O que os empregadores mais observam em candidatos a uma vaga

Hoje, o cenário é diferente de anos atrás, quando o que contava mais eram as habilidades técnicas do funcionário. Atualmente, uma empresa leva mais em consideração aquele trabalhador que possui mais habilidade humana no dia a dia. E antigamente esse funcionário mais ‘humano’ chegava a ser demitido pela falta de conhecimento técnico.

A junção de networking nas mídias sociais, incluindo o LinkedIn – maior rede social profissional do mundo, são plataformas essenciais para quem quer encontrar um emprego ou uma recolocação no mercado de trabalho.

Habilidades Interpessoais

Em inglês, habilidades interpessoais quer dizer ‘soft skills’. E é justamente esta condição que interessa mais às companhias neste momento. Além disso, se o candidato for das áreas de marketing, software e vendas, melhor ainda.

Uma pesquisa feita pelo LinkedIn registrou que mais de 90% dos recrutadores confirmam que as ‘soft skills’ valem tanto ou mais que as habilidades técnicas. Essa iniciativa pode auxiliar a checar como um profissional se comporta em determinadas circunstâncias. E isso vai além da empatia com outras pessoas.

Ainda sobre o estudo da rede social, cerca de 65% dos gestores responsáveis por contratar vendedores admitem que a ausência de capacidade interpessoal entre os candidatos restringe a produtividade da companhia. Para a área de vendas é essencial que o funcionário possua motivação e ambição para bater as metas. Isso sem deixar de lado qualidades, como confiabilidade e integridade. Além de também terem facilidade de adaptação, produtividade e foco no cliente.

Já os profissionais de marketing, segundo a pesquisa do LinkedIn, devem saber cultivar e gerar bom relacionamento com todos. Isso inclui as pessoas que trabalham interna e externamente com você. Na era digital, um bom atuante nesta área tem que saber contar boas histórias. Ou seja, o candidato desse setor deve ser capaz de desenvolver um ‘storytelling’ que prenda atenção, seja claro e motivacional. Além disso, as pessoas de marketing devem ser bastante criativos.

Na área de software, quem é engenheiro possui um talento muito buscado hoje em dia pelos recrutadores do LinkedIn. As ofertas em torno dessa profissão chegam a ser três vezes mais em comparação a outras. Em 2018, o engenheiro de DevOps foi o cargo mais requisitado.

Talento versus Competência Técnica e Interpessoal

No atual momento mais competitivo, encontrar um profissional que consiga unir talento, habilidades técnicas e interpessoais não tem sido fácil. Os recrutadores buscam candidatos que saibam trabalhar em equipe.

Todavia, os melhores funcionários são aqueles que gostam de corrigir erros por dias e digitar códigos, além de atuar em outros projetos. Mas também é observado se esse mesmo candidato quer sempre estar aprendendo algo novo. Pois esta condição é de suma importância visto que esta área está em constante evolução tecnológica, lançando tendências.

Cursos Online via LinkedIn

No site do LinkedIn é disponibilizado dois mecanismos com o intuito de desenvolver habilidades de comportamento. A primeira é o LinkedIn Learning, um espaço de cursos online da própria rede social. Por ela, os profissionais têm acesso a muitos cursos, dentre eles de hard e soft skills. A outra ferramenta é a Central de Aconselhamento Profissional, que não tem custo aos usuários que possuem conta no LinkedIn.

Portanto, hoje é mais fácil contratar um profissional que tenha habilidades humanas e que a empresa possa treinar suas capacidades técnicas.

*Foto: Divulgação

Trabalho antes dos 16 anos servirá para contabilizar aposentadoria

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) comunicou em maio, que vai admitir como tempo de contribuição o período trabalhado antes dos 16 anos de idade. Essa decisão tem efeito administrativo a abrange todo território brasileiro. Porém, o cálculo só será aceito se o solicitante apresentar a mesma documentação exigida aos maiores de 16 anos.

Hoje, o INSS reconhece apenas como segurados os trabalhadores a partir de 16 anos ou mais. Antes dessa medida ser acatada pelo órgão público, quem quisesse incluir esse tempo de contribuição tinha que acionar a Justiça.

Como surgiu

O decreto surgiu em razão de cumprir uma ação civil pública, que definia que “o período exercido como segurado obrigatório realizado abaixo da idade mínima permitida à época deverá ser aceito como tempo de contribuição”. Essa aceitação também é em virtude das alterações na legislação ao longo dos anos. Esses documentos apresentam variação nas idades mínimas. O ofício atual aceitará como início de trabalho, as pessoas que:

  • Até a data de 14/03/1967, são menores de 14 anos de idade;
  • De 15/03/1967 a 4/10/1988, são menores de 12 anos;
  • A partir de 5/10/1988 a 15/12/1998, são menores de 14 anos, exceto para o menor aprendiz, que é de 12 anos;
  • A partir de 16/12/1998, aos menores de 16 anos, menos para o menor aprendiz, que será para menor de 14 anos.

Benefícios aos que entraram a partir de 19/10/2018

O decreto beneficia quem entrou a partir de 19/10/2018. Porém, segundo Luiz Fernando Veríssimo, diretor do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), este benefício não ampara as pessoas já aposentadas. Todavia, quem quiser solicitar um novo cálculo para poder inserir o tempo de trabalho antes da idade mínima permitida terá de ser por vias judiciais. Veríssimo afirma:

“O reconhecimento na via administrativa é positivo porque exclui a necessidade de ajuizar ações judiciais para reconhecer esses períodos, o que costuma ser mais demorado. Um processo desse tipo pode durar facilmente quatro ou cinco anos. O processo administrativo do INSS tende a durar menos”.

Já para o especialista em direito previdenciário, o advogado João Badari, será difícil a esses requerentes provarem exatamente o tempo de contribuição antes dos 16 anos de idade. Pois, os empregos para menores costumam ser praticados de maneira informal.

Documentos exigidos pelo INSS

Atualmente, o INSS estabelece como documentos de tempo de contribuição: a carteira de trabalho, folha de ponto acompanhada de declaração da companhia e contrato individual de trabalho, livro de registro de empregados, entre outros itens. Baldari ressalta:

“Será preciso comprovar esse tempo trabalhado, por meio de holerites e cartões de ponto, que é difícil o trabalhador ter. Uma alternativa poderia ser entrar com uma ação de reconhecimento de vínculo trabalhista”.

Trabalhadores rurais

Já para quem trabalha no campo, a situação complica. Porque esse tempo de contribuição antes da idade mínima reconhecida tem que ser comprovada por meio de notas fiscais ou por uma declaração vinda dos pais, disse o advogado previdenciário.

“O trabalhador rural já consegue incluir esse tempo administrativamente com período trabalhado a partir dos 12 anos de idade. Após discussão judicial, o STJ firmou entendimento, e o INSS começou a seguir”, finaliza.

*Foto: Reprodução – José Luiz da Conceição

Eletrobras apresentou alta de 178% para o primeiro trimestre

Estatal lucrou R$ 1,35 bilhão de janeiro a março; um dos motivos seria a pouca perda no setor de distribuição

A empresa Eletrobras registrou receita de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre desse ano. Com esse feito, a estatal obteve alta de 178% em comparação ao mesmo período, em 2018. Esse resultado se deve a perdas menores no departamento de distribuição, além de maiores ganhos de geração de eletricidade.

Segundo balanço divulgado em maio, a Eletrobras apresentou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,9 bilhões, atingindo aumento de 15% em relação à mesma época do último ano.

A maior companhia de eletricidade da América Latina controla partes da geração e capacidade de transmissão do território nacional. E durante de janeiro a março obteve lucro líquido de operações de R$ 6,45 bilhões, com salto de 6% anuais.

Na área de investimentos, houve um recuo de 43% em relação ao período anual, registrando R$ 501 milhões no trimestre. Esse número veio em meio a uma reestruturação da estatal, que passou a focar nos últimos anos em vendas de ativos com intuito de diminuir dívidas.

Geração de energia

O lucro líquido do setor de geração de energia foi de R$ 5,6 bilhões, com alta de 24,3%. Esses números refletem o desenvolvimento de rendimentos de antigas hidrelétricas da empresa. Os dados foram atualizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

No setor de transmissão, o lucro líquido foi de $ 2 bilhões, 19,6% a menos do que no mesmo trimestre do ano passado.

Distribuição

Mesmo tendo deixado de lado a negociação de suas concessionárias em 2018, a companhia apresentou perda de R$ 223 milhões. Esse resultado é consequência de operações descontinuadas, apesar de o prejuízo ser menor que o ano anterior, no valor de R$ 1,9 bilhão.

A Eletrobras anunciou que também teve um dano de R$ 1,17 bilhão de sua antiga distribuidora no Amazonas. Porém, houve uma compensação parcial graças a rendimentos de R$ 859 milhões. Esse valor é decorrente da venda da Ceal, sua distribuidora no Alagoas.

Mas, em contrapartida, esse saldo foi um choque negativo pelos R$ 170 milhões para prover um plano de demissão consensual. Essa medida foi lançada pela estatal neste ano, além de outras provisões de R$ 293 milhões. Desse montante, R$ 220 milhões serão destinados a causas relacionadas de um empréstimo compulsório.

A companhia diz que encerrou o primeiro trimestre de 2019 com uma relação de 2,2 vezes entre seu débito líquido e o fluxo de caixa avaliado pelo Ebitda gerencial.

*Foto: Divulgação/ Eletrobras

Marco Civil da internet completou cinco anos

Internet brasileira permaneceu respeitada mesmo em momentos de crise econômica do país

A lei do Marco Civil da internet completou cinco anos e é o primeiro decreto que tratou de forma ampliada a rede. Além disso, também protegeu diretos durante esse período e criou mais deveres.

No quesito proteção, a lei levou ao pé da letra a chamada ‘neutralidade da rede’. Esse termo significa que não pode haver discriminação de na raiz de sua conexão. Com isso, serviços de streaming como a Netflix conseguiu se desenvolver nos últimos tempos por não sofrer discriminação do respectivo setor.

Como foi elaborada a lei

Entre os fatores que permitiram a criação do Marco Civil foi que ela surgiu por solicitação da sociedade. Portanto, por não exigência do Estado, ela foi construída de forma colaborativa. Seu texto foi elaborado de modo online e aberto ao público que quisesse participar e tomou uma grande proporção.

Entre os que contribuíram para o sucesso do decreto, estavam membros dos setores privado e público, da comunidade científica, bibliotecários e até de dirigentes de LAN houses – que era a principal maneira de acesso à rede naquela época.

História que virou livro online

A trajetória da lei foi contada em formato de thriller pela jornalista Ana Carolina Papp. O livro “Em Nome da Internet: Os bastidores da Construção Coletiva do Marco Civil” possui PDF online.

Reconhecimento internacional

Logo a lei do Marco Civil da Internet ganhou importância internacional. Sobre isso, o criador do da World Wide Web (WWW), Sir Tim Berners-Lees afirmou: é um bom exemplo de como governos podem desempenhar um papel positivo no avanço de direitos na web e na manutenção da rede aberta”.

O Marco Civil também respeitou uma prática adotada no Brasil desde 1988, que foi tratar a internet como um fenômeno multissetorial. Ou seja, que a internet não é pende mais nem para o setor público e muito menos para o privado. E com essa informação fica claro que esse multissetorialismo, quando sabemos que a lei foi criada em um esforço conjunto da sociedade com o Estado.

Ibase e Rio 92

O primeiro serviço de provimento de rede aconteceu em 1989, em um oferecimento da Ibase. A organização foi fundada em 1981 pelo Betinho, recém chegado do exílio e por Carlos Afonso. Também em 1989 foi inaugurada a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), na intenção de solidificar a conexão nacional à internet.

Esses fatores foram determinantes para que o evento Rio-92 já pudesse acontecer com acesso à rede. Nesta época, seus participantes se surpreenderam com esse feito.

Telebras

Graças ao esforço entre sociedade e Estado, que se tornou o cerne da direção da rede no Brasil, foi possível impedir que o acesso à internet fosse monopolizado pela Telebras. Com isso, o serviço conseguiu ser prestado de forma livre por empreendedores privados. Esses fatores também levaram à criação do Comitê Gestor da Internet.

Apesar da crise econômica que o país atravessou desde 2014, até esse mesmo ano o multissetorialismo foi determinante nas negociações mundiais sobre a governança da rede. Após isso, a notoriedade de influência foi desaparecendo. Porém, no setor de internet o modelo brasileiro de rede continua sendo respeitado.

Prova disso é que o aniversário do Marco Civil da internet foi comemorado na última edição da Conet, em 7 de maio, realizada no Congresso Nacional.

*Foto: Divulgação

Novo diretor do Sebrae-SP ressalta importância das pequenas empresas

Por já ter vivido o lado de empreendedor de sucesso, Wilson Poit acredita que sua experiência só tem a agregar

O Sebrae-SP nomeou o novo diretor, Wilson Poit, em maio. Seu histórico como empreendedor deve contribuir à unidade paulista.

Poit entrou no lugar de Luis Sobral, que era ligado ao antigo governador Márcio França (PSB). Sobral atuou na gestão França como presidente da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Ele foi destituído do cargo após quatro meses de trabalho.

O atual governador Joao Doria interferiu a favor de Wilson para assumir o cargo como novo diretor do Sebrae-SP. Wilson foi secretário de Desestatização da gestão Doria, na prefeitura.

Histórico de Wilson Poit

O atual diretor já esteve do outro lado da moeda. Em entrevista à Folha. Na época de sua nomeação, ele disse:

“Tive cinco empresas, algumas andavam de lado. A última fez muito sucesso. Posso ajudar até com depoimentos pessoais para inspirar não só a equipe do Sebrae como os empreendedores”.

Em 1999, ele fundou a empresa Poit Energia, focada em locação de geradores. E após 12 anos a vendeu à maior companhia desse setor por R$ 400 milhões.

O novo diretor disse ainda:

“Posso ajudar até com depoimentos pessoais para inspirar não só a equipe do Sebrae como os empreendedores. A notícia é essa: estive do outro lado do balcão por muitos anos e fui ajudado pelo Sebrae e pela Endeavor. É quase uma retribuição”.

Quais são os planos do atual gestor

Poit, que passou o início do trabalho ouvindo muito sobre o que já acontecia neste Sebrae, tem planos para o futuro.  Entre eles, está o fato de querer ampliar espaços de compartilhamento pelo interior paulista. Ele acredita na força que a micro e pequenas companhias podem fornecer para a diminuição da taxa de desemprego.

Além disso, em conjunto com o governo Doria, Poit deve potencializar o serviço de microcrédito. Pois, na visão dele, há muitos desempregados que desejam abrir o próprio negócio. E ainda ressaltou que os empregos que o país e São Paulo necessitam atualmente devem ser originados pelas micro e pequenas empresas.

Política

Poit evitou falar sobre a interferência que houve para assumir o cargo de diretor no lugar de Luis Sobral. Ele disse que apenas aceitou o convite que é alinhado à sua história no empreendedorismo. E afirmou que o chamado para a direção partiu de alguns conselheiros do Sebrae, dentre eles o presidente Tirso Meirelles. Percebeu que além de Doria, também teria o apoio da secretária Patricia Ellen, que já conhecia sua trajetória desde a Endeavor.

*Foto: Divulgação

Conheça o novo presidente-executivo da Embraer

Francisco Gomes Neto atuou como presidente da gigante de carrocerias Marcopolo até o mês passado

A Embraer anunciou no início de abril o nome de Francisco Gomes Neto para presidir a área executiva da empresa.

Com a entrada de Gomes Neto, o ex-presidente-executivo Paulo Cesar de Souza e Silva atuará como membro sênior do conselho. Além disso, Paulo terá um papel importante no processo de integração do novo presidente. Também acompanhará o desempenho da segregação de ativos e recursos da aviação comercial até a conclusão do negócio com a Boeing.

SOBRE A CONTRATAÇÃO

Segundo o presidente do conselho de administração da companhia aérea, Alexandre Silva, a contratação de Francisco só tem a somar por sua vasta experiência internacional em empresas do ramo industrial. Essa competência vem no momento certo de transformação da Embraer e do setor aeronáutico como um todo.

Sua expertise vem da graduação em Engenharia Elétrica, especialização de Administração de Empresas e MBA em Controladoria de Finanças. Seus conhecimentos nessas áreas foram importantes para liderar o processo de transformação da companhia Marcopolo, nos últimos três anos.

O diretor geral José Eduardo Bellini assumirá interinamente o cargo de Gomes Neto da fabricante de carrocerias.

RECOMENDAÇÃO DO ITAÚ BBA

Analistas do Itaú BBA reforçam a importância da contratação de Francisco para a Embraer. Eles afirmam que durante o tempo em que Neto trabalhou na Marcopolo teve papel fundamental na redução de custos. Também foi responsável pela abertura de novos mercados no exterior, e maximizar o uso dos ativos da companhia no Brasil.

Como a empresa de aviões pretende abrir novas frentes comerciais fora do país, a integração de Francisco seria um facilitador. E utilizar sua vasta experiência na utilização de ativos.

*Foto: Divulgação