O que esperar com a suspensão dos concursos federais em 2019?

suspensão de concursos federais

Apesar da declaração dada por Paulo Uebel, secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, sobre a não autorização dos próximos concursos federais no decorrer deste ano, não deve causar tanta polêmica entre os candidatos que têm o sonho de ingressar no funcionalismo público.

Especialistas da área de concursos dizem que estas práticas de suspensão já são clássicas no meio. Elas costumam ser levantadas em meios de crise política e econômica do país ou ainda em circunstâncias de mudanças de governo.

O importante agora é manter o foco nos estudos, pois as suspensões tendem a ser momentâneas. Quando este período termina é comum que até tenha um acréscimo no número de vagas, pois as necessidades só vão aumentando durante a interrupção dos concursos.

Não é de hoje que essa sensação alarmante acontece. Em 2015, ainda no governo de Dilma Roussef foi divulgada uma interrupção de provas no âmbito federal.

O impedimento gerou corte de cerca de 40 mil vagas previstas para serem preenchidas no ano seguinte. Apesar do pânico gerado, naquele mesmo ano foi realizado concurso do INSS.

E ainda no final de 2015 foi liberado edital de prova para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com oferta de 600 vagas, para técnicos e analistas.

Já em 2011, a suspensão dos concursos se manteve somente no primeiro semestre, sendo gradualmente retomados a partir do segundo semestre.

Orçamento 2019

Mesmo com a suspensão “momentânea” de concursos federais para este ano, na intenção de confirmar reais necessidades para determinados cargos, além de redução de despesas, o governo federal já possui recursos suficientes para nova contratação de pessoal no decorrer de 2019.

Desse modo, com o orçamento já aprovado e recursos reservados, a esperança é que assim como já aconteceu em outros governos, a nova suspensão de concursos seja apenas uma medida passageira.  E também, de acordo com os especialistas, que sirva de incentivo aos candidatos continuarem seus estudos, pois é inevitável que mais cedo ou mais tarde haverá novas contratações.

*Foto: Reprodução / Flickr – Senado Federal