Quer um aumento de salário? Saiba por onde começar

Com mais de 13 milhões de desempregados no Brasil era de se esperar que boa parte dos profissionais reduziriam as suas pretensões salariais para preencher uma vaga. Mas saiba que é possível reverter esse cenário.

Para você pedir um aumento de salário ou uma promoção o Portal dos Órgãos Públicos separou 6 dicas para você voltar a receber mais.

1 – Analise o plano de carreira da empresa

Verifique como a empresa que você trabalha funciona quando o assunto é plano de carreira. Se ela oferece a possibilidade de crescimento esse é o gancho para aumentar a sua remuneração. Se o cargo de interesse é coordenação, por exemplo, você deve ter ou desenvolver o perfil de liderança.

2 – Pesquise como anda o seu mercado de atuação

Saiba como anda o seu mercado, verifique se ele está em expansão e quais são as remunerações de quem ocupa a sua posição. Entenda o nível do mercado e se ele está compatível com o que você ganha atualmente, assim é possível oferecer uma proposta justa para a empresa.

3 – Desempenhe bem o seu trabalho

Plano de carreira

Parece meio óbvia essa dica, mas ela é essencial para se destacar em meio a uma multidão de profissionais. No seu dia a dia mostra aos seus superiores o seu potencial de crescimento, independente do quanto você ganha mantenha a qualidade do seu trabalho.

4 – Peça feedbacks

Saber como você pode melhorar é um caminho importante antes de pedir um aumento de salário. Os tão temidos feedbacks podem ser aliados de uma promoção, com eles, é possível aumentar os pontos fortes para se destacar e melhorar os pontos fracos.

5 – Se aperfeiçoe antes de pedir um aumento

Antes de pedir um aumento de salário é preciso saber se você atende as expectativas dos seus superiores e, nem sempre, esse processo acontecerá do dia para a noite. O profissional precisa saber o que a empresa espera dele e se existe algo que ele está deixando passar.

Além dos feedbacks, faça também uma autoanálise antes de pedir a melhora da sua remuneração.

6 – Deixe o seu currículo atualizado

Fique de olho no mercado de trabalho, pode ser que a sua oportunidade de um salário maior não more na empresa em que você trabalha. Deixe o seu currículo e redes sociais sempre atualizados e caso tenha tentado um aumento salarial e não conseguiu tente uma oportunidade em outras empresas.

Qual a diferença entre cargo público e função pública?

Apesar de parecerem sinônimos, essas palavras retratam realidades muito diferentes dentro da administração pública. Vale lembrar que quem ocupa um cargo público ou desempenha uma função pública é chamado de agente público.

Segundo o professor Guilherme Pena de Moraes, os agentes públicos podem ser agentes políticos, servidores estatais ou particulares que colaboram com o Estado.

Os servidores públicos ocupam cargos públicos e estão sujeitos ao regime do Estado e são escolhidos através de um concurso público. Além disso, esses profissionais possuem segurança, que é uma garantia de permanência no serviço público após 3 anos de avaliação do seu desempenho no cargo.

Quem ocupa uma função pública também se submete à Administração Direta e Indireta, porém, atendem a dois requisitos exigidos pela Carta Magna de 1988, em seu artigo 37, inciso IX: necessidade de contratação temporária e de interesse público pontual. Além disso, esses agentes públicos estão sujeitos a um regime diferenciado e não são escolhidos através de um concurso público.

As funções temporárias são exercidas por contratados que irão atender uma necessidade excepcional e de interesse público, de acordo com os termos da lei autorizada e deve originar de cada ente federativo.

De acordo com o professor Dirley da Cunha Júnior todo cargo público tem uma função, mas pode haver função pública sem um cargo. Na Constituição atual, essa função é chamada de função autônoma que abrange a função temporária  e a de confiança, que é exercida apenas por servidores públicos titulares de cargos efetivos e que possuem a posição de direção, chefia e assessoramento.

Em resumo, cargo público é aquele ocupado por um servidor público, são criados por lei, com denominação própria, número certo e remunerado pelos cofres públicos e função pública é um conjunto de atribuições destinadas a um agente público , ou seja a atividade em si, e pode ser temporária ou de confiança.

O que são autarquias?

No Brasil a administração pública se divide em direta e indireta e no segundo caso encontram-se as autarquias. A administração indireta é composta por órgãos com personalidade jurídica própria, as autarquias realizam atividades do Estado e que podem ser realizadas por entidades de direito público como: fundações públicas, agências executivas e reguladoras.

As autarquias são criadas através de uma lei com o objetivo de realizar uma finalidade específica. Podem estar vinculadas a Presidência da República ou a ministérios. Os funcionários são servidores públicos que devem passar por um concurso para serem contratados, porém,  existem os cargos comissionados, ou seja, um cargo ocupado temporariamente e que não faz parte do quadro de funcionários.

Entre as características das autarquias estão: elas são criadas por lei, tem personalidade jurídica pública, tem a capacidade de se autoadministrar, são criadas para fins de especialização da Administração Pública e estão sujeitas ao controle e a tutela do Estado.

A atuação das autarquias, assim como entidades administrativas, não estão subordinadas a nenhum órgão de Administração Direta. Isso significa que elas não se submetem ao controle da administração centralizada, mas estão vinculadas a um ministério da sua área correspondente.

Espécies de autarquias

As autarquias podem ser divididas por espécies, entre elas estão: comum ou ordinária, regime especial, fundacional e associativa. No primeiro caso são aquelas que se enquadram ao que está previsto no regime jurídico do DL 200/1967, um bom exemplo dessa espécie é o Instituto Nacional do Seguro (INSS).

A autarquia em regime especial é aquela que a lei conferiu prerrogativas específicas, como por exemplo, a Universidade de São Paulo (USP) e o Banco Central do Brasil (BACEN). As autarquias fundacionais são fundações públicas com personalidade jurídica de direito público, são exemplos: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

A última espécie é a associativa, que é uma pessoa jurídica autônoma de direito público que integra a Administração Indireta, são exemplos entidades que foram criadas a partir de um consórcio público.

Concurso da Receita Federal deve abrir com 5000 vagas

O prenúncio de um concurso da Receita Federal do Brasil (RFB) foi revelado pelo diretor do Departamento de Relações de Trabalho no Serviço Público (Deret/SGP), Paulo de Tarso Cancela Campolina de Oliveira. Desta vez, o pedido é para o preenchimento de 5000 vagas para os cargos de auditor-fiscal e analista tributário com remuneração de até R$16,2 mil.

Existe uma expectativa em torno da abertura do concurso da Receita Federal, não apenas pelos concurseiros, mas também devido a falta de funcionários na RFB. Levantamentos e dados divulgados por sindicatos da categoria revelam que a situação está crítica e a tendência é que a escassez de funcionários aumente caso não acontece a abertura de um novo concurso.

Levantamento realizado em agosto de 2018 revelou que a Receita Federal possui 21.237 postos em aberto, 11.197 para o cargo de auditores e 10.040 analistas. A previsão é que esse déficit aumente, pois, mais de 20% dos funcionários estão aptos a se aposentar.

Concurso da Receita Federal 2018

O concurso da Receita Federal deve oferecer 2000 vagas para auditor-fiscal e 3000 oportunidades para o cargo de analista-tributário.

Quem deseja participar deve possuir ensino superior completo, serão aceitas diversas áreas de formação. A remuneração varia entre R$9.714,42 a R$ 16.201,64 , incluindo vale-alimentação de R$ 458.

Como se preparar para o concurso da Receita Federal

Considerado um dos concursos mais concorridos do Brasil, o concurso conta com milhares de interessados, por isso, se preparar com antecedência é a chave para se sair bem. A dica para se preparar é conferir provas dos anos anteriores, analisar o edital e o conteúdo programático.

Segundo declaração do ex-presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), Pedro Delarue, dada ao portal JC Concursos, as provas são muito concorridas e os candidatos vão muito bem preparados, por isso, é importante dedicar boa parte do seu tempo para estudar e focar em temas variados.

Para mais dicas de como se preparar clique aqui.