Novo diretor do Sebrae-SP ressalta importância das pequenas empresas

Por já ter vivido o lado de empreendedor de sucesso, Wilson Poit acredita que sua experiência só tem a agregar

O Sebrae-SP nomeou o novo diretor, Wilson Poit, em maio. Seu histórico como empreendedor deve contribuir à unidade paulista.

Poit entrou no lugar de Luis Sobral, que era ligado ao antigo governador Márcio França (PSB). Sobral atuou na gestão França como presidente da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Ele foi destituído do cargo após quatro meses de trabalho.

O atual governador Joao Doria interferiu a favor de Wilson para assumir o cargo como novo diretor do Sebrae-SP. Wilson foi secretário de Desestatização da gestão Doria, na prefeitura.

Histórico de Wilson Poit

O atual diretor já esteve do outro lado da moeda. Em entrevista à Folha. Na época de sua nomeação, ele disse:

“Tive cinco empresas, algumas andavam de lado. A última fez muito sucesso. Posso ajudar até com depoimentos pessoais para inspirar não só a equipe do Sebrae como os empreendedores”.

Em 1999, ele fundou a empresa Poit Energia, focada em locação de geradores. E após 12 anos a vendeu à maior companhia desse setor por R$ 400 milhões.

O novo diretor disse ainda:

“Posso ajudar até com depoimentos pessoais para inspirar não só a equipe do Sebrae como os empreendedores. A notícia é essa: estive do outro lado do balcão por muitos anos e fui ajudado pelo Sebrae e pela Endeavor. É quase uma retribuição”.

Quais são os planos do atual gestor

Poit, que passou o início do trabalho ouvindo muito sobre o que já acontecia neste Sebrae, tem planos para o futuro.  Entre eles, está o fato de querer ampliar espaços de compartilhamento pelo interior paulista. Ele acredita na força que a micro e pequenas companhias podem fornecer para a diminuição da taxa de desemprego.

Além disso, em conjunto com o governo Doria, Poit deve potencializar o serviço de microcrédito. Pois, na visão dele, há muitos desempregados que desejam abrir o próprio negócio. E ainda ressaltou que os empregos que o país e São Paulo necessitam atualmente devem ser originados pelas micro e pequenas empresas.

Política

Poit evitou falar sobre a interferência que houve para assumir o cargo de diretor no lugar de Luis Sobral. Ele disse que apenas aceitou o convite que é alinhado à sua história no empreendedorismo. E afirmou que o chamado para a direção partiu de alguns conselheiros do Sebrae, dentre eles o presidente Tirso Meirelles. Percebeu que além de Doria, também teria o apoio da secretária Patricia Ellen, que já conhecia sua trajetória desde a Endeavor.

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Conheça o novo presidente-executivo da Embraer

Francisco Gomes Neto atuou como presidente da gigante de carrocerias Marcopolo até o mês passado

A Embraer anunciou no início de abril o nome de Francisco Gomes Neto para presidir a área executiva da empresa.

Com a entrada de Gomes Neto, o ex-presidente-executivo Paulo Cesar de Souza e Silva atuará como membro sênior do conselho. Além disso, Paulo terá um papel importante no processo de integração do novo presidente. Também acompanhará o desempenho da segregação de ativos e recursos da aviação comercial até a conclusão do negócio com a Boeing.

SOBRE A CONTRATAÇÃO

Segundo o presidente do conselho de administração da companhia aérea, Alexandre Silva, a contratação de Francisco só tem a somar por sua vasta experiência internacional em empresas do ramo industrial. Essa competência vem no momento certo de transformação da Embraer e do setor aeronáutico como um todo.

Sua expertise vem da graduação em Engenharia Elétrica, especialização de Administração de Empresas e MBA em Controladoria de Finanças. Seus conhecimentos nessas áreas foram importantes para liderar o processo de transformação da companhia Marcopolo, nos últimos três anos.

O diretor geral José Eduardo Bellini assumirá interinamente o cargo de Gomes Neto da fabricante de carrocerias.

RECOMENDAÇÃO DO ITAÚ BBA

Analistas do Itaú BBA reforçam a importância da contratação de Francisco para a Embraer. Eles afirmam que durante o tempo em que Neto trabalhou na Marcopolo teve papel fundamental na redução de custos. Também foi responsável pela abertura de novos mercados no exterior, e maximizar o uso dos ativos da companhia no Brasil.

Como a empresa de aviões pretende abrir novas frentes comerciais fora do país, a integração de Francisco seria um facilitador. E utilizar sua vasta experiência na utilização de ativos.

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Dados pessoais: empresas devem se adequar à lei que protege o cidadão

06Sancionada no meio do ano passado, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais visa a regulação do que pode ser feito ou não com os dados pessoais de cada indivíduo.

De acordo com o texto normativo, as empresas e o Governo têm obrigação de pedir autorização para armazenar essas informações. Também precisarão prestar contas ao órgão regulador sobre o que pretendem fazer com os dados. A lei tem como uma das metas a padronização dos termos de uso e seu fácil entendimento.

Porém, como o decreto sofreu mais de 170 emendas, foi enviado ao Congresso uma Medida Provisória, que altera algumas questões. Esta MP será votada na Câmara e log após, no Senado.

COMO AS EMPRESAS DEVEM AGIR

Como a lei só entra em vigor em agosto de 2020, as empresas têm que se adequar ao que puderem. Entre as que mais necessitam de alterações neste quesito são as agências de publicidade.

Segundo advogados especialistas do setor, as pessoas jurídicas que coletam dados de cidadãos brasileiros também tem que seguir as novas regras de proteção. E qualquer companhia situada em outros países, mas que prestem serviços e direcionem produtos a residentes do Brasil.

Para uma empresa se adequar corretamente à lei de proteção de dados, ela deve instituir um plano o quanto antes. Um bom planejamento para essas adequações leva pelo menos cerca de nove meses.

ENCARREGADO DE PROTEÇÃO DE DADOS E FISCALIZAÇÃO

As empresas deverão possuir um funcionário somente para esta função. Ele deverá tratar dos dados pessoais de clientes, fornecedores, terceirizados e dos próprios colegas de trabalho.

O cargo deve ser ligado ao departamento de dados, mas é a própria empresa que define isso. O profissional contratado pode se tornar uma espécie de porta-voz da organização para esses assuntos.

O órgão responsável por fiscalizar a lei será a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que ainda não foi criada. Também serão responsáveis o Ministério Público federal e estadual, Anac, Anvisa, ANS, CVM, Procon, entre outros.

Os órgãos fiscalizadores poderão aplicar multas de até 2% sob o valor de faturamento da empresa, não podendo exceder o valor de R$ 50 milhões por cada infração.

TRATAMENTO ESPECÍFICO E TRANSPARÊNCIA

Dados relacionados à crenças religiosas, condições de saúde e vida sexual e posicionamento político devem ser tratados de forma específica.

Tantas medidas de proteção de dados pessoais podem tornar o Brasil o país mais auditado do mundo nesta questão. O que pode gerar uma vantagem às empresas que se adequarem rapidamente, mostrando mais transparência e segurança em suas ações.

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IBGE disponibilizará 234 mil vagas temporárias para Censo 2020

Governo federal autorizou o certame para contratação de profissionais pelo prazo de um ano, com início para janeiro do ano que vem

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) obteve aval do Ministério da Economia para convocar 234.416 pessoas para trabalharem no recenseamento da população do Brasil.

As atividades para o Censo 2020 começarão em janeiro do ano que vem. Os cargos serão disponibilizados em caráter temporário pelo período de um ano.

Suzana Guerra, atual presidente do órgão, derrubou a expectativa de contração de 300 mil profissionais. Em fevereiro ela já dizia em convocar mais de 240 mil candidatos.

O anúncio de autorização do concurso feito no início de maio dá o prazo de seis meses para que o IBGE divulgue as normas do processo seletivo. Porém, em nota, o órgão público deixa claro que os aprovados só tomarão posse dos cargos em janeiro de 2020 e “mediante disponibilidade de dotações orçamentárias específicas”.

PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO

A Procuradoria que integra o Ministério Público Federal anunciou que pretende ouvir explicações do IBGE, no que diz respeito a querer enxugar 25% do orçamento para realização do Censo 2020. O MPF ressaltou que quer ter acesso aos documentos jurídicos e estudos que levaram a esta tomada de decisão.

O Ministério ainda destacou em ofício, que a redução de custos para o recenseamento do ano que vem pode causar uma interrupção na construção de séries históricas. Além disso, pode prejudicar a constituição de conhecimento, baseados em políticas públicas e exercício da cidadania.

RESTRIÇÕES ORÇAMENTÁRIAS

Desde 2018 que a dificuldade na realização do Censo 2020 já dava sinais, principalmente, ligada às restrições orçamentárias.

Segundo matéria realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em agosto de 2018, o IBGE já pontuava a necessidade de obter recursos em 2019 de R$ 1 bilhão. O valor deveria ser liberado pelo Ministério do Planejamento e, conforme cálculo do Instituto, o custo total para preparação do Censo 2020 seria de R$ 3,4 bilhões.

REDUÇÃO DO QUESTIONÁRIO

No fim de abril, Suzana Guerra intensificou mais a previsão de redução dos 25% do orçamento. Para chegar a este percentual ela não descartou a possibilidade de haver menos perguntas no questionário. Todavia, a decisão não foi bem recebida por 250 profissionais do setor que protestaram contra a medida. Segundo eles, em uma reunião informal, Guerra afirmou que informações contidas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios podem ser utilizados para suprir eventuais lacunas deixadas pelo Censo.

SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES DO IBGE

No início de maio, o Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE concvidou acadêmicos para discutir o assunto. A antropóloga e professora da UFRJ, Eugênia Motta, demonstrou preocupação pela redução do questionário. Ela disse que essa decisão pode transformar fazer com que pessoas que residem em regiões vulneráveis se tornem ainda mais invisíveis aos olhos do Brasil, que considera um país desigual.

Motta concluiu que é exatamente nessas áreas que as informações custam a chegar e por isso a necessidade de maior verba para sua realização. E só o papel da estatística pública é capaz de apresentar que existe este tipo de realidade no Brasil. A inexistência desses dados pode colocar essas populações em modo invisível, além de não serem inseridas como uma preocupação decorrente das políticas públicas.

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