Queiroz Galvão vence licitação da extensão da Linha 1 do Metrô de Salvador

No início do mês, gigantes da construção civil brigaram por licitação milionária referente à extensão da linha 1 do Metrô de Salvador.

Participaram da concorrência: a Camargo Corrêa (Consórcio CCINFRA-TSEA-EPC), Construtora Queiroz Galvão, Consórcio Serveng/Coesa, Odebrecht, Marquise/Comsa/Enfer, SA Paulista/Mape/Benito Roggio/Hijos e Ferreira Guedes/Teixeira Duarte/Somafel.

A licitação tem valor total de R$ 786 milhões para a construção do trecho que conecta os bairros de Pirajá a Águas Claras.

As empreiteiras participantes do certame apresentaram projetos orçamentários, sendo a da Camargo Corrêa a de menor custo, R$ 424,7 milhões; seguida pela Queiroz Galvão, R$ 429.963.057,00; Consórcio Serveng/Coesa, R$ 429.963.057,00; Odebrecht, R$ 511.356.496,00); Marquise/Comsa/Enfer, R$ 550.561.000,00; e SA Paulista/Mape/Benito Roggio/Hijos, R$ 599.628.207,72.

Em janeiro, em reunião na sede da Companhia de Transportes da Bahia, foram abertos os envelopes com as propostas.

O consórcio Metro L1 T3’ registrou que as concessionárias Camargo Corrêa (CCINFRA-TSEA-EPC) e Serveng estavam inabilitadas.

O motivo da constatação foi que ambas empresas integram grupos controladores da CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias).

ENTENDA O CASO

O Regime Diferenciado de Contratações é regido por uma lei específica, de 2011, criada a partir de decreto do governo Dilma Rousseff (PT), com intuito de criar uma legislação que acelerasse licitações para a construção de infraestruturas e estádios para a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016.

Foi este modelo instaurado para a realização da licitação para a construção do Metrô da Bahia.

De acordo com a legislação que conduz o RDC, é proibida a participação de companhia que tenha elaborado o anteprojeto e os projetos básico ou executivo da licitação.

O artigo 36º do Decreto certifica: “Para fins do disposto neste artigo, considera-se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou trabalhista entre o autor do projeto, pessoa física ou jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, fornecimentos e obras, incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários”.

Geralmente, o anteprojeto de uma licitação é realizado por outra empresa. Nele, deve conter dados mínimos que permitam uma descrição, ainda não detalhada da obra. O documento é apresentado na fase inicial da licitação.

Além da legislação, o manifesto de concorrência para o Metrô da Bahia também veta a participação de ‘pessoa física ou jurídica que elaborou, isoladamente ou em consórcio, o anteprojeto de engenharia’.

O GOVERNO ESTADUAL DA BAHIA

No dia 6 de fevereiro, após período de análise, o Governo do Estado da Bahia anunciou que o Consórcio da Camargo Corrêa estava inabilitado e sendo assim, não ocuparia mais a posição de primeiro lugar na classificação da melhor proposta orçamentária.

Ao ser desclassificada, a construtora Queiroz Galvão foi declarada oficialmente no dia 19 de fevereiro como a empresa vencedora do certame.

Em vista disso, as demais concorrentes tiveram o prazo recursal de cinco dias para recorrer da decisão.

NOTA DA CAMARGO CORRÊA

“Ao contrário do alegado, nem a Camargo Corrêa Infra, nem sua controladora, Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., nem suas consorciadas, participaram da elaboração de qualquer anteprojeto do Tramo 3 da Linha 1, objeto da atual licitação. Os autores do anteprojeto de engenharia do Tramo 3 da Linha 1 são o próprio Governo da Bahia, por intermédio da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), e a Projconsult Engenharia de Projetos Ltda., no que compete ao orçamento, como pode ser comprovado pelos documentos”, afirma a construtora.

Em 2010, período em que o conselho do Grupo Camargo Corrêa era presidido pelo advogado Vitor Hallack, as construtoras Queiroz Galvão e Camargo Corrêa trabalharam juntas, no consórcio Ferrosul ao vencerem licitação dos lotes 2 e 3, nos valores de R$ 372,8 milhões e R$ 632,9 milhões, respectivamente.

Cabe agora à Camargo Corrêa conseguir recorrer da decisão para, talvez, voltar ao topo da disputa e ser declarada vencedora para a construção da extensão da Linha 1 do Metrô de Salvador.

*Foto: Reprodução – http://www.ccrmetrobahia.com.br

Projeto Velho Amigo traz vida às pessoas da terceira idade

O Projeto Velho Amigo, em parceria com a consultoria Hype60+ e a empresa Intemsa foram os responsáveis pela segunda edição do prêmio Bem Envelhecer.

A ONG que atua para a inclusão social da terceira idade, atende hoje 18 entidades filantrópicas e gerencia um centro de convivência do idoso em Heliópolis (zona sul de São Paulo).

De acordo com Regina Helou, vice-presidente do Projeto Velho Amigo, para que as pessoas com mais de 60 anos tenham uma maior qualidade vida, ela vai depender como os mais jovens enxergam os mais velhos.

O prêmio Bem Envelhecer é uma iniciativa que de uma maneira geral ampara o idoso e o convida a se expressar por meio das redes sociais.

Atualmente, grande parcela da terceira idade interage com amigos e famílias por meio do Facebook, Instagram e até Twitter.

Já não se pode mais associar uma pessoa mais velha àquele estereótipo de um indivíduo ranzinza e rabugento que só fica em casa vendo TV ou tricotando.

Hoje, essa parte da população mundial desempenha papel fundamental na sociedade de consumo, principalmente do entretenimento.

E é aí que entra a internet. Eles podem postar seu cotidiano pelo Instagram. Pode ser uma imagem desde uma ida a uma festa de família até um salto de paraquedas para os mais “radicais”.

Segundo a fundadora da consultoria Hype60+, Layla Vallias, que atua com marketing focado para os mais velhos, ainda há preconceito com fotos postadas por idosos.

De um lado, uma imagem que passa fragilidade e de outra uma cena de comportamento considerado menos normal, como de um idoso fazendo uma tatuagem pela primeira em uma idade mais avançada.

Tanto o Projeto Velho Amigo como a Hype60+ querem chamar a atenção de que existe sim vida na terceira idade e que ela pode ser tão prazerosa como na juventude.

A importância da geração que já nasceu em frente a um computador interagir com a dos idosos é fundamental para que ambos aprendam um com o outro.

Uma das maiores lições que os dois grupos pode tirar desses encontros, mesmo que virtuais, é o respeito que cada ser humano merece e não importa sua raça, classe social, gênero ou faixa-etária.

PESQUISA

Segundo dados levantados pela Hype60+ em parceria com a empresa Pipe.Social, por meio de pessoas entrevistadas acima dos 55 anos, em relação à área de saúde, apenas 53% possui convênio médico.

No quesito trabalho, a pesquisa apontou que 60% dos entrevistados se declaram como sendo os responsáveis por metade da renda bruta de seus lares.

Já 29% afirma que são os únicos provedores do sustento de toda família.

Em atividades de lazer e descanso, 43% dos entrevistados disseram que gastam até quatro horas diárias com este tipo de programação.

Porém, 44% preferem sair de casa e frequentar espaços ao ar livre, como parques e praças.

*Foto: Divulgação

Anatel: conheça o projeto “Celular Legal” de combate à pirataria

Com o bloqueio realizado no fim de março, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, a Anatel prejudicou usuários de 15 estados.

A medida é parte do projeto “Celular Legal”, que visa conter cada vez mais a venda irregular de smartphones e diminuir o número de roubos em todo país.

Os dispositivos considerados irregulares são aqueles que não foram homologados pela Anatel ou que tiveram seu IMEI (código único de identificação do aparelho celular) clonado e habilitados a partir de 7 de janeiro.

Os estados afetados com a operação foram: Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

De acordo com a Agência, mais de 244 mil smartphones já foram bloqueados em todo o Brasil.

Esta apreensão nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste fez parte da última etapa de operação do projeto.

Os celulares importados não entram na lista de bloqueio, desde que os mesmos possuam certificados de órgãos estrangeiros equivalentes à Agência Nacional de Telecomunicações.

Portanto, aparelhos de marcas conhecidas em solo brasileiro, tais como Oppo e Xiaomi, entre outras, não foram atingidas pela ação.

Além disso, a importância desta iniciativa tem feito o consumidor parar para pensar se vale a pena mesmo comprar um celular de “ambulantes”, no comércio popular de qualquer região do Brasil.

Cada vez mais batidas policiais pelos centros comerciais de todo o país tem apreendido mercadoria irregular e falsificada.

VENDA DE USADOS EM BOM ESTADO NA INTERNET

Apesar de um celular com mais recursos ainda ter um preço bastante elevado no mercado tradicional, hoje em dia existem outras alternativas de compra.

Existem alguns sites no ar que comercializam celulares e tablets em bom estado de uso e na maioria das vezes apenas com alguns arranhões.

O custo benefício deles atrai muitos consumidores que sonham com as últimas versões do Iphone, por exemplo.

Através desses lugares conseguem comprar a um preço muito mais baixo, com toda certificação inclusa e garantia entre três a seis meses pelo menos.

Em meio à onda constante da pirataria não só no setor de telefonia móvel, saber que pode adquirir um produto usado e de qualidade a um valor justo também é considerado uma atitude sustentável.

E não pode se esquecer do descarte responsável de aparelhos antigos que você já não utiliza mais ou tiveram sua vida útil danificada por anos de uso.

*Foto: Divulgação