicar seu tamanho até julho de 2020. Recentemente, ela divulgou que tem mais de 1.000 vagas abertas com previsão de preenchê-las até o fim de 2019.

A companhia agrega em uma única plataforma as funções de pagamento de contas e transferência de dinheiro. Com isso, ela ampliou os negócios em sua sede, na cidade de Vitória, no Espírito Santo, além de inaugurar um escritório em São Paulo.

Vagas

Em menos de um ano, a meta é passar de 500 funcionários para 1.600. No início de agosto, as vagas foram disponibilizadas no site do Kenoby, onde os interessados podem se inscrever. Até o final deste ano mais oportunidades serão inseridas no portal. Até dezembro, 250 profissionais devem ser contratados para a unidade de São Paulo e 300 em Vitória.

A empresa disse que apesar de ter aberto oportunidades em diversos setores, como controladoria, compliance, recursos humanos e relacionamento, há uma grande dificuldade em encontrar profissionais qualificados para a área de tecnologia. Hoje, as vagas para este setor são especialmente para os cargos de desenvolvedores, com 120 vagas.

De acordo com diretor de Pessoas e Cultura do PicPay, Dárcio Stehling, ainda há uma escassez de profissionais de TI, além da grande concorrência deste mercado.

Experiência

Para cada cargo, há uma exigência técnica. No entanto, isso não está ligado necessariamente a uma graduação específica. A seleção vai priorizar a alta capacidade que o candidato possui. Também será observado se a pessoa é comprometida com o trabalho, tem proatividade e vontade de aprender sempre. Além disso, para integrar o grupo de colaboradores da PicPay é necessário possuir autonomia na função e saber trabalhar em times multidisciplinares.

Benefícios

A fintech oferece a seus funcionários um pacote de benefícios, como assistência médica, vale refeição e vale transporte. Além disso, eles também recebem um vale cultura e têm direito a um programa de assistência financeira, jurídica e psicológica.

Ambiente de trabalho

O diferencial da PicPay está em seu ambiente descolado e que não possui regras de como o funcionário deve ir vestido. O espaço de convivência conta com redes para descanso, violão, frutas e café à vontade. A empresa também valoriza a diversidade, fato que é admitido por quase 95% de seus funcionários, de acordo com um levantamento interno.

Em declaração à revista Você S/A, o diretor da fintech disse:

“Quem trabalha no PicPay não ‘tem que ser’ nada. Aqui há espaço para que todos sejam a melhor versão de si mesmos. O reconhecimento vem pelo trabalho feito e pela capacidade de transformar a realidade ao redor”.

Fonte: revista Você S/A

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Receita Federal fiscaliza setor de moedas virtuais

O foco é combater a corrupção, crimes de sonegação e lavagem de dinheiro

A Receita Federal vai fiscalizar o setor de moedas virtuais. A medida passou a valer no mês passado. Portanto, qualquer tipo de transação que envolva criptomoedas, por exemplo, devem ser comunicadas ao órgão público.

O objetivo é combater a corrupção, crimes de sonegação e lavagem de dinheiro.

Setor de moedas virtuais

Esta é a primeira vez que é instituída uma regulamentação ao setor de moedas virtuais no Brasil. Não havia regras sobre o assunto dentro da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou no Banco Central.

Todavia, a decisão da Receita foi tomada em decorrência de não haver o devido acompanhamento por parte das autoridades quando o tema era criptoativos. Ao mesmo tempo em que as transações com moedas virtuais cresceram bastante no mercado nacional. Portanto, criou-se a necessidade de uma fiscalização para barrar práticas ilícitas que poderiam ser facilitadas sem acompanhamento específico.

De acordo com o subsecretário de Fiscalização da Receita, Iágaro Jung Martins, com a alta demanda de transações no setor de moedas virtuais, é preciso ter informações mais detalhadas e cabe às autoridades analisarem tais dados.

Valor das moedas virtuais

De acordo com o site Bitvalor, o preço negociado de bitcoins (principal moeda virtual) no mercado brasileiro no período de janeiro a junho de 2019, foi de R$ 2,89 bilhões. Com isso, houve alta de 186% em comparação à mesma época do ano passado.

Em função das plataformas digitais permitirem o anonimato, consequentemente, pode haver prática de crimes, segundo a receita Federal. Por ser um universo novo, há dificuldade em tomar as rédeas da situação. Portanto, a possibilidade de ter sonegação nestas transações é real, pois não há informações detalhadas sobre as operações.

Repasse de informações ao órgão

Desde o mês passado, segundo a regra, toda pessoa jurídica ou física residente no país e que movimente cerca de R$ 30 mil por mês em moedas virtuais terá de apresentar informações mensalmente sobre estas transações ao órgão fiscalizador. A norma compreende a compra, venda e também casos de donativos.

Os primeiros dados já tiveram de ser repassado neste mês, referente às operações de agosto. A prestação de contas pode ser realizada de modo eletrônico diretamente no site da Receita Federal. Além disso, as corretoras de criptoativos nacionais também terão de passar informações.

Dados

Em cada operação de ser informados: a data, o tipo, os titulares da transação, as moedas virtuais utilizadas, a quantidade negociada e o valor.

Já a Receita poderá saber quem não prestou as devidas informações, principalmente, ao obter dados das corretoras de criptoativos. Portanto, quem se omitir nestas transações poderá dar indícios de sonegação de rendimentos ou ganhos de capital, segundo o fisco.

Multas e IR

A fiscalização da Receita levaria á aplicação de tarifas mais multas. O valor pode variar de 75% a 150% do dinheiro não declarado. A pessoa também corre o risco de ser investigada.

No entanto, o setor de moedas virtuais está sujeito ao IR (Imposto de Renda) de ganho de capital quando a venda for superior a R$ 35 mil por mês. Já a taxa aplicada varia de 15% a 22,5% dependendo do rendimento registrado. 

Porém, Martins deixa claro que a regra não pretende aumentar a arrecadação, e sim obter os dados necessários ao fisco. Ele não descarta que no futuro a Receita possa vir a trabalhar em parceria com órgãos reguladores de outros países na intenção de ampliar a fiscalização.

O outro lado

Contudo, o presidente da ABCB (Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchian), Fernando Furlan, identifica que as corretoras menores podem ter dificuldades para atender tais normas. A entidade conseguiu que o fisco retirasse algumas obrigações, como repassar o histórico de transações por meio da carteira (a chamada “wallet”) do operador.

Mesmo assim, Furlan enxerga que este tipo de regulação será benéfica para o setor de moedas virtuais. Pois assim, haverá maior segurança tanto para os usuários como para as empresas, conclui Furlan.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Agência O Globo – Ailton de Freitas

Prova de vida de aposentados pode ser feita por celular

INSS analisa possibilidade de aplicar tecnologia de reconhecimento facial ainda em 2019

O INSS estuda realizar prova de vida de aposentados e pensionistas por meio de verificação por telefone celular via sistema de reconhecimento facial.

De acordo com o diretor de atendimento do órgão público, Clóvis de Castro Júnior, há projetos que podem ser realizados por smartphones, como biometria digital e facial. Além disso, também existe o desejo de automatizar o serviço de prova de vida ainda para este ano.

Prova de ávida de aposentados

Dentre as possibilidades estudadas pelo órgão está a prova de vida de aposentados e pensionistas à distância. Pois assim, pessoas que estão acamadas, moram em zonas remotas ou que possuem dificuldade de locomoção podem se beneficiar deste serviço via telefone.

Castro Júnior complementa a informação em declaração à Folha de S. Paulo:

“O mundo já tem tecnologia de biometria que permite fazer a prova de vida com o segurado na cama de um hospital”.

Episódio de julho

Segundo ele, com a adoção desse sistema tecnológico, o INSS poderá evitar episódios desagradáveis como o que aconteceu em 10 de julho. Na ocasião, o professor de 60 anos e cadeirante, Jorge Crim, foi obrigado a subir as escadas sentado, pois a agência em questão não possuía acessibilidade. Ele compareceu a uma unidade do INSS no centro do Rio de Janeiro para realizar uma perícia.

Com a falta de recursos do local, um vídeo foi realizado e viralizou na internet, exatamente mostrando a cena em que o professor sobe as escadas sentado.

Realização da prova de vida de aposentados

Atualmente, a prova de vida de aposentados e pensionistas é feita em agências bancárias de preferência. Mas também há a possibilidade do beneficiário acima de 60 anos comparecer a uma unidade da Previdência, mediante agendamento. Já os segurados de 80 anos ou os que não conseguem se locomover por motivo de doença podem pedir atendimento em sua residência.

Falta de funcionários

Os serviços por telefone ou internet são a principal estratégia do INSS para contrabalançar a ausência de servidores públicos. Isso ocorre por não ter previsão de novo concurso para a reposição dos funcionários que se aposentam.

O órgão promove desde junho 90 atendimentos que não necessitam da presença do beneficiário em uma agência. Isso equivale a quase todos os 96 serviços que estão disponíveis aos segurados.

No entanto, existem exceções como em casos que exigências devem ser cumpridas. Estas estão relacionadas às perícias médicas, entrega de documentos nas unidades do órgão e também, por enquanto, para prova de vida.

Atendimentos à distância

Do ano passado para cá, a média mensal de atendimento à distância no INSS saltou de seis mil para 130 mil ocorrências.

De acordo com Leonardo Gonçalves, diretor comercial da Certisign, companhia focada em certificação digital, os sistemas de reconhecimento facial disponíveis no mercado poderiam entrar para somar em relação à eficácia e segurança da realização da prova de vida do órgão público.

Ele ainda complementa:

“A tecnologia faz uma captura de milhares de pontos biométricos faciais, portanto, se uma pessoa faz modificações no rosto com o uso de perucas, barbas falsas, lentes de contato ou se esconde sob a identidade de alguém muito semelhante, o sistema detecta facilmente”.

Gonçalves afirma que a prova de vida poderia ser feita em qualquer lugar que a pessoa se encontra naquele momento. Basta possui um celular ou tablet próprio ou ainda contar com o auxílio de um servidor que iria até a casa do segurado com um aparelho corporativo para realizar a identificação.

Fonte: site Agora São Paulo

*Foto: Divulgação / Folhapress – Ronny Santos

Veja as normas de etiqueta que jamais sairão de moda

Mesmo que hoje muitas empresas tenham maior flexibilidade com vestimentas, entre outros fatores, existem normas de etiqueta que jamais sairão de moda. E quem deseja se aperfeiçoar mais como profissional é bom seguir algumas destas práticas no dia a dia.

Quando a pessoa exerce um trabalho em uma grande empresa é preciso estar atento ao ambiente que o cerca. Isso diz respeito a construir bons relacionamentos. Não é necessário adorar o seu colega. Porém, tratá-lo com respeito e educação é o mínimo. Até esta pessoa por quem você não nutre tanta simpatia, possui sentimentos como qualquer ser humano.

Lidar com emoções

Saber lidar com as emoções em um ambiente corporativo ou até mais descontraído, como uma startup, é fundamental para o bom funcionamento de toda equipe. Além disso, é também ter uma boa reputação perante a eles.

Segundo a CEO da empresa Etiqueta Empresarial, Maria Aparecida Araújo:

“Existem cinco emoções primais do ser humano, e elas são as mesmas desde o tempo das cavernas: alegria, tristeza, raiva, medo, nojo e surpresa”.

Portanto, é aconselhável que a pessoa opte em demonstrar comportamentos que despertem mais a alegria de seus companheiros de trabalho. É bom evitar atitudes que possam desencadear danos aos demais.

Normas de etiqueta

As normas de etiqueta também dizem respeito à educação no ambiente corporativo em relação a não ferir a autoestima do outro. É manter uma boa relação com todos, mesmo que você não goste de determinada pessoa. É importante saber ouvi-la, pois ela pode ter ideias interessantes para dividir com todo pessoal. Tratar todos bem gera suavidade no local de trabalho e ainda lhe abrir portas.

Não ser o centro das atenções

Novamente, saber ouvir o que os outros têm a dizer é fundamental em relação às normas de etiqueta dentro de uma empresa. O local de trabalho não é um espaço para se autopromover no sentido de querer sempre se sobressair aos demais, não dando o devido espaço para que eles também contribuam para o sucesso da empresa. Segundo Maria Aparecida, as companhias apreciam mais os funcionários que sabem ouvir os demais.

Educação é tudo

Mesmo na correria do dia a dia em uma empresa é essencial a pessoa ser educada. É o que resalta a especialista em etiqueta contemporânea, Silmara Adad. Ela diz que o colaborador não deve se esquecer de dar um bom dia, pedir ‘por favor’, agradecer por algo e também se desculpar quando necessário. Ela conclui que sempre devemos demonstrar atenção ao colega. E isso não importa se o ambiente de trabalho é mais formal ou descontraído. A prática vale ainda para as mensagens de texto, tanto em e-mails como recados via WhatsApp.

Além disso, ser pontual e manter a palavra em é fundamental para construir uma boa reputação na empresa. Caso não consiga cumprir com algo, avise os responsáveis. Jamais deixe alguém esperando, seja em reunião, ou alguma parte de trabalho que dependia de você para ser concluído.

Saber ouvir uma crítica

É normal que um ambiente corporativo em algum momento ser chamado a atenção por algo que possa ser melhorado. No entanto, a pessoa que precisar chamar atenção de alguém deve fazer em particular, jamais na frente de todos com o intuito de humilhá-lo.

Na hora de chamar atenção, reservadamente, opte por dizer à pessoa que ela realizou um bom trabalho. Isso gera um ponto positivo para quem está ouvindo a crítica. Em seguida, diga que alguns pontos podem ser alterados de modo a melhorar o resultado. Por fim, adote uma postura que passe confiança ao outro no sentido de que ele é capaz e competente para desempenhar tais modificações.

Outro fator importante é em hipótese alguma falar mal de um colega pelas costas, pois pode ser prejudicado no futuro. Neste ponto, as especialistas são categóricas em dizer que se não tem nada que agregue para falar de alguém, simplesmente fique calado.

Vestimenta

Por mais que tenham empresas mais descoladas, como no caso das startups ou outro setores da economia, nem tudo é liberado. É preciso ter prudência ao se vestir. Ou seja, se vai a uma reunião em cliente, deve se vestir adequadamente.

No caso de bancos, já existem locais em que uso da gravata está sendo deixado de lado. No entanto, é preciso saber se isso diz respeito à função que desempenha neste local.

Além disso, é importante acatar regras ligadas aos sentidos, como: audição, olfato e tato, frisa Maria Aparecida. Quem quer se destacar em uma empresa não deve utilizar perfumes muito fortes. Também é bom evitar levar lanches com temperos acentuados, empesteando o ambiente. Cuidado com o hálito é fundamental e evitar cutucar as pessoas ao falar com elas. Por fim, se comunicar em um tom muito alto pode atrapalhar os outros funcionários, de acordo com a especialista.

Fonte: revista EXAME – Carreira S.A

*Foto: Divulgação