Mais de 200 hackers serão recrutados em evento

Evento para seleção de hackers será realizado no dia 23 de novembro, em São Paulo, a partir das 9h e é considerado o maior festival hacker da América Latina

A cidade de São Paulo sediará no dia 23 de novembro, o maior festival hacker da América Latina. O evento Roadsec terá 24 horas de programação dedicadas ao recrutamento de mais de 200 vagas para hackers, em companhias como TV Globo, Itaú, LOFT e Axur.

Hackers – localidades das oportunidades

As chances de um novo emprego para os hackers estão concentradas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Tais localidades são especialistas nas áreas de desenvolvimento de software, aplicativos e plataforma de dados, além de analista de segurança da informação e analista de engenharia de TI.

A organização sem fins lucrativos de segurança da informação, (ISC)², divulgou um estudo que estima que a área de cibersegurança terá uma lacuna de 185 mil oportunidades de trabalho até o fim de 2020.

Carência de mão de obra

Para Anderson Ramos, diretor de tecnologia (CTO) da empresa organizadora do evento, a Flipside, o evento Roadsesc promoverá a chance de conectar companhias que são carentes de mão de obra especializada aos hackers qualificados para tal função. Em entrevista à revista EXAME, ele explicou:

“Aqui temos desde entusiastas pela área que possuem o conhecimento técnico necessário. mas não atuam profissionalmente, até profissionais que preferem atuar de forma pontual, como freelancers ou em programas de recompensas que pagam por falhas encontradas, sem um vínculo empregatício formal.”

Perfis variados

As empresas participantes do festival hacker reconhecem que nem todos os interessados nesta área possuem graduação. Portanto, os recrutadores devem procurar diversos perfis, mas que tenham ao menos experiência em analisar e explorar falhas em sistemas em segurança. Ramos complementa:

“Currículo é importante como uma formalidade do processo de seleção, mas os contratantes estão mesmo atrás de avaliar conhecimento especializado e identificar perfis que tenham encaixe cultural com seu ambiente de trabalho.”

Profissionais de destaque do mundo todo

O festival Roadses receberá profissionais de destaque, além de especialistas do mundo todo. Entre os nomes que merecem reconhecimentos, estão Cleber Brandão, líder de engenharia de cibersegurança do C6Bank, e Peiter “Mudge” Zatko, hacker e especialista em segurança de computadores e redes.

Além disso, os participantes que almejam as vagas destinadas a hackers ainda terão acesso a oficinas de realidade virtual (com uso de óculos); pilotagem de drones por celular; caneta e impressora 3D; e ao campeonato brasileiro de invasão de sistemas.

Informações do evento de hackers

O festival Roadses São Paulo promoverá sua sexta edição, no dia 23 de novembro, a partir das 9h, na Audio, situada à Avenida Francisco Matarazzo, 694, no bairro da Barra Funda.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site do Eventbrite e custam entre R$ 140 e R$ 280.

Para outras informações, basta acessar o site da Roadsec.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Reprodução / Getty Images

Grupo Bitcoin Banco entra com pedido de recuperação judicial

Após seis meses sem liberar saques a investidores, a crise no Grupo Bitcoin Banco se agravou ainda mais. Agora, além dos processos judiciais, a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, onde fica sua sede.

Grupo Bitcoin Banco

No entanto, se a Justiça não aceitar esta solicitação, os investidores podem ficar ao menos mais seis sem receber seus recursos. A empresa tem como proprietário o empresário Claudio Oliveira, conhecido no meio como o “rei do bitcoin”.

O portal UOL teve acesso ao pedido de recuperação do Bitcoin Banco, em que consta que este é “o único meio para permitir o reequilíbrio das empresas, a retomada das suas atividades e o consequente cumprimento de suas obrigações”. Além disso, a petição menciona oito companhias do grupo, entre as quais, as exchanges: Negocie Cois e TemBtc.

Justificativa

De acordo com o grupo, a atual financeira é decorrência de “problemas internos em seu sistema de negociação de criptomoedas”, o que inclui o bitcoin.

Quando os investidores não conseguiam mais realizar saques de seu dinheiro, o Bitcoin Banco afirmou que tinha sofrido um golpe, em maio deste ano. Ainda de acordo com a companhia de criptomoedas, investidores se aproveitaram de um problema no sistema das exchanges e realizaram saques duplos.

Culpa da mídia, Justiça e instituições financeiras, afirma o Bitcoin Banco

Segundo consta no documento entregue pelo Grupo Bitcoin Banco à Justiça, há outros culpados pela crise. A empresa afirma que os problemas surgiram em função de bloqueios judiciais de valores, decorrentes da disseminação de “informações falsas na mídia e nos grupos de Whatsapp e Telegram” e pelo “comportamento abusivo de instituições financeiras”.

No entanto, não está claro quais são estas instituições financeiras caracterizadas como abusivas pelo Bitcoin Banco. Porém, a petição menciona o Banco Plural, antigo parceiro do conglomerado, mas que encerrou as contas de suas exchanges, e ainda a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O órgão regulador do mercado financeiro impediu a companhia e seus sócios de atuar no setor, em relação a oferecer títulos ou contratos de investimento coletivo.

Em nota, o Grupo Bitcoin Banco repetiu que a recuperação judicial é o procedimento mais efetivo e transparente para a resolução dos problemas da companhia.

Lista de credores

Na semana passada, uma suposta lista de credores do Grupo Bitcoin Banco, que teria sido entregue à Justiça, passou a circular em grupos de aplicativos de mensagens. Nela, constam nomes de 6.584 clientes, além de supostos valores investidos por cada um, dados pessoais e endereços. O valor da dívida do conglomerado, conforme o documento, seria de R$ 23,2 milhões.

Apesar dos rumores, o banco não confirma se o documento entregue à Justiça e vazado em grupos de mensagens é verdadeiro ou não.

Recuperação judicial

Se o pedido de recuperação judicial do Grupo Bitcoin Banco for aceito pela Justiça, a empresa terá até 60 dias para apresentar um plano de recuperação, que detalhe como pretende pagar seus credores.

Todo o processo demora 180 dias. Durante este período, a companhia não pode ser cobrada por dívidas que façam parte do plano de recuperação judicial.

Portanto, na prática, os investidores do Grupo Bitcoin Banco teriam que esperar ao menos mais seis meses para tentar reaver o dinheiro aplicado.

Fonte: UOL

*Foto: Divulgação / Guilherme Pupo – Valor Investe

Macaé quer deixar fama de ser a “capital do petróleo”

A cidade de Macaé voltará a ser movimentada no início de novembro, em decorrência dos próximos leilões de petróleo previstos para o Brasil, em que o destaque dessas edições trata-se do excedente da cessão onerosa.

Macaé não é só a “capital do petróleo”

Mesmo que riquezas vindas da indústria petrolífera retornem, a cidade do estado do Rio de Janeiro tenta se desvincular da fama que recebeu nas últimas décadas de ser a “capital do petróleo”. O intuito é assegurar um futuro baseado na sustentabilidade.

O município desperta muito cedo e com trânsito já intenso, pois muitos trabalhadores vêm também de cidades vizinhas, como Rio das Ostras. Com uma paisagem que mistura mar em meio aos navios-sondas, é possível ver à noite as luzes que emanam das plataformas de petróleo.

Descoberta de petróleo na região

No início dos anos 1970, veio à tona as primeiras descobertas de poços de petróleo na região. Nesta época, a atividade principal para aproximadamente 30 mil moradores de Macaé era a pesca.

A partir daí se desencadeou na cidade a exploração e produção de petróleo em alto-mar, além do surgimento de fornecedores que se fixaram no município na intenção de atender a crescente demanda da Petrobras. Ao mesmo tempo, muitos brasileiros de todos os cantos do país aportaram em Macaé com o sonho de melhorar de vida. Com isso, a população subiu para 240 mil residentes, no ano de 2012.

Nova fase

A indústria petrolífera, ao realizar grandes leilões referentes à camada do pré-sal, Macaé voltou aos holofotes contra ao período de retração dos últimos anos.

Em 2014, com a investigação da Lava-Jato, o preço do petróleo caiu bastante no mercado internacional e isso também se refletiu no Brasil. Prova disso, é que a cidade fluminense perdeu 40 mil carteiras assinadas. Além disso, animais passaram a ser abandonados nas ruas de Macaé, quando famílias inteiras decidiram ir embora para fugir.

No entanto, agora a boa notícia é que os leilões do pré-sal e de diversas áreas offshore podem devolver a esperança econômica à região. Isso envolve também o setor de hotelaria, aonde uma diária de frente para o mar, que já chegou a custar R$ 800 nos períodos áureos, em 2011, hoje não passa de R$ 170. Por isso o grande desejo do município voltar a prosperar.  

Macaé possui o segundo maior parque hoteleiro do estado do Rio, com quase 10 mil leitos, conforme informações da Secretaria de Turismo. Porém, com a crise econômica, ao menos cinco hotéis encerraram suas atividades. Para os macaenses, hoje, a vontade de reconstruir a história do local vem principalmente baseada no setor de turismo.

Sobre isso, Renato Nicole, dono do restaurante Duval, o mais antigo de Macaé, fundado em 1984, afirma é possível a população viver ali sem depender exclusivamente do petróleo, pois ainda possuem uma alta gastronomia, boa rede hoteleira e belas praias.

Ele recorda que na crise do petróleo, o faturamento dos restaurantes sofreu uma forte queda e, consequentemente, o número de desempregados aumentou.

Uma ilusão?

Apesar do sonho de viverem sem depender da indústria petroleira, a base de economia local ainda seria focada neste meio de produção, pelo menos por um tempo ainda. Só em royalties do petróleo neste ano, o índice pode ultrapassar os R$ 54 milhões, isso sem levar em consideração os rendimentos vindos do setor de óleo e gás.

Atualmente, a cidade possui quase 3,5 mil companhias de base comercial (de todos os setores) e aproximadamente 100 indústrias. A afirmação é da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim). Além disso, com o avanço do pré-sal, oito novas empresas de petróleo internacionais devem desembarcar na região.

Portanto, diante deste panorama, Macaé pode se beneficiar pelo fato de possuir a maior unidade de processamento de gás natural do Brasil, o Terminal de Cabiúnas, pertencente à Petrobras.

Incertezas e preocupação

Hoje, a Petrobras reduziu seu domínio em relação á exploração e produção de petróleo e gás no país. Em contrapartida, petroleiras estrangeiras ampliam sua participação no mercado brasileiro.

Este clima tem gerado preocupação aos petroleiros de Macaé, que julgam poder resultar em uma “desabitação” das plataformas de petróleo da região. Isso seria resultado da forte redução do número de colaboradores, em função dos ativos comercializados pela estatal.

estas incertezas afligem não só os petroleiros, mas os demais moradores da cidade, que afirma que aprenderam a lição e que hoje não querem nenhum título, ou seja, nem de “capital do petróleo, nem da energia”. Eles desejam apenas redenção.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Ana Chaffin – Prefeitura de Macaé

Saiba tudo sobre o Concurso CAU CE

Concurso CAU CE acontece em dezembro e ainda está com inscrições abertas; confira os cargos de níveis médio e superior com vagas de preenchimento imediato e para cadastro reserva

Ainda dá tempo de se inscrever para o Concurso CAU CE (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Ceará). O certame visa o preenchimento de nove vagas, sendo que uma para início imediato e oito para formação de cadastro reserva (CR).

Concurso CAU CE – Cargos

Para quem possui ensino médio completo, a carreira oferecida é de assistente administrativo (1 vaga + 2 CR), com salário inicial de R$ 2.500.

Já para os que têm diploma de ensino superior, as oportunidades são para: analista – agente de fiscalização (2 CR), analista – arquiteto e urbanista (2 CR) e contador (2 CR). Para as vagas de contador a remuneração é de R$ 4.643,60 e para analistas, R$ 6.181,92.

Período de inscrições

Os candidatos devem se inscrever pelo site oficial da banca organizadora e também responsável pela execução do processo de seleção do Concurso CAU CE, que será o Instituto Consulpam. O prazo de inscrição vai até o dia 25 de novembro de 2019.

Ao concluir o cadastro, a pessoa deve imprimir o boleto bancário referente a tarifa de participação. Para os cargos de ensino médio, o valor é de R$ 110. Já para as oportunidades de curso superior, a taxa é de R$ 160. O pagamento deve ser efetuado até a data limite, conforme horário de funcionamento dos bancos.

Concurso CAU CE: provas

O processo de seleção do Concurso CAU CE será composto pelas seguintes fases: prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos; e análise de títulos, classificatória, para nível superior.

O conteúdo programático da prova objetiva será constituído por questões de múltipla escolha, que versarão as disciplinas de: língua portuguesa, conhecimentos matemáticos, legislação, conhecimentos específicos, noções de informática e atualidades.

No dia 1º de dezembro de 2019 será aplicado o exame em Fortaleza, capital do Estado. Pela manhã farão a prova os candidatos ao cargo de ensino médio, e no período da tarde é a vez das pessoas que optaram pelas oportunidades de nível superior.

Fonte: JC Concursos

*Foto: Divulgação

3% dos microempreendedores de Niterói têm mais de 65 anos

A cidade de Niterói (RJ) indica que uma parcela de 3% de seus microempreendedores individuais já estão acima dos 65 anos e também são responsáveis por movimentar a economia desta região. É o caso da costureira Schirley Nascimento, de 73 anos. Moradora da Engenhoca, ela é aposentada há 13 anos, mas na prática ainda continua trabalhando como modista, ofício que ajudou a criar os seis filhos. Atualmente, Schirley está em fase de confecção de 170 peças encomendadas por uma escola privada, destinadas a uma festa à fantasia no fim do ano letivo. Por este serviço, ela vai faturar R$ 10 mil.

A aposentada se tornou microempreendedora há pouco mais de um mês e integra um grupo de profissionais da terceira idade que consegue tornar seu negócio forma graças ao auxílio da Casa do Empreendedor, no centro de Niterói. A entidade atua desde 2016 no mercado e informa que registrou 12.500 microempresários. Desse montante, 1.250 têm entre 55 e 65 anos, e 375 ultrapassa esta faixa etária.

Maior gama de opções

A modista afirmou ao jornal O Globo que com ao se transformar em microempreendedora, passou a fechar trabalhos com bons rendimentos:

“Quando você é formalizada, tem condição de abrir um leque de opções. Por exemplo, posso atender demandas de instituições e produzir em escala grande, porque eu tenho MEI e posso emitir nota fiscal. Sem isso, eu não seria contratada por pessoas que precisam prestar conta”.

Ela ressalta que com o valor de sua aposentadoria só é possível pagar seu plano de saúde. As demais despesas são pagas pelo fruto de seu trabalho, mas depende da demanda e de seu lucro, que afirma girar em torno de R$ 2 mil mensais.

“Se eu não costurar, morro de fome. Mas eu amo o que faço. Se eu tiver que acordar às 4h de sábado e domingo para trabalhar, farei com satisfação. E se eu não tiver encomenda de roupa, faço vestidinho de criança para doar, bolsa… Isso aqui é minha cachaça”.

Mente ativa

Para Marcos Caldas Brito, especialista em gestão de pessoas, é fundamental que os seres humanos mantenham a mente ativa como a costureira Schirley e trabalhar com o que ama para viverem ainda mais.

Caldas Brito capacita empreendedores no município e crê que o movimento de microempreendedores individuais da terceira idade ainda pode aumentar. Ele ressalta que pessoas desta faixa etária tendem a ter vícios que podem impedi-las de adquirir novos conhecimentos para abrir o próprio negócio:

“Antigamente, as pessoas trabalhavam e depois se aposentavam. Agora, além de se aposentarem, elas empreendem. Eu vejo essa transformação com bons olhos. Até porque, no mercado de trabalho, esse segmento acaba sendo muito afetado quando as empresas decidem reduzir o custo da mão de obra, substituindo veteranos por pessoas mais jovens”.

Luiz Paulino Moreira Leite, que é secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e ainda responsável pela Casa do Empreendedor, conta que muitos desses microempreendedores individuais estavam atuando de forma ilegal. Com a formalização e sua bagagem como trabalhador, as pessoas da terceira idade conseguem aumentar sua renda e ainda passam a se sentir como um cidadão que contribui para a sociedade.

Microempreendedores individuais

Os microempreendedores individuais são pessoas que atuam no mercado de trabalho por conta própria. Para se enquadrar na categoria MEI, é preciso faturar no máximo R$ 81 mil por ano e não possuir participação em outra companhia como titular ou sócio.

O objetivo da Casa do Empreendedor é o de promover serviços como abertura de MEIs, alvarás, alteração de dados cadastrais, viabilidade de local, além de emissão de nota fiscal eletrônica, parcelamento e impressão de boletos e declaração de faturamento.

O processo de abertura do MEI dura, em média, 30 minutos, conforme explica a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Já o alvará é liberado em até 48 horas. Com isso, o microempreendedor já consegue emitir sua primeira nota fiscal.

Para se tornar MEI, a pessoa precisa apresentar os seguintes documentos:

  • CPF;
  • Título de Eleitor;
  • Número do recibo da declaração do IRPF;
  • Comprovante de Residência.

Em Niterói, a Casa do Empreendedor está situada no 2º piso do Bay Market, no centro da cidade. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 10h às 16h. Este serviço é exclusivo para os residentes do município, que também presta informações de como obter um microcrédito para seu negócio.

Fonte: O Globo

*Foto: Divulgação / Roberto Moreyra – Agência O Globo

Por que ser perfeccionista pode ser prejudicial ao trabalho?

É preciso tomar cuidado em uma entrevista de emprego ou já contratado dizer que se considera uma pessoa perfeccionista.

O que é ser perfeccionista?

Quando uma pessoa demonstra ser perfeccionista ou afirma ser desse modo em um ambiente de trabalho, é preciso que ela saiba identificar o que isso significa na prática. Em primeiro lugar, uma característica comum de quem se julga assim é sempre se defender dos feedbacks que recebe e acha que tudo que é dito a ela é uma crítica pessoal.

Além disso, a pessoa também se acha capaz de trabalhar sozinha e não equipe, por pensar que desenvolve um trabalho melhor que o restante de sua equipe. Também costuma querer agradar todo mundo e, consequentemente, anula seus próprios desejos. E um dos piores casos é que não sabe lidar com falhas, pois acha que precisa ser perfeita em tudo e por estar acostumado a sempre se autocriticar acaba enxergando só defeitos em qualquer coisa e em seus colegas de trabalho.

Todos estes fatores acima são considerados por especialistas como atos de pessoas perfeccionistas. No entanto, o que antes poderia ser listado como uma qualidade, hoje pode se transformar em um sinal de alerta ao funcionário.

Estudos

Sobre o tema, os pesquisadores Andrew Hill e Thomaz Curran das universidades de Bath e York St. John, no Reino Unido, realizaram estudos de meta-análise com base nos indicativos de perfeccionismo registrados entre 1989 e 2016. Esta foi a primeira investigação a comparar a tendência entre gerações. Eles conseguiram verificar aumentos expressivos entre os recém-formados no Canadá, Estados Unidos e Reino Unidos.

Já outra pesquisa realizada pela norte-americana Katie Rasmussen, na universidade de West Virginia, revela que duas em cada cinco crianças e adolescentes são perfeccionistas. Em sua opinião: “Estamos começando a falar sobre como caminhamos para um caso de epidemia em saúde pública”.

Em ambos os estudos, há um fator importante, que mostra que a população não está se tornando melhor sucedida, e sim que está ficando doente pelo excesso de perfeccionismo.

Em relação a quem estabelece altos parâmetros, que é o caso de estudantes, atletas e trabalhadores. Estes mostram uma pequena ou nenhuma vantagem em comparação àqueles que não estipulam. Já as pessoas que manifestam o perfeccionismo mal adaptado podem sofrer da doença de bournot.

Saber identificar o que é dedicação de perfeccionismo

Estudos revelam que há dois tipos de perfeccionismo. O primeiro é o adaptativo, que é considerado saudável, em que a pessoa demonstra motivação por novas conquistas, além de possuir muitas metas e disciplina para atingi-las. Já o segundo, diz respeito ao mal-adaptativo, que é perigoso e faz mal à saúde. Neste tipo de perfeccionismo o indivíduo nunca está feliz com seu desempenho, pois suas metas na verdade são irreais. Eles acreditam que tudo em suas vidas devem desempenhados com absoluta perfeição e não admite que algo possa ser impossível para ele. A autocobrança também impera neste cenário e se mostra uma pessoa controladora, o que impacta negativamente em suas relações profissionais e pessoais. É importante que a pessoa saiba perfeccionista saiba identificar se todo este empenho vale realmente a pena.

Como a pessoa perfeccionista pode ser prejudicada?

Não importa o grau de perfeccionismo que pessoa tenha, é de suma importância que ela esteja alerta às consequências disso tudo, entre as quais: excesso de atividades ou procrastinação por medo de realizar tarefas e fracassar; dificuldade em aprender com os próprios erros, o que atrapalha sua evolução; dificuldade em aprender com os próprios erros, impedindo sua evolução. Portanto, qualquer um desses casos, a pessoa deixa de adquirir conhecimento e evoluir e transforma sua vida em estresse e excesso de sobrecarga.

Além disso, as pesquisas também identificaram que quanto mais a pessoas for perfeccionista, maior será sua chance de desistir de algo, em função de sentir-se frustrada. No entanto, há a possibilidade do profissional ter algum sucesso. Porém, sua saúde estará debilitada já, fazendo com que pegue leve e volte uns passos para trás. E aí vem a pergunta: valeu a pena todo este sacrifício?

Há cura?

Isso de muitos anos, quando estamos na escola e existe classificação para tudo por meio de provas e notas, até chegar ao competitivo mercado de trabalho. Em ambos os casos, o medo de falhar impera. Errar virou algo inaceitável e por isso as pessoas entregam sua alegria e saúde em trocar de ser mais assertivo, e isto é humanamente impossível. E acabamos entrando em círculo vicioso em busca da perfeição.

Se a pessoa falha, ela se sente culpada e ainda pensa que deve ser penalizada por isso. Portanto, cabe ao profissional procurar ajuda e se reeducar sobre o que é ser uma pessoa perfeccionista num âmbito saudável, e também a empresa precisa fazer o mesmo para que seja criada uma nova perspectiva inclusiva e saudável para todos.

Fonte: revista Você S/A

*Foto: Reprodução

Por decisão judicial, segue criação do Parque Minhocão

Justiça de São Paulo derrubou liminar de junho que suspendia a criação do Parque Minhocão, e primeiro trecho é previsto para 2020

A Justiça de São Paulo derrubou no começo do mês a liminar que suspendia a criação do Parque Minhocão, na região central da capital paulista.

Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça concedeu liminar (decisão provisória) para que o projeto de transformação do elevado João Goulart em parque fosse suspenso. A medida acatou o pedido do Ministério Público que julgava ser uma ação direta de inconstitucionalidade.

Entenda o caso do Parque Minhocão

Em fevereiro de 2018, foi promulgada uma lei pelo então prefeito João Doria, em que se tornava oficial a desativação para o tráfego de veículos automotivos e a instalação de um parque linear suspenso no elevado João Goulart, por meio do uso da estrutura existente do local.

Neste ano, seu sucessor, Bruno Covas (PSDB), divulgou a implantação do primeiro trecho do Parque Minhocão, suspensa depois da liminar de junho.

O MP argumentou que o projeto violaria o princípio da separação dos poderes. À época, o relator do caso, o desembargador Sales Rossi afirmou:

“A abrupta desativação de importante via de circulação causaria grande impacto urbanístico, além do risco de irreversibilidade, caso criado o parque municipal no lugar do elevado”.

Suspensão da liminar

Com a decisão favorável ao Parque Minhocão pronunciada no início deste mês, a Prefeitura de São Paulo retomou as discussões e audiências públicas para decidir qual a melhor proposta de requalificação para o viaduto. Além disso, a prefeitura afirmou ter enviado à Justiça todos os documentos que provam que tal processo atendeu a todas as exigências previstas na legislação correspondente.

O vereador Police Neto (PSD), que é o coautor da Lei 16.833/18, que cria o parque, comemorou a decisão favorável:

“Fizemos no plano diretor esse debate de que tinha que mudar a lógica de ‘carro dependência’, e o parque Minhocão é uma das alternativas viáveis para a recuperação do centro da cidade”.

O outro lado

Por outro lado, o autor do pedido da liminar de suspensão da criação do Parque Minhocão, o vereador Caio Miranda (PSB), disse que não existe análises adequadas quanto à  infraestrutura e segurança:

“O elevado está comprometido com o risco de queda, como já ocorreu com dois viadutos na cidade”.

Ele se referiu aos casos das estruturas nas regiões das marginais Pinheiros e Tietê. O vereador ainda ressaltou ter solicitado uma CPI na Câmara Municipal sobre o estado de pontes e viadutos na capital paulista. No entanto, o pedido não foi aprovado, pois não há um interesse real de seus pares.

Miranda também afirma que não há um estudo associado ao impacto que a desativação do Minhocão poderia refletir no trânsito da região. Em sua visão:

“Se parar o trânsito em cima, embaixo não tem como a fluidez do trânsito ser resolvida. Não é coisa simples”.

Por fim, ele chama atenção que a criação do Parque Minhocão traz também um interesse imobiliário e confirma que quem transitar pelo elevado pode presenciar ao menos três novos empreendimentos.

Prefeitura de São Paulo

Em contrapartida, a Prefeitura de São Paulo afirma ter feito no primeiro semestre deste ano uma análise preliminar em que foram apresentados “estudos aprofundados” de impacto de mobilidade urbana, além de propostas medidas de mitigação. O órgão ressaltou que a criação do Parque Minhocão integra as várias ações que visam a revitalização do centro da cidade.

O vereador Caio Miranda ainda tentará um último recurso, baseado em um plebiscito “para que a prefeitura se digne a perguntar para a população” se querem ou não a implementação do parque.

Custos do Parque Minhocão

O primeiro trecho do Parque Minhocão terá o custo de R$ 38 milhões. Desse montante, R$ 13 milhões serão investidos em obras de acessibilidade e segurança, que antes da suspensão tinham a previsão de entrega para até o final de 2019. Os outros R$ 25 milhões serão empregados na implantação do parque linear como um todo, com previsão de conclusão para o fim do ano que vem.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Jaime Lerner Arquitetos Associados

BNDES pode perder até R$ 14,6 bi com Odebrecht

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou no mês passado, em seu site, que suas perdas passadas ou potenciais em operações que envolviam a empresa Odebrecht, que está em recuperação judicial atualmente, podem somar R$ 14,6 bilhões.

Perdas do BNDES

Em relação ao total de R$ 14,6 bilhões, R$ 3,7 bilhões (aproximadamente US$ 900 milhões, quando foi convertido pelo câmbio de final de setembro), estão atreladas a perdas da União em créditos, no financiamento à exportação. Pois, o Fundo Garantidos de Exportações (FGE) indeniza o BNDES por toda série de inadimplentes promovidos por países importadores.

Sobre os R$ 10,9 bilhões que restaram, R$ 8,7 bilhões são vistos como uma perda potencial (máxima), que foi atualizada até maio deste ano, e se refere ao valor de exposição total do BNDES em créditos diante das companhias em recuperação judicial do grupo Odebrecht.

Já a perda efetiva de R$ 800 milhões (em valores atualizados) diz respeito a venda pelo Sistema BNDES de ações da Atvos. Contudo, a OTP, na qual o banco de fomento ainda possui participação, a perda potencial dos papéis ainda em carteira é de R$ 1,4 bilhão.

Parecer da União

Os gastos em operações de crédito com a Odebrecht aumentou, em valor atualizado, cerca de R$ 647 milhões, no período de 2003 a 2018, conforme parecer da União. Este valor é resultado da diferença do juro cobrado do conglomerado pelo BNDES e a tarifa básica Selic no instante dos desembolsos.

Sistema BNDES

No início de agosto, ao informar dados sobre o modelo de financiamento do Sistema BNDES à exportação de serviços de corporações nacionais entre 1998 e junho de 2019, o banco de fomento divulgou que o grupo Odebrecht respondeu por 76% do total de desembolsos na época em que atuaram juntos, no período de 2003 a 2018.

Já em relação às modalidades de apoio ao conglomerado de construção civil foram: aquisição de participações acionárias, financiamento à exportação, além de oferta de crédito.

Valor que o BNDES desembolsou à Odebrecht

O BNDES já desembolsou um total de US$ 32,9 bilhões em valores históricos, ou US$ 51,3 bilhões em valores atualizados pelo IPCA até o mês passado às companhias pertencentes à Odebrecht.

A somatória histórica compreende R$ 15,3 bilhões em crédito, dos quais R$ 11,7 bilhões dizem respeito a financiamentos diretos, em que há risco potencial de perdas para o BNDES, e ainda de R$ 3,6 bilhões em crédito indireto, em situações que as possíveis perdas são vinculadas aos agentes financeiros intermediários.

Este panorama também reflete um montante de R$ 16,1 bilhões que está atrelado aos financiamentos de exportação de serviços. O valor restante, que é de R$ 1,5 bilhão diz respeito à compra de fatias nas companhias Atvos e OTP. À época, o BNDES afirmou que as ações de emissão da primeira empresa já haviam sido negociadas pelo banco e as da segunda corporação ainda não.

Fonte: Forbes – UOL

*Foto: Divulgação

Governo muda regras trabalhistas

Com as regras trabalhistas alteradas, empresa pequena poderá ter só um banheiro

Publicado no mês passado, o governo federal realizou uma mudança nas regras trabalhistas, no que tange às áreas de segurança e saúde no trabalho, conhecidas como NRs. O objetivo foi reduzir as exigências para as empresas, em relação à higiene e conforto, além de multas em casos de infração e interdição de locais de trabalho.

Alteração de regras trabalhistas

Para se entender melhor, pode-se tomar como exemplo as pequenas empresas, com no máximo dez trabalhadores. Nestes espaços poderá haver apenas um banheiro. Além disso, vestiário será obrigatório somente se a firma exigir o uso de um uniforme.

Em matéria publicada pela UOL no mês passado, a advogada trabalhista Alessandra Wasserman Macedo explicou como funcionarão as mudanças dessas regras trabalhistas. Ela adiantou que agora tais normas ficaram menos complexas.

Conforto e higiene

O governo modificou regras trabalhistas no quesito higiene e conforto dos funcionários, que já constava na NR 24. Elas foram alteradas por estarem desatualizadas, pois trata-se de normas publicadas em 1978 e que hoje, 41 anos depois, não se aplicam mais.

Portanto, deixa de valer a obrigatoriedade de que as janelas dos alojamentos de empregado sejam de madeira ou de ferro, além da exigência do uso de lâmpadas incandescentes. Naquela época, a regra estipulava até o tipo de tinta a ser utilizada nas paredes dos banheiros, por exemplo, afirma a advogada.

Já sobre o banheiro, as companhias que contam com até dez colaboradores poderão ter apenas um banheiro individual, para uso comum de todos os sexos. Porém, desde que respeitada a intimidade. Antigamente, era preciso ter um banheiro feminino e um masculino.

As regras trabalhistas também foram alteradas sobre o tamanho desses banheiros, assim como os vestiários e refeitórios, que devem levar em consideração a quantidade de funcionários do turno com maior número de empregados, e não mais o total de trabalhadores da companhia.

A partir de agora, será cobrado somente a obrigatoriedade da firma possui um vestiário se exigir que seus funcionários vistam roupas específicas, como uniformes. Antes, era exigido ter o local para trocar a roupa em empresas com mais de 50 colaboradores.

Redução de multas

Com as alterações nas regras trabalhistas, na parte da NR 28, o total de multas possíveis que podem ser aplicadas a companhias foi diminuído. Antigamente, havia aproximadamente 6.800 probabilidades de multas, agora este número despencou para 4.000, de acordo com informações do governo.  

O Ministério afirmou ainda que este número é a somatória de infrações possíveis de todas as áreas da economia. Portanto, uma única companhia não está sujeita a 4.000 multas. Um exemplo disso é que no setor de construção civil existe 600 itens aplicáveis, enquanto que no setor de mineração são 534.

Locais interditados

Conforme as novas regras trabalhistas, na parte da NR 3 que tange os embargos e interdições de locais de trabalho, estas foram reforçadas em relação às medidas emergenciais que devem ser adotadas comente em situações de risco, como acidentes ou doenças graves ligadas ao trabalho.

Alterações das regras trabalhistas devem seguir

As modificações no texto de três NRs foram publicadas no Diário Oficial da União no dia 24 de setembro e foram assinadas pelo secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

Com estas alterações, chegaram a seis o número total de mudanças nas regras trabalhistas, em relação à segurança e saúde dos funcionários realizadas pelo Ministério da Economia. As três primeira foram publicadas em agosto. O governo ainda afirmou que deve continuar com uma “ampla revisão” de todos os textos das 36 normas vigentes.

Fonte: UOL

*Foto: Divulgação

Entenda como fica o fim da multa de 10% do FGTS

A intenção do governo de mudar a cláusula que exige das empresas o pagamento de 10% do FGTS quando dispensa um empregado sem justa causa, em nada influencia no recebimento feste funcionário, e sim apenas a União que deixa de arrecadar este valor

Muito tem se falado a respeito do FGTS, o que envolve saques ou deixá-lo rendendo mais. No entanto, também tem sido especulado como fica a questão empregatícia, quando o funcionário é dispensado pela empresa sem justa causa. Mais especificamente, diz respeito a tal multa dos 10% paga pelas companhias, quando o empregado é demitido.

A seguir, veremos o que muda, caso esta intenção do governo passe a vigorar de fato.

Como é sabido no universo corporativo, quando um empregado é dispensado sem justa causa pelo empregador, ele recebe entre outros direitos, uma indenização no valor de 40% do seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O que precisa ficar claro nesta situação é que este indicativo não é propriamente uma multa, pois a companhia que demite um colaborador, no entendimento da lei, não está cometendo nenhum tipo de infração, em princípio.

Ato das Disposições Constitucionais Transitórias

Este tipo de indenização está inclusa no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que integra parte da Constituição Federal brasileira. Portanto, desse modo, só poderia der modificada por meio de uma emenda constitucional. Porém, parte dos juristas ainda defende que este trecho seria uma cláusula pétrea, ou seja, que ela não poderia ser alterada.

Lei de 2001 sobre o FGTS

No entanto, em 2001, foi criada uma lei que ficou estabelecida o dono da empresa ao decidir dispensar um funcionário sem justa causa, além de pagar a indenização de 40%, ele também deveria pagar um valor a mais, de 10%, do FGTS. Essa medida foi instituída para compensar perdas de décadas atrás, decorrentes, dos planos Verão e Collor.

Todavia, na verdade, este montante adicional é destinado aos cofres da União, e não para o funcionário demitido.

Sendo assim, desde que entrou esta lei em vigor no início dos anos 2000, qualquer companhia passou a ter a obrigatoriedade de pagar o valor correspondente a 50% do FGTS, em casos de dispensas de empregados sem justa causa, aonde 40% vai para o colaborador demitido e 10% para a União.

Posição do governo federal

Contudo, o governo federal apresentou recentemente a ideia de acabar de vez com a contribuição de 10%, destinada à União e que isso pode ser realizado por meio de uma lei. Com isso, apenas o órgão federal seria prejudicado por deixar de arrecadar tão porcentagem, e em nada perderia o funcionário, que não deixaria de receber a multa rescisória de 40%, em caso de demissão sem justa causa.

Neste caso, como o empregado não sofrerá nenhum tipo de prejuízo, esta eliminação da contribuição de 10% faz com que a dispensa por parte do empregador seja benéfica para o seu bolso, pois estará economizando um valor que seria destinado apenas para arrecadação da União.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Marcelo Camargo – Agência Brasil