SP: não é mais necessário ir ao Detran para renovar CNH

Renovação que aproveita foto e dados já registrados está disponível em 85 cidades

Desde final de junho não é mais necessário para motoristas que residam no estado de São Paulo, composto por 85 municípios, se dirigir até o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) conseguir renovar a CNH (Carteira nacional de Habilitação).

Agora menos burocrático, basta que o condutor solicite a renovação via site oficial do órgão público. Este serviço reutiliza a última biometria do motorista, que já contêm assinatura e fotos digitais. Sendo assim, a emissão do novo documento feito automaticamente.

Receber a CNH em casa

Para que o documento seja enviado à residência da pessoa é preciso fazer agendamento online para os exames psicotécnico e médico. Em seguida, o motorista comparece com dia e hora marcada à clínica e quitar a tarifa de emissão da CNH e do envio pelos Correios. A transação toda custa R$ 54,77.

Categorias

Estão aptos a utilizar a renovação simplificada os condutores, cuja CNH seja das categorias: A (para moto), B (para automóvel), além da A/B. De acordo com o Detran, a junção dessas categorias representa 24 milhões de habilitações registradas no estado paulista.

Os que possuem carteira de habilitação vencida ou para vencer em 30 dias, mas que esteja regularizada e contenha foto também pode solicitar o serviço de renovação.

Alteração de dados

Os que precisarem alterar informações, como endereço ou nome, realizar nova coleta de biometria, ou que possua algum impedimento acusado pelo sistema, o condutor terá que efetuar a renovação pessoalmente. O atendimento permanece o mesmo para quem opta realizar todo o procedimento diretamente nas unidades do Detran. Pois, o modo simplificado é opcional e não obrigatório.

Cidades e app digital

Para consultar os 85 municípios participantes deste serviço basta acessar o site oficial do órgão.

Antes do lançamento da renovação simplificada, já era possível tirar a CNH de forma digital, sem ter que enfrentar grandes filas. O processo é realizado por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito. O funcionamento para gerar a carteira de motorista consiste em usar a câmera do celular e a tecnologia de reconhecimento facial.

Com este sistema, está descartada a burocracia de certificação digital. Pois, esta era a principal queixa pela qual os condutores interessados em ter o documento necessitava comparecer às unidades do Detran. No entanto, quem já tivesse a certificação digital, que também é paga e pode ser conseguida por meio de órgãos especializados, não tinha que se dirigir ao órgão de trânsito.

QR Code

Todavia, o aplicativo só serve para quem possui QR Code impresso na carta de habilitação. Este modelo passou a ser emitido depois de maio de 2017.

Para utilizar o app, basta baixá-lo gratuitamente via App Store ou Google Play. Um cadastro é ativado e em seguida o usuário pode solicitar o documento via celular. O QR Code da CNH será lido e na sequência será feito um reconhecimento facial apenas para averiguar se o requisitante é o mesmo registrado no Detran.

Após esta transação, o motorista informa um número de telefone móvel e coloca uma senha. O documento poderá ser visualizado até mesmo no modo offline.

Esta é uma boa opção para quem não quer carregar o documento original na carteira. Se for parado em alguma blitz, por exemplo, é só mostrar a CNH digital na tela do smartphone.

*Foto: Divulgação

Trabalho antes dos 16 anos servirá para contabilizar aposentadoria

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) comunicou em maio, que vai admitir como tempo de contribuição o período trabalhado antes dos 16 anos de idade. Essa decisão tem efeito administrativo a abrange todo território brasileiro. Porém, o cálculo só será aceito se o solicitante apresentar a mesma documentação exigida aos maiores de 16 anos.

Hoje, o INSS reconhece apenas como segurados os trabalhadores a partir de 16 anos ou mais. Antes dessa medida ser acatada pelo órgão público, quem quisesse incluir esse tempo de contribuição tinha que acionar a Justiça.

Como surgiu

O decreto surgiu em razão de cumprir uma ação civil pública, que definia que “o período exercido como segurado obrigatório realizado abaixo da idade mínima permitida à época deverá ser aceito como tempo de contribuição”. Essa aceitação também é em virtude das alterações na legislação ao longo dos anos. Esses documentos apresentam variação nas idades mínimas. O ofício atual aceitará como início de trabalho, as pessoas que:

  • Até a data de 14/03/1967, são menores de 14 anos de idade;
  • De 15/03/1967 a 4/10/1988, são menores de 12 anos;
  • A partir de 5/10/1988 a 15/12/1998, são menores de 14 anos, exceto para o menor aprendiz, que é de 12 anos;
  • A partir de 16/12/1998, aos menores de 16 anos, menos para o menor aprendiz, que será para menor de 14 anos.

Benefícios aos que entraram a partir de 19/10/2018

O decreto beneficia quem entrou a partir de 19/10/2018. Porém, segundo Luiz Fernando Veríssimo, diretor do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), este benefício não ampara as pessoas já aposentadas. Todavia, quem quiser solicitar um novo cálculo para poder inserir o tempo de trabalho antes da idade mínima permitida terá de ser por vias judiciais. Veríssimo afirma:

“O reconhecimento na via administrativa é positivo porque exclui a necessidade de ajuizar ações judiciais para reconhecer esses períodos, o que costuma ser mais demorado. Um processo desse tipo pode durar facilmente quatro ou cinco anos. O processo administrativo do INSS tende a durar menos”.

Já para o especialista em direito previdenciário, o advogado João Badari, será difícil a esses requerentes provarem exatamente o tempo de contribuição antes dos 16 anos de idade. Pois, os empregos para menores costumam ser praticados de maneira informal.

Documentos exigidos pelo INSS

Atualmente, o INSS estabelece como documentos de tempo de contribuição: a carteira de trabalho, folha de ponto acompanhada de declaração da companhia e contrato individual de trabalho, livro de registro de empregados, entre outros itens. Baldari ressalta:

“Será preciso comprovar esse tempo trabalhado, por meio de holerites e cartões de ponto, que é difícil o trabalhador ter. Uma alternativa poderia ser entrar com uma ação de reconhecimento de vínculo trabalhista”.

Trabalhadores rurais

Já para quem trabalha no campo, a situação complica. Porque esse tempo de contribuição antes da idade mínima reconhecida tem que ser comprovada por meio de notas fiscais ou por uma declaração vinda dos pais, disse o advogado previdenciário.

“O trabalhador rural já consegue incluir esse tempo administrativamente com período trabalhado a partir dos 12 anos de idade. Após discussão judicial, o STJ firmou entendimento, e o INSS começou a seguir”, finaliza.

*Foto: Reprodução – José Luiz da Conceição

Eletrobras apresentou alta de 178% para o primeiro trimestre

Estatal lucrou R$ 1,35 bilhão de janeiro a março; um dos motivos seria a pouca perda no setor de distribuição

A empresa Eletrobras registrou receita de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre desse ano. Com esse feito, a estatal obteve alta de 178% em comparação ao mesmo período, em 2018. Esse resultado se deve a perdas menores no departamento de distribuição, além de maiores ganhos de geração de eletricidade.

Segundo balanço divulgado em maio, a Eletrobras apresentou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,9 bilhões, atingindo aumento de 15% em relação à mesma época do último ano.

A maior companhia de eletricidade da América Latina controla partes da geração e capacidade de transmissão do território nacional. E durante de janeiro a março obteve lucro líquido de operações de R$ 6,45 bilhões, com salto de 6% anuais.

Na área de investimentos, houve um recuo de 43% em relação ao período anual, registrando R$ 501 milhões no trimestre. Esse número veio em meio a uma reestruturação da estatal, que passou a focar nos últimos anos em vendas de ativos com intuito de diminuir dívidas.

Geração de energia

O lucro líquido do setor de geração de energia foi de R$ 5,6 bilhões, com alta de 24,3%. Esses números refletem o desenvolvimento de rendimentos de antigas hidrelétricas da empresa. Os dados foram atualizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

No setor de transmissão, o lucro líquido foi de $ 2 bilhões, 19,6% a menos do que no mesmo trimestre do ano passado.

Distribuição

Mesmo tendo deixado de lado a negociação de suas concessionárias em 2018, a companhia apresentou perda de R$ 223 milhões. Esse resultado é consequência de operações descontinuadas, apesar de o prejuízo ser menor que o ano anterior, no valor de R$ 1,9 bilhão.

A Eletrobras anunciou que também teve um dano de R$ 1,17 bilhão de sua antiga distribuidora no Amazonas. Porém, houve uma compensação parcial graças a rendimentos de R$ 859 milhões. Esse valor é decorrente da venda da Ceal, sua distribuidora no Alagoas.

Mas, em contrapartida, esse saldo foi um choque negativo pelos R$ 170 milhões para prover um plano de demissão consensual. Essa medida foi lançada pela estatal neste ano, além de outras provisões de R$ 293 milhões. Desse montante, R$ 220 milhões serão destinados a causas relacionadas de um empréstimo compulsório.

A companhia diz que encerrou o primeiro trimestre de 2019 com uma relação de 2,2 vezes entre seu débito líquido e o fluxo de caixa avaliado pelo Ebitda gerencial.

*Foto: Divulgação/ Eletrobras

Ancine suspende verbas públicas a pedido do TCU

O TCU (Tribunal de Contas da União) ordenou que a Ancine suspenda cota de recursos públicos para produções nacionais.

A agência reguladora do audiovisual tem 30 dias para demonstrar capacidade na avaliação de prestações de contas dos projetos.

O TCU só permitirá que a Ancine volte a repassar verbas de produção se ela tiver condições técnicas-operacionais eficientes. Hoje, a entidade, em parceria com o Ministério da Cidadania, sucessora do Ministério da Cultura, avaliam a aprovação dessas verbas.

Além disso, as duas empresas têm de fiscalizar a execução de cada ajuste de um novo filme ou série brasileiras.

Com a troca de governo, a agência de cinema talvez não conte com funcionários suficientes para reavaliar cada projeto novo. Segundo a ex-diretora da Ancine, Vera Zaverucha, na estrutura atual não tem como dar conta dessas exigências impostas pelo TCU.

As consequências diretas a partir dessa determinação do Tribunal de Contas é paralisar projetos que já estavam em andamento. Com isso, inúmeras produções podem ser prejudicadas.

MAIOR FISCALIZAÇÃO

Com essas medidas tomadas pelo TCU, busca-se uma maior fiscalização do setor de audiovisual. O órgão público obriga assim a agência de cinema a ter mais critério na escolha de recursos destinados ao audiovisual.

Porém, dificilmente uma produção nacional, seja um filme ou série para TV, consegue se bancar sem ajuda do Governo. Por isso, a importância da Ancine e Ministério da Cidadania em se adequar às normas exigidas pelo TCU.

Um longa-metragem nos dias atuais depende em grande parte do financiamento de dinheiro público. Com essa suspensão, diversos projetos podem nunca mais sair do papel.

A agência precisa elaborar um plano eficaz para que filmes e séries não sejam barrados por órgãos públicos superiores. Porém, a empresa que fomenta o setor de audiovisual aguarda uma notificação expressa do TCU para tomar as decisões cabíveis.

Ela ainda afirma, que no momento há uma auditoria em andamento para verificação de ações referentes à gestão anterior. Corre um inquérito em segredo de justiça para investigação contra o atual diretor, Christian de Castro. No fim de 2018, a Polícia Federal apreendeu na sede da entidade HDs de computadores e livros contábeis para averiguação.

*Foto: Divulgação

Nubank aciona Cade contra bancos por quebra de contrato

Fintech alega que instituições financeiras dificultam o serviço de débito a automático a clientes que possuem cartão de crédito do banco digital

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instaurou inquérito para averiguar suposta dificuldade imposta pelos bancos BB, Bradesco, Caixa Econômica e Santander contra o Nubank. O Itaú ficou de fora dessa lista.

O Nubank procurou o órgão de defesa há dois anos. A Fintech alega que houve quebra contratual por parte dessas instituições, além de cobrarem taxas abusivas dos clientes. A partir daí, foi instaurado um processo administrativo contra esses bancos.

ACORDOS E QUEBRA DE CONTRATO

Os acordos realizados entre a Fintech mais o Banco do Brasil e Santander foram rompidos unilateralmente. A Caixa e o Bradesco chegaram a fixar taxas de mais de R$ 10 para o serviço de débito automático. Estes não aceitaram uma contraproposta e esse entrave vem se arrastando há quatro anos, quando foram iniciadas as primeiras negociações entre os todos os bancos e o Nubank.

Porém, o valor cobrado por 64% instituições financeiras em transações de débito automático era de R$ 2,99; e de R$ 3 a R$ 5,99, praticado por 27% de outros bancos. Os dados são do Banco Central, levantados pela superintendência do Cade.

PARECER DO CADE

Para o órgão de defesa ficou evidente que os bancos possuem posicionamento dominante frente ao serviço de débito automático. Todavia, o Cade também entende que não há justificativas aceitáveis para que os bancos do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander praticarem esses valores acima dos outros bancos.

Ao serem notificadas, o BB disse que prestou informações necessárias ao Cade e que está à disposição do órgão. A Caixa afirmou estar agindo em conformidade com as regras do sistema financeiro em relação ao serviço de débito automático.

A Fintech está confiante que o Cade agirá na intenção de proteger e incitar a competitividade do setor. Pois assim, novas empresas também vão poder oferecer inovação e melhores opções à clientes.

Além disso, o Nubank ressalta que ao ser prejudicada pela cobrança abusiva do serviço de débito automático praticado por esses quatro bancos, ele acaba perdendo 5% de lucro. Portanto, seu crescimento fica limitado.

*Foto: Divulgação

Petrobras decide cortar financiamento ao setor cultural do país

Corte pela estatal afeta festivais de cinema, música e teatro, que não terão seus incentivos renovados

A Petrobras não vai patrocinar mais 13 projetos culturais contemplados há anos. Entre eles, estão o Anima Mundi, Festival de Brasília, Festival do Rio e a Mostra de Cinema de São Paulo.

A empresa pública enviou aos deputados federais Áurea Carolina (PSOL-MG) e Ivan Valente (PSOL-SP) uma lista dos programas cortados. O comunicado expedido mês passado foi a resposta ao requerimento de informação solicitado por Áurea e Valente.

A companhia petrolífera ainda informou que seus programas de patrocínio estão em processo de revisão. E que a prioridade nesse momento é atender projetos voltados às áreas de ciência, educação e tecnologia.

Também tiveram seus eventos deste ano cortados: o Festival de Teatro de Curitiba, Teatro Poeira (RJ) e o Prêmio da Música Brasileira.

Segundo comunicado do presidente Jair Bolsonaro em fevereiro, era necessário reavaliar os contratos desses programas. Pois para eles, o Estado tem prioridades maiores. Portanto, a Petrobras passou a reanalisar sua carteira de patrocínios, visando principalmente a redução de custos do setor cultural.

Porém, Diego Pila, gerente de patrocínios da Petrobras afirmou em audiência pública na Câmara dos Deputados em abril que os contratos já firmados seriam honrados.

Uma das iniciativas que será levada adiante é um edital de R$ 10 milhões que voltado à projetos musicais. Ao todo, 19 programas serão contemplados em breve, finaliza Pila.

REDUÇÃO DE CUSTOS DESDE 2011

Não é de hoje que a estatal vem cortando repasse de patrocínio em todas as áreas. Em 2011 foram destinados R$ 350 milhões de forma geral e em 2018 este número caiu para R$ 135 milhões.

Só o investimento em cultura despencou de R$ 153 milhões em 2011 para R$ 38 milhões no ano passado. Em seus áureos tempos, a Petrobras chegou a patrocinar 336 projetos culturais, em 2018 foram selecionados apenas 30.

Para 2019, a verba inicial para o setor de comunicação, que integra a área cultural foi de R$ 180 milhões. Mas no fim houve um corte de 30%, passando a ter um repasse de R$ 128 milhões.

MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP

A diminuição de investimento para Mostra de Cinema de SP desse ano pode prejudicar em torno de 25% seu orçamento para realização do evento. O festival vai acontecer entre os dias 17 e 30 de outubro.

Segundo a diretora da mostra, Renata de Almeida, medidas serão tomadas para sua viabilização. Isto inclui ações que não afetem diretamente o público, como cortes de passagens aéreas a convidados do festival.

Renata soube do corte por meio de uma ligação da própria estatal. Com isso, ela espera que outras instituições apoiem o evento audiovisual, como a CPFL, Itaú Cultural, Sabesp, Sesc e Spcine. A diretora também demonstra preocupação com o que será decido sobre a Lei Rouanet. Sob este tipo de incentivo que empresas como CPFL e Itaú podiam financiar a Mostra de Cinema de São Paulo. Esse tipo de ação agora é pauta de discussão no Planalto.

ANIMA MUNDI

Nos último anos, o Anima Mundi já vinha sofrendo com redução de patrocínio vindo da estatal. Em 2018, o evento teve financiamento de R$ 700 mil. Menos do que os 50% que obtinham em seus primeiros anos de realização.

Para César Coelho, diretor do evento, o festival terá um curto espaço de tempo para cobrir esse buraco no orçamento. Como o Anima Mundi acontece em julho, com um planejamento que demanda mais de um ano de produção, há pouco tempo para correr atrás do restante da verba.

CORTES VINDOS DE OUTRAS ESTATAIS

Não é só a Petrobras que vem cortando patrocínio da área cultural, outras instituições também tem reanalisado suas cotas.

Entre eles, o BNDES cortou em 40% seu incentivo ao setor cultural. Para este ano, o valor é de R$ 5 milhões neste ano. Os recursos aprovados devem ser repassados apenas a programas literários. Todavia, o banco ainda não divulgou, como em anos anteriores, se contemplará também projetos convidados.

Fonte: Folha – Ilustrada

*Foto: Divulgação – cena do filme “Como Nossos Pais”

Brasão da República voltará à capa do passaporte brasileiro

Documentos válidos não precisam ser atualizados neste momento, apenas na renovação

Mês passado, o Itamaraty determinou que o novas emissões e renovações do passaporte brasileiro voltarão ao modelo antigo. O anúncio foi feito pelo órgão por meio das redes sociais.

Em 2015, esta opção deixou de circular, dando lugar à imagem do Cruzeiro do Sul e à expressão “Passaporte Mercosul”.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirma que “o brasileiro que viaja ou mora no exterior levará um símbolo da pátria em seu documento de viagem”. A medida de alteração da capa do passaporte já constava do plano de metas dos 100 primeiros dias do governo.

O novo modelo de capa segue o atual padrão à países participantes do Mercosul. Os documentos que ainda não venceram não necessitam serem substituídos neste momento. A capa com o brasão da República constará automaticamente das próximas emissões ou renovações.

SOLICITAÇÃO CONTINUA A MESMA

Quem deseja emitir pela primeira vez o passaporte ou renová-lo, o pedido continua sendo feito via portal da Polícia Federal. A validade da licença permanece por dez anos.

Os documentos necessários para a primeira emissão são: RG, CPF, Certidão de Casamento (se tiver alteração do nome) e Certificação de Naturalização (para quem não nasceu no Brasil), Título de Eleitor e comprovantes de votação da última eleição. Quem não possuir esses comprovantes pode apresentar uma declaração da Justiça Eleitoral, provando que está quite com as obrigações eleitorais, ou ainda uma justificativa eleitoral aos que não votaram.

Quem for apenas renovar, é necessário levar o passaporte anterior ao posto da Polícia Federal.

Somente após preencher o formulário do portal e pagar a taxa, que atualmente é de R$ 257,25, que a pessoa pode agendar também pelo próprio site dia e horário de comparecimento ao posto da Polícia Federal mais próximo.

No dia marcado, o usuário comparecerá munido de todos os documentos e comprovante do pagamento da GRU (Guia de Recolhimento). A retirada do passaporte será determinada pela Polícia Federal no dia de sua primeira visita ao local.

*Foto: Divulgação

Anatel quer alterar regra do uso de CPF em celulares pré-pagos

Até o ano que vem as empresas de telefonia móvel têm que se adequar às exigências impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações

Atualmente, qualquer pessoa pode registrar um smartphone pré-pago com CPF de terceiros. Basta estar em posse desse número e pronto o aparelho já começa a funcionar sem problemas.

Acontece que essa forma de ativação telefônica tem levado à prisão de inocentes que tiveram seus dados roubados por criminosos. Os registros e ocorrências chegam à polícia, que cumpre mandado de busca os cidadãos.

Muitos só ficam sabendo de “seu” delito após dias de encarceramento, mesmo alegando inocência.

Mudanças exigidas pela Anatel

Para bloquear a operação de bandidos, a Anatel exige das operadoras de telefonia uma alteração no sistema cadastral de usuários. As empresas terão até 2020 para implementarem essas mudanças.

Hoje, as constantes falhas operacionais também possibilitam que agências de marketing digital utilizem dados de idosos para cadastrar linhas. Além disso, ainda disparam mensagens por WhatsApp – conforme a Folha divulgou em dezembro passado.

As companhias de celular já estão apresentando soluções para o problema. Entre elas, a criação de portal informativo ao público, além de medidas mais rigorosas ao habilitar um smartphone remotamente.

As empresas planejam implantar um sistema de validação por meio da digital do usuário.

Dados preocupantes

Desde 2017 a Anatel exige mudanças no setor de telefonia, após revelar problemas encontrados em 157 milhões de aparelhos pré-pago. Entre as falhas reveladas estão CPF inválidos, cadastros incompletos ou em branco, e registros com mais de 50 linhas para um mesmo CPF.

Assim que as mudanças forem colocadas em prática, cerca de 229 milhões de smartphones serão afetados no país. Consequentemente, as linhas pré-pagas serão as mais prejudicadas e representam mais da metade do total de aparelhos.

Nova checagem

Uma das mudanças impostas seria o modo de abordagem para checar dados do usuário. Além do CPF, seriam exigidas informações complementares para validar de fato o registro. Porque muitos números fornecidos pelos clientes são de CPF inválidos ou de pessoas falecidas.

O serviço de portal da internet servirá para informar ao usuários quantas linhas telefônicas estão cadastradas em seu nome. Se o cidadão quisesse saber esta informação hoje, teria que procurar cada operadora onde possui linha pré-paga. O site também terá o dever de remover cadastros indevidos após checagem.

Identidade digital

Até o final de 2020 deve ser possível cadastrar novas linhas de celulares por meio de um sistema de reconhecimento de identificação digital. A tecnologia será implantada pelo governo federal. Com isso, a habilitação do dispositivo só seria realizada com a própria digital do usuário, como ocorre nos caixas eletrônicos.

As validações divergem opiniões de especialistas do mercado. Segundo Eduardo Tube, presidente da Teleco, a exigência de tantas informações para uma ativação de smartphone pré-pago vai contra às próprias normas do serviço.

Tube ressalta que a verificação mais completa faz sentido para validação do pós-pago. Porque há uma conta em nome do usuário. Já o aparelho pré-pago é considerado descartável.

*Foto: Divulgação

BNDES empresta mais de R$ 300 milhões a novo birô de crédito

Novo birô de crédito engloba os principais bancos brasileiros, como Bradesco, BB, Caixa, Itaú e Santander

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestou mais de R$ 300 milhões ao Quod, novo birô de crédito. A companhia chega ao mercado para competir com outras instituições, como Boa Vista SCPC, Serasa e SPC Brasil.

A nova empresa deve começar a quitar o BNDES três anos após a concessão do financiamento aprovado no fim de 2018.

Assim como seus concorrentes, o Quod também reunirá em seu banco de dados informações sobre os maus e bons pagadores. Neste último quesito, a companhia se beneficiará das alterações no cadastro positivo.

O projeto de lei que foi aprovado pelo Senado em março, aguarda sanção presidencial. Por meio do decreto, todos os cidadãos brasileiros que possuem CPF ativo serão automaticamente inclusos no cadastro positivo.

Atualmente, o modelo adotado afirma que o próprio consumidor tem que manifestar interesse em integrar essa lista.

FUNCIONAMENTO DOS BIRÔS

Essas empresas são especializadas em colherem informações dos consumidores e a partir daí fazem uma análise desses pagadores. O perfil pode ser dividido entre bons e maus pagantes, que facilita o trabalho das companhias credoras a minimizar calotes.

Alguns birôs deixam seus sites abertos aos cidadãos que quiserem consultar se seu nome está limpo para um empréstimo.

EMPRESA QUOD

BNDES afirma que o empréstimo ao Quod diz respeito ao desejo do novo birô de crédito querer investir em inovação. A verba servirá para implementação de uma plataforma tecnológica de produtos oferecidos pela empresa.

Para o BNDES, todos esses fatores foram determinantes para o empréstimo do montante à nova operadora de crédito.

*Foto: Divulgação

Cortes podem chegar a 20 mil em reformulação dos Correios

Empresa pública completou 50 anos mês passado e passa por processo de reestruturação, que inclui até demissões voluntárias

Os Correios podem sofrer um novo corte ainda neste ano que pode reduzir o quadro de funcionários em 20%, ou seja, cerca de pelo menos 20 mil servidores.

O general Juarez Aparecido de Paula Cunha, presidente da estatal, é contra à privatização da companhia.

Para Cunha, haveria um prejuízo do papel social que a empresa realiza em todos os municípios do país.

Desses locais, a minoria gera lucro aos Correios.

Porém, se houver uma privatização vai sobrar uma conta muito maior para o Estado pagar.

ECONOMIA E CORTES

Nos últimos anos, a empresa conseguiu alavancar o programa de demissão voluntária, além de cortes de cargos que eram dispensáveis em alguns departamentos.

Também agregou para a melhora do caixa da estatal o fato dos empregados passarem a contribuir com um percentual do salário para ajudar com os custos dos próprios planos de saúde.

Com isso, houve um lucro de mais de R$ 660 milhões para a estatal.

Entre as medidas adotadas para economizarem em 2019, entra o término do uso do plano de saúde pelos pais de funcionários.

Sobre os cortes, haverá uma reestruturação, que implica o fechamento de algumas agências.

Por exemplo, se em uma pequena delimitação houver de duas a três agências em funcionamento, somente uma permanecerá em funcionamento e assim por diante.

Os servidores dos locais que forem fechados poderão ser realocados em outros departamentos da estatal.

Caso não tenha esta possibilidade, o empregado ainda poderá ingressar em outros órgãos públicos mediante concurso público.

DISPENSA MÉDICA

Os Correios também investigam àqueles que alegam faltar ao trabalho por motivo de doença, mas que veio à tona a compra de atestados médicos.

Segundo general Juarez, a companhia possui relatório de todos os responsáveis que deram dispensa médica aos funcionários ausentes.

Se provada a fraude desses profissionais, serão denunciados aos órgãos competentes, que inclui os conselhos de Medicina.

HISTÓRIA DOS CORREIOS NO BRASIL

Os Correios estão presentes no cotidiano do brasileiro desde o período colonial, com a criação da primeira administração de postagem no Rio de Janeiro, capital federal daquela época.

A instalação inaugurada em 25 de janeiro de 1663 passou a ser a data em que se comemora o dia nacional do carteiro.

A partir de 1835, os cidadãos passaram a receber cartas de amigos e parentes, postais ou outro tipo de comunicado em suas residências.

Em 20 de março de 1969, deixou de ser um simples Departamento de Correios e Telégrafos, subordinado ao Ministério de Viação e Obras Públicas para se tornar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

*Foto: Divulgação