10 dicas de como se preparar para concursos públicos

Se você quer aproveitar o segundo  semestre de 2018 para entrar na carreira pública, esse artigo vai te ajudar. Ao começar a sua trajetória de estudos para concursos públicos, muitas dúvidas podem surgir. Como eu me organizo? Que apostila devo usar? Quanto tempo estudar por dia?

Para responder essas e outras perguntas dos concurseiros iniciantes, preparamos 10 dicas de como estudar para concursos públicos.

1 – Motive-se

Antes de traçar o seu plano de estudos, faça uma análise do que te motiva a seguir a carreira pública. Ter um objetivo nessa jornada é o que vai te dar energia para se preparar diariamente.

2 – Prepare-se com antecedência

Entre a publicação do edital e a prova existe um período muito curto de tempo, por isso, antecipe-se. Veja editais dos anos anteriores do concurso desejado e comece a estudar, tenha em mente que são muitas informações a serem vistas e o quanto antes você começar, melhor preparado vai estar para a prova.

3 –  Escolha a área do concurso

Tenha em mente que apenas salário não é uma motivação adequada na hora de escolher o concurso, é importante adequar o tipo de atividade que encaixe com o seu perfil profissional ou formação acadêmica.

4 – Utilize ferramentas

Ferramentas para concursos públicos

Na hora de se preparar você pode contar com o suporte de ferramentas específicas como: cursos preparatórios, online ou presencial, livros específicos para concursos e fóruns e grupos de pessoas com o mesmo objetivo.

5 – Seja organizado

Organize a sua rotina  para separar um tempo para estudar, seja sozinho ou em cursos preparatórios. Você pode criar um esquema de estudos em um quadro com dias e horários. Organize também o começo, meio e fim das pesquisas, por exemplo, na primeira semana você estuda apenas as matérias e módulos básicos e assim por diante.

6 – Seja firme

Projetos que levam meses para serem concluídos pedem resistência. Você pode encontrar obstáculos como a desmotivação, a dica é procurar todos os dias um motivo pelo qual você quer concluir esse concurso. Pode ser que você não passe de primeira, mas é importante valorizar o seu esforço e tentar até dar certo.

7 – Escolha um lugar para estudar

Assim como quem trabalha em casa, estudar também pode trazer algumas dificuldade como distrações do dia a dia. Para evitar cair na tentação de ligar a televisão ou ficar brincando com seu pet, escolha um local de estudo, nele, você não deve levar nenhuma distração.

8 – Resolva exercícios

Outra forma importante de se preparar e adquirir confiança antes da prova é resolver exercícios de concursos públicos anteriores. Foque nas questões mais importantes ou naquelas que você encontrou mais dificuldade. A dica aqui é separar um dia do seu plano de estudos só para resolver exercícios.

9 – Tire um tempo para descansar

É normal, depois de tanto estudo, sentir um cansaço físico e mental, por isso, é importante tirar algumas horas do seu dia para descansar. Você pode fazer algo que te ofereça bem-estar e te tire um pouco da rotina.

10 – Pratique o estudo ativo

Não é apenas estudar atentamente, mas, processar as informações que você leu. Uma técnica interessante de estudo ativo é escrever o que você entendeu depois de uma leitura. Faça um resumo com as suas próprias palavras e depois consulte o livro novamente para verificar se as suas observações estão corretas.

 

Cenário da política no Brasil

Há apenas 2 meses das eleições 2018, a política no Brasil enfrenta um cenário de incertezas. Falar que a vida no país está difícil, não é exagero, todos os dias sabemos de mais cenários de violência, péssimas condições de moradia, ou a ausência dela, desemprego, além da saúde pública que também não caminha bem.

Dentro desse cenário, a política no Brasil não está diferente, mesmo após manifestações, como a dos caminhoneiros, que ainda reflete na economia nacional. A baixa aprovação do governo e candidatos que são reflexos desse sistema, fazem a sociedade temer o futuro político do país.

Essa desilusão com o formato de governo cria lacunas perigosas para as próximas eleições, partidos políticos mudam de nome mas mantêm o DNA corrupto. Tudo cria indicativos de que em 2018, as abstenções, os votos nulos e brancos aumentará em relação aos outros anos.

Como se tudo já não estivesse confuso o suficiente, a opinião pública é bombardeada de notícias todos os dias, especialmente de fake news. Dessa forma, os fatos são interpretados de maneira incorreta. Enquanto a poeira não abaixa, o jogo político tenta manipular o cidadão com ventos de notícias criadas por ativistas voluntários ou robôs, todos desenvolvidos com a intenção de induzir o voto do eleitor.

Para as campanhas, empresas não poderão mais fazer doações, mas a nóticia ruim é que esse dinheiro vai sair dos cofres públicos. O fato é que os cortes de orçamento no campo social, a desregulamentação da legislação de proteção e bem-estar aos mais vulneráveis e a reforma trabalhista – que deu maior proteção ao capital em detrimento do trabalho – resultarão na piora dos indicadores sociais aumentando a insatisfação popular.

Um convite à democracia

Um convite à democracia
Fonte: Reprodução / Flickr Crea-Minas

Apesar de tudo isso, quem faz a política no Brasil são os brasileiros, o povo, por isso, não é indicado deixar de exercer o  seu direito de voto. É importante fazer um convite à democracia, onde brasileiros,  direta ou indiretamente, participem ativamente do cenário político do país.

Se reencontrar com a democracia é um passo importante para melhorar o cenário econômico e social que é visto atualmente. Por isso, as eleições 2018 podem ser o instrumento que a população precisava para melhorar o rumo do país, além de consolidar a maturidade democrática do brasileiro.

Aproveite o seu direito à democracia, é nela que a população pode avaliar a melhor alternativa para melhorar o cenário político e econômico do país. A mudança de tudo que é visto até então começa na sua análise crítica das propostas políticas e da vontade de assumir uma responsabilidade política.

O cenário da política no Brasil e os concursos públicos

O contexto político atual tem sido um dos temas centrais abordados nas provas de concursos públicos. Quem deseja seguir a carreira pública deve se atualizar sobre operações como: Lava Jato, Carne Fraca e Joesley Batista. Se preparar para as questões de atualidades envolve também o seu engajamento em assuntos políticos e econômicos.

A dica nesse sentido é não tomar um partido, mas, em linhas gerais, o concurseiro deve compreender em que contexto político e econômico o país está inserido. Entre os assuntos mais cobrados nas provas de concursos públicos está a Operação Lava Jato, que vem sendo abordada pelas bancas organizadoras há pelo menos três anos.

A incerteza política é um outro tema central abordado nas provas de concursos públicos. As delações que envolvem o atual presidente Michel Temer e a gravidade dessas denúncias estão entre os temas abordados.

Outros dois temas presentes nas provas de concursos públicos são: as reformas e a crise econômica. A reforma trabalhista e da Previdência tem gerado polêmica no Brasil, o candidato deve estar atento na forma como esses temas são abordados na mídia e quais são as mudanças apresentadas.

Sobre a crise econômica, o concurseiro deve vincular o tema a crise política, um é consequência do outro. As provas cobram os desdobramentos desse cenário, mas sempre baseado em fatos e não em previsões.

Diferença entre entidade e órgão público

A principal diferença entre entidade e órgão público está em sua personalidade jurídica. Respectivamente, um possui e o outro não. As entidades são formadas por um agrupamento de pessoas, que se associam com um mesmo propósito, como no caso das associações. Um patrimônio destinado a uma finalidade específica, como as fundações, também possuem essa característica.

Os órgãos públicos não possuem autonomia, patrimônio próprio e realizam apenas o que é determinado pelo Estado. Aos órgãos são atribuídas competências através da desconcentração administrativa, as entidades são criadas mediantes descentralização administrativa.

Descentralização e desconcentração

Compreendendo que uma das diferenças entre entidade e órgão público está respectivamente na descentralização e na desconcentração, é preciso entender também as diferenças das funções de cada um quando relacionados à administração pública.

As entidades que prestam serviço público fazem parte da administração indireta e estão vinculadas a um ministério. Sua existência se baseia no conceito de descentralização, ou seja, na distribuição de competências e atividades que são deslocadas para pessoas jurídicas.

Um órgão é uma parte que integra um todo, além de ser uma peça fundamental na administração pública. Os órgãos públicos são compostos por agentes que dirigem e compõem essa unidade e a eles são atribuídas competências através da desconcentração administrativa.

Diferença entre administração direta e indireta

Funai no Senado Federal
Fonte: Reprodução / Flickr Senado Federal

A função administrativa é um instrumento utilizado para a aplicação dos direitos fundamentais de uma sociedade. Através da administração pública são executadas as leis que favorecem o bem-estar social. Por exemplo, quando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) presta atendimento aos seus segurados, nesse momento ele está exercendo uma função administrativa.

No caso dos órgãos públicos acontece a administração indireta, ou seja, quando existe uma distribuição de serviço dentro de uma mesma pessoa jurídica. Na classificação dos órgãos públicos é possível entender melhor esse sistema.

A partir da unidade Estado existem subunidades que hierarquicamente são classificadas por: singulares (Presidente da República), colegiados (Conselho Nacional de Justiça), simples, compostos, independentes, autônomos (Ministério Público), superiores (Gabinetes), subalternos (Portarias), centrais (ministérios estaduais) e locais (delegacias de polícia).

As entidades que prestam serviço público fazem parte da administração indireta. São exemplos de entes descentralizados: autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.

O Banco Central (BC) é uma das principais autarquias federais do país. Subordinado ao Ministério da Fazenda, o BC tem papel fundamental por ser a principal autoridade monetária do Brasil. A entidade controla as altas e quedas da inflação, o estímulo da economia nacional, entre outros índices.

As fundações públicas e privadas não visam objetivos econômicos, e sim, levar saúde, educação e amparo à população. Entre as principais do país estão: Fundacentro (ligada ao Ministério do Trabalho), o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Funai (Fundação Nacional do Índio), a Fundação Escola de Administração Pública, entre outras.