Ancine suspende verbas públicas a pedido do TCU

O TCU (Tribunal de Contas da União) ordenou que a Ancine suspenda cota de recursos públicos para produções nacionais.

A agência reguladora do audiovisual tem 30 dias para demonstrar capacidade na avaliação de prestações de contas dos projetos.

O TCU só permitirá que a Ancine volte a repassar verbas de produção se ela tiver condições técnicas-operacionais eficientes. Hoje, a entidade, em parceria com o Ministério da Cidadania, sucessora do Ministério da Cultura, avaliam a aprovação dessas verbas.

Além disso, as duas empresas têm de fiscalizar a execução de cada ajuste de um novo filme ou série brasileiras.

Com a troca de governo, a agência de cinema talvez não conte com funcionários suficientes para reavaliar cada projeto novo. Segundo a ex-diretora da Ancine, Vera Zaverucha, na estrutura atual não tem como dar conta dessas exigências impostas pelo TCU.

As consequências diretas a partir dessa determinação do Tribunal de Contas é paralisar projetos que já estavam em andamento. Com isso, inúmeras produções podem ser prejudicadas.

MAIOR FISCALIZAÇÃO

Com essas medidas tomadas pelo TCU, busca-se uma maior fiscalização do setor de audiovisual. O órgão público obriga assim a agência de cinema a ter mais critério na escolha de recursos destinados ao audiovisual.

Porém, dificilmente uma produção nacional, seja um filme ou série para TV, consegue se bancar sem ajuda do Governo. Por isso, a importância da Ancine e Ministério da Cidadania em se adequar às normas exigidas pelo TCU.

Um longa-metragem nos dias atuais depende em grande parte do financiamento de dinheiro público. Com essa suspensão, diversos projetos podem nunca mais sair do papel.

A agência precisa elaborar um plano eficaz para que filmes e séries não sejam barrados por órgãos públicos superiores. Porém, a empresa que fomenta o setor de audiovisual aguarda uma notificação expressa do TCU para tomar as decisões cabíveis.

Ela ainda afirma, que no momento há uma auditoria em andamento para verificação de ações referentes à gestão anterior. Corre um inquérito em segredo de justiça para investigação contra o atual diretor, Christian de Castro. No fim de 2018, a Polícia Federal apreendeu na sede da entidade HDs de computadores e livros contábeis para averiguação.

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Canudos de plástico: SP aguarda sanção do prefeito Bruno Covas

Aprovada em abril em votação da Câmara Municipal, a capital paulista pode se juntar a outras cidades que proibiram o uso de canudos de plásticos em estabelecimentos comerciais.

O projeto de Lei 99/2018, do vereador Reginaldo Tripoli (PV) aguarda agora sanção ou veto do prefeito Bruno Covas.

Entre os locais onde o fornecimento de canudos plásticos podem ser proibidos estão: bares, restaurantes, hotéis e padarias.

A VOTAÇÃO

Foram 32 votos a favor e 2 contra, entre os que discordam da decisão da maioria está o vereador Fernando Holiday (DEM). Para ele, a proibição apenas mascara a questão do descarte irregular de lixo na cidade.

ITENS QUE PODEM SUBSTITUIR O USO DO PLÁSTICO

Segundo a proposta o objeto de plástico pode ser substituído por canudos de papel reciclável, biodegradável ou de material comestível. Em suas redes sociais, Tripoli comemorou aprovação pela câmara.

“Uma decisão muito importante para combater o excesso de lixo na cidade e criar uma nova visão sobre o consumo do plástico desnecessário. Agradeço à população engajada na questão, que já entendeu a urgência na mudança de hábitos.”

MULTAS EM CASO DE DESCUMPRIMENTO

Em caso de sanção pelo prefeito Bruno Covas, o estabelecimento que descumprir as regras pagará multas. Porém, primeiramente esses locais sofrerão uma advertência. Se houver uma segunda autuação, terá aplicação de multa no valor de R$ 1 mil. Em uma terceira ocorrência, a infração será o dobro do preço da autuação anterior. A partir da sexta multa, o estabelecimento terá que pagar R$ 8 mil e a parte administrativa do negócio será fechada.

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Nubank aciona Cade contra bancos por quebra de contrato

Fintech alega que instituições financeiras dificultam o serviço de débito a automático a clientes que possuem cartão de crédito do banco digital

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instaurou inquérito para averiguar suposta dificuldade imposta pelos bancos BB, Bradesco, Caixa Econômica e Santander contra o Nubank. O Itaú ficou de fora dessa lista.

O Nubank procurou o órgão de defesa há dois anos. A Fintech alega que houve quebra contratual por parte dessas instituições, além de cobrarem taxas abusivas dos clientes. A partir daí, foi instaurado um processo administrativo contra esses bancos.

ACORDOS E QUEBRA DE CONTRATO

Os acordos realizados entre a Fintech mais o Banco do Brasil e Santander foram rompidos unilateralmente. A Caixa e o Bradesco chegaram a fixar taxas de mais de R$ 10 para o serviço de débito automático. Estes não aceitaram uma contraproposta e esse entrave vem se arrastando há quatro anos, quando foram iniciadas as primeiras negociações entre os todos os bancos e o Nubank.

Porém, o valor cobrado por 64% instituições financeiras em transações de débito automático era de R$ 2,99; e de R$ 3 a R$ 5,99, praticado por 27% de outros bancos. Os dados são do Banco Central, levantados pela superintendência do Cade.

PARECER DO CADE

Para o órgão de defesa ficou evidente que os bancos possuem posicionamento dominante frente ao serviço de débito automático. Todavia, o Cade também entende que não há justificativas aceitáveis para que os bancos do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander praticarem esses valores acima dos outros bancos.

Ao serem notificadas, o BB disse que prestou informações necessárias ao Cade e que está à disposição do órgão. A Caixa afirmou estar agindo em conformidade com as regras do sistema financeiro em relação ao serviço de débito automático.

A Fintech está confiante que o Cade agirá na intenção de proteger e incitar a competitividade do setor. Pois assim, novas empresas também vão poder oferecer inovação e melhores opções à clientes.

Além disso, o Nubank ressalta que ao ser prejudicada pela cobrança abusiva do serviço de débito automático praticado por esses quatro bancos, ele acaba perdendo 5% de lucro. Portanto, seu crescimento fica limitado.

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 Não haverá concurso público em 2020, segundo decisão do governo

De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), entregue ao Congresso mês passado, não há previsão de realização de novos concursos para 2020.

O programa de governo que prevê orçamentos sempre em relação ao ano seguinte, afirma que por enquanto a prioridade é reduzir bastante o número de servidores públicos.

No início de abril, o ministro Paulo Guedes ainda afirmou que o governo estava cortando certames. Para ele: “acabou o empreguismo, não tem mais isso”.

DECISÃO DO CONGRESSO

O texto seguiu para o Congresso Nacional, onde será analisado pela Comissão Mista de Orçamento. A partir daí, um parecer será emitido, além de emendas vindas de parlamentares. Em seguida, o projeto tem prazo de votação até 17 de julho, realizada por deputados e senadores.

Pois, se passar desse tempo, o Congresso não poderá entrar em período de recesso. Após a decisão do Congresso, a medida será encaminhada para ser sancionada pelo presidente da República.

REAJUSTE DE SALÁRIO APENAS PARA MILITARES

A lei de diretrizes de 2020 não prevê também reajuste salarial para servidores públicos.

A LDO só contempla o acréscimo na folha de pagamento para militares, pois o reajuste consta no texto da reforma da Previdência das Forças Armadas.

Segundo o secretário de Orçamento Federal, George Soares, a LDO permite reestruturação aos militares e nada diz aos demais servidores.

Em 2019, de acordo com dados do Ministério da Economia, os gastos com pagamento de pessoal atingirá R$ 326, 2 bilhões. Isso equivale a 4,46% do PIB nacional. Já os custos para o ano que vem podem chegar a R$ 338,1 bilhões, ou seja, 4,29% do PIB.

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Petrobras decide cortar financiamento ao setor cultural do país

Corte pela estatal afeta festivais de cinema, música e teatro, que não terão seus incentivos renovados

A Petrobras não vai patrocinar mais 13 projetos culturais contemplados há anos. Entre eles, estão o Anima Mundi, Festival de Brasília, Festival do Rio e a Mostra de Cinema de São Paulo.

A empresa pública enviou aos deputados federais Áurea Carolina (PSOL-MG) e Ivan Valente (PSOL-SP) uma lista dos programas cortados. O comunicado expedido mês passado foi a resposta ao requerimento de informação solicitado por Áurea e Valente.

A companhia petrolífera ainda informou que seus programas de patrocínio estão em processo de revisão. E que a prioridade nesse momento é atender projetos voltados às áreas de ciência, educação e tecnologia.

Também tiveram seus eventos deste ano cortados: o Festival de Teatro de Curitiba, Teatro Poeira (RJ) e o Prêmio da Música Brasileira.

Segundo comunicado do presidente Jair Bolsonaro em fevereiro, era necessário reavaliar os contratos desses programas. Pois para eles, o Estado tem prioridades maiores. Portanto, a Petrobras passou a reanalisar sua carteira de patrocínios, visando principalmente a redução de custos do setor cultural.

Porém, Diego Pila, gerente de patrocínios da Petrobras afirmou em audiência pública na Câmara dos Deputados em abril que os contratos já firmados seriam honrados.

Uma das iniciativas que será levada adiante é um edital de R$ 10 milhões que voltado à projetos musicais. Ao todo, 19 programas serão contemplados em breve, finaliza Pila.

REDUÇÃO DE CUSTOS DESDE 2011

Não é de hoje que a estatal vem cortando repasse de patrocínio em todas as áreas. Em 2011 foram destinados R$ 350 milhões de forma geral e em 2018 este número caiu para R$ 135 milhões.

Só o investimento em cultura despencou de R$ 153 milhões em 2011 para R$ 38 milhões no ano passado. Em seus áureos tempos, a Petrobras chegou a patrocinar 336 projetos culturais, em 2018 foram selecionados apenas 30.

Para 2019, a verba inicial para o setor de comunicação, que integra a área cultural foi de R$ 180 milhões. Mas no fim houve um corte de 30%, passando a ter um repasse de R$ 128 milhões.

MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP

A diminuição de investimento para Mostra de Cinema de SP desse ano pode prejudicar em torno de 25% seu orçamento para realização do evento. O festival vai acontecer entre os dias 17 e 30 de outubro.

Segundo a diretora da mostra, Renata de Almeida, medidas serão tomadas para sua viabilização. Isto inclui ações que não afetem diretamente o público, como cortes de passagens aéreas a convidados do festival.

Renata soube do corte por meio de uma ligação da própria estatal. Com isso, ela espera que outras instituições apoiem o evento audiovisual, como a CPFL, Itaú Cultural, Sabesp, Sesc e Spcine. A diretora também demonstra preocupação com o que será decido sobre a Lei Rouanet. Sob este tipo de incentivo que empresas como CPFL e Itaú podiam financiar a Mostra de Cinema de São Paulo. Esse tipo de ação agora é pauta de discussão no Planalto.

ANIMA MUNDI

Nos último anos, o Anima Mundi já vinha sofrendo com redução de patrocínio vindo da estatal. Em 2018, o evento teve financiamento de R$ 700 mil. Menos do que os 50% que obtinham em seus primeiros anos de realização.

Para César Coelho, diretor do evento, o festival terá um curto espaço de tempo para cobrir esse buraco no orçamento. Como o Anima Mundi acontece em julho, com um planejamento que demanda mais de um ano de produção, há pouco tempo para correr atrás do restante da verba.

CORTES VINDOS DE OUTRAS ESTATAIS

Não é só a Petrobras que vem cortando patrocínio da área cultural, outras instituições também tem reanalisado suas cotas.

Entre eles, o BNDES cortou em 40% seu incentivo ao setor cultural. Para este ano, o valor é de R$ 5 milhões neste ano. Os recursos aprovados devem ser repassados apenas a programas literários. Todavia, o banco ainda não divulgou, como em anos anteriores, se contemplará também projetos convidados.

Fonte: Folha – Ilustrada

*Foto: Divulgação – cena do filme “Como Nossos Pais”

Brasão da República voltará à capa do passaporte brasileiro

Documentos válidos não precisam ser atualizados neste momento, apenas na renovação

Mês passado, o Itamaraty determinou que o novas emissões e renovações do passaporte brasileiro voltarão ao modelo antigo. O anúncio foi feito pelo órgão por meio das redes sociais.

Em 2015, esta opção deixou de circular, dando lugar à imagem do Cruzeiro do Sul e à expressão “Passaporte Mercosul”.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirma que “o brasileiro que viaja ou mora no exterior levará um símbolo da pátria em seu documento de viagem”. A medida de alteração da capa do passaporte já constava do plano de metas dos 100 primeiros dias do governo.

O novo modelo de capa segue o atual padrão à países participantes do Mercosul. Os documentos que ainda não venceram não necessitam serem substituídos neste momento. A capa com o brasão da República constará automaticamente das próximas emissões ou renovações.

SOLICITAÇÃO CONTINUA A MESMA

Quem deseja emitir pela primeira vez o passaporte ou renová-lo, o pedido continua sendo feito via portal da Polícia Federal. A validade da licença permanece por dez anos.

Os documentos necessários para a primeira emissão são: RG, CPF, Certidão de Casamento (se tiver alteração do nome) e Certificação de Naturalização (para quem não nasceu no Brasil), Título de Eleitor e comprovantes de votação da última eleição. Quem não possuir esses comprovantes pode apresentar uma declaração da Justiça Eleitoral, provando que está quite com as obrigações eleitorais, ou ainda uma justificativa eleitoral aos que não votaram.

Quem for apenas renovar, é necessário levar o passaporte anterior ao posto da Polícia Federal.

Somente após preencher o formulário do portal e pagar a taxa, que atualmente é de R$ 257,25, que a pessoa pode agendar também pelo próprio site dia e horário de comparecimento ao posto da Polícia Federal mais próximo.

No dia marcado, o usuário comparecerá munido de todos os documentos e comprovante do pagamento da GRU (Guia de Recolhimento). A retirada do passaporte será determinada pela Polícia Federal no dia de sua primeira visita ao local.

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Avianca recorre de decisão que autoriza retomada de aeronaves

Companhia aérea pode perder 30% de sua frota, caso a Justiça mantenha a decisão

A Avianca Brasil protocolou no mês passado uma solicitação ao TJ-SP para que não perca seus equipamentos.

A empresa que está em recuperação judicial pode ter suas aeronaves tomadas por organizações que arrendaram as mesmas.

A petição enviada ao Tribunal de Justiça de São Paulo pede urgência do órgão nessa questão. Pois, segundo a companhia, já há mandados de reintegração de posse a serem cumpridos. Com isso, cerca de nove aviões e um motor podem ser retirados do hangar. Este número representa uma perda de 30% da frota. O mandado diz respeito à duas liminares concedidas às arrendadoras ACG e Sumisho.

A empresa não tem conseguido cumprir seus contratos de leasing desde o segundo semestre de 2018. A Avianca, que não possui aeronaves próprias, acabou desencadeando uma série de processos movidos pelas arrendadoras.

Especialistas do setor que estão familiarizados com o caso da Avianca estimam que essas dívidas podem somar R$ 1 bilhão. Portanto, isso significa que as arrendadoras não participaram da assembleia de credores no início de abril. Os membros decidiram nessa reunião pela aprovação do plano de recuperação judicial da corporação aérea.

O juiz responsável pela ação julgada em primeira instância decidiu suspender a retomada das aeronaves até que fosse realizada a assembleia de 5 de abril. A decisão brecou o contato das empresas de leasing que tentavam reaver os aviões e equipamentos desde dezembro passado.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

O planejamento de recuperação judicial pretende fatiar a empresa, além de leiloar seus ativos, segundo aprovação de 78% dos presentes.

Após a reunião com os credores, a Avianca apresentou um cronograma para devolução de 47 aviões até agosto desse ano. Todavia, o plano não deve ser apreciado pelas companhias de leasing, segundo seus representantes.

De acordo com as arrendadoras, o Brasil não cumpre o que é determinado pela convenção da Cidade do Cabo. O país é signatário, ou seja, deveria garantir a rápida retomada de aviões e maquinário em casos de inadimplência.

Em nota enviada à Anac em fevereiro, o Itamaraty afirma que o Brasil ao não acatar o que é determinado pelo, o mercado aéreo nacional pode ser prejudicado. Essa condição refere-se à maiores taxas de juros em contratos de leasing por descumprir o acordo.

Contudo, a Avianca ressalta que está tomando as medidas cabíveis para que consiga manter suas operações.

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Anatel quer alterar regra do uso de CPF em celulares pré-pagos

Até o ano que vem as empresas de telefonia móvel têm que se adequar às exigências impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações

Atualmente, qualquer pessoa pode registrar um smartphone pré-pago com CPF de terceiros. Basta estar em posse desse número e pronto o aparelho já começa a funcionar sem problemas.

Acontece que essa forma de ativação telefônica tem levado à prisão de inocentes que tiveram seus dados roubados por criminosos. Os registros e ocorrências chegam à polícia, que cumpre mandado de busca os cidadãos.

Muitos só ficam sabendo de “seu” delito após dias de encarceramento, mesmo alegando inocência.

Mudanças exigidas pela Anatel

Para bloquear a operação de bandidos, a Anatel exige das operadoras de telefonia uma alteração no sistema cadastral de usuários. As empresas terão até 2020 para implementarem essas mudanças.

Hoje, as constantes falhas operacionais também possibilitam que agências de marketing digital utilizem dados de idosos para cadastrar linhas. Além disso, ainda disparam mensagens por WhatsApp – conforme a Folha divulgou em dezembro passado.

As companhias de celular já estão apresentando soluções para o problema. Entre elas, a criação de portal informativo ao público, além de medidas mais rigorosas ao habilitar um smartphone remotamente.

As empresas planejam implantar um sistema de validação por meio da digital do usuário.

Dados preocupantes

Desde 2017 a Anatel exige mudanças no setor de telefonia, após revelar problemas encontrados em 157 milhões de aparelhos pré-pago. Entre as falhas reveladas estão CPF inválidos, cadastros incompletos ou em branco, e registros com mais de 50 linhas para um mesmo CPF.

Assim que as mudanças forem colocadas em prática, cerca de 229 milhões de smartphones serão afetados no país. Consequentemente, as linhas pré-pagas serão as mais prejudicadas e representam mais da metade do total de aparelhos.

Nova checagem

Uma das mudanças impostas seria o modo de abordagem para checar dados do usuário. Além do CPF, seriam exigidas informações complementares para validar de fato o registro. Porque muitos números fornecidos pelos clientes são de CPF inválidos ou de pessoas falecidas.

O serviço de portal da internet servirá para informar ao usuários quantas linhas telefônicas estão cadastradas em seu nome. Se o cidadão quisesse saber esta informação hoje, teria que procurar cada operadora onde possui linha pré-paga. O site também terá o dever de remover cadastros indevidos após checagem.

Identidade digital

Até o final de 2020 deve ser possível cadastrar novas linhas de celulares por meio de um sistema de reconhecimento de identificação digital. A tecnologia será implantada pelo governo federal. Com isso, a habilitação do dispositivo só seria realizada com a própria digital do usuário, como ocorre nos caixas eletrônicos.

As validações divergem opiniões de especialistas do mercado. Segundo Eduardo Tube, presidente da Teleco, a exigência de tantas informações para uma ativação de smartphone pré-pago vai contra às próprias normas do serviço.

Tube ressalta que a verificação mais completa faz sentido para validação do pós-pago. Porque há uma conta em nome do usuário. Já o aparelho pré-pago é considerado descartável.

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IBGE vai enxugar 25% do orçamento para Censo 2020

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está em fase de revisão para criar meios de reduzir custos para a realização do Censo Demográfico do ano que vem.

O órgão público visa uma diminuição orçamentária, mas que não prejudique a qualidade deste serviço que é prioridade em 2020. Para isso, rever a metodologia do questionário é fundamental nesse momento.

Esses fatores se devem ao baixo repasse de verba pelo governo federal desde o mandato do ex-presidente Michel Temer. Sua equipe defendia um planejamento mais enxuto por restrições de orçamento, segundo informações do portal Broadcast (Grupo Estado).

A empresa pública solicitou desde o ano passado uma verba para aquisição de equipamentos, software específico e contratação de funcionários. No ano passado, conseguiu apenas R$ 240 milhões dos R$ 344 milhões pleiteados ao Ministério do Planejamento para investir em 2019.

Ainda em 2018, o órgão recebeu R$ 800 mil a menos que o solicitado para os preparativos da operação censitária. A verba para a realização do Censo 2020 será menor ainda. O planejamento original previa recursos no valor de R$ 3,056 milhões para o ano que vem.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em nota, o IBGE diz que o Censo Demográfico 2020 é prioridade e avalia que “o governo federal como um todo, a diretriz é de restrições orçamentárias e a realização do Censo requer a aprovação de orçamento pela União”. A companhia afirma que “várias alternativas estão sendo estudadas para viabilizar a execução do Censo e garantir a qualidade da operação”.

A intenção do órgão é reduzir os custos em 25% em relação ao planejamento inicial. Será necessário ajustar o conteúdo do questionário, priorizando quais são essenciais ao Censo e quais integrarão pesquisas de caráter amostral. A intenção dessa força-tarefa é não perder informações importantes.

Ainda não foi divulgado como será definido essa diminuição de perguntas nem de quantos recenseadores serão necessários para coletar dados. Técnicos do IBGE estão em fase de estudos de quais informações deixariam de fazer parte do Censo. As que ficarem de fora poderão integrar a coleta amostral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, por exemplo.

O órgão ressalta que a redução da metodologia e suas alterações das perguntas precisam passar por consulta de seus quatro grupos-chave: “Comissão do Censo; Comissão Técnica; Grupo de Especialistas; e Órgãos Internacionais, sem prejuízo da discussão contínua entre as áreas técnicas da Instituição”.

O instituto finaliza tranquilizando de que toda população será avisada quando o projeto final estiver terminado.  “Cada item está relacionado aos demais, de modo que uma informação parcial pode desviar de um bom retrato da realidade”.

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Sabesp oferece 947 vagas de estágio em processo seletivo

Inscrições começaram no dia 13 e as oportunidades são para diversas áreas da empresa

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) abriu processo seletivo para o preenchimento de 947 cargos.

As oportunidades de estágio são para diversos departamentos. Os candidatos devem possuir nível médio, médio técnico e superior para poderem participar do certame.

Vencimentos e Postos

Os candidatos de ensino médio receberão bolsa-auxílio no valor de R$ 812. Ao todo, serão 407 cargos, sendo 109 para a cidade de São Paulo, no período da manhã (a partir das 7 horas) e no período vespertino 101, entrando às 12 horas. As outras 197 vagas são destinadas a várias regiões dentro do estado.

Os interessados nos cargos de nível médio técnico e superior, as ofertas também valem para todo o estado de São Paulo.

O médio técnico se divide em algumas opções de categorias e número de vagas para: administração (38), edificações (14), eletrônica (1), eletrotécnica (4), enfermagem do trabalho (1), informática (29), mecânica (10), química (15), saneamento (1), secretariado (4) e segurança do trabalho (5). O salário para este tipo de estágio é de R$ 898.

Para nível superior a bolsa-auxílio é de R$ 1.068 e as vagas compreendem as áreas de: administração (174), análise e desenvolvimento de sistemas (5), ciências biológicas (4), ciências contábeis (10), ciências da computação (6), ciências econômicas (4), comunicação social – fotografia (2), comunicação social – jornalismo (23), comunicação social – publicidade e propaganda (8), comunicação social – rádio e TV (4), comunicação social – relações públicas (8), design gráfico (8), direito (40), engenharia ambiental (9), engenharia cartográfica (2), engenharia civil (72), engenharia de produção (1), engenharia elétrica (3), engenharia mecânica (2), engenharia química (2), informática (10), propaganda e marketing (1), psicologia (2), química (13), secretariado executivo (1), sistemas da informação (3), tecnologia da informação (2), tecnologia de construção de edifícios (1), tecnologia em gestão empresarial ou processos gerenciais (2), tecnologia em hidráulica e saneamento ambiental (2) e tecnologia em obras hidráulicas (2).

Requisitos

Os interessados em participar do concurso devem possuir idade mínima de 16 anos. Os candidatos às vagas de estágio de nível médio e técnico devem estar matriculados no curso entre o primeiro e segundo anos. Quem está no nível médio técnico modular deve estar cursando o primeiro módulo. Já os de nível superior devem estar matriculados do primeiro ao penúltimo ano.

O estágio de todos os níveis será composto de seis horas diárias por período de até dois anos ou até o término do respectivo curso do candidato.

Inscrições e Provas

As inscrições vão até 6 de junho e só podem ser feitas via site da Fundação Carlos Chagas, banca organizadora do certame. No último dia de acesso, o interessado só poderá se inscrever até às 14h o acesso poderá ser feito somente até às 14 horas.

Será cobrado taxa de R$ 55 para os níveis médio e técnico. Para nível superior o valor de inscrição é de R$ 75.

No dia 30 de junho, pela manhã, será realizada a prova objetiva para todos os níveis. O exame será composto por 60 perguntas – dez de atualidades, dez de informática, 15 de matemática e raciocínio lógico, e 25 de língua portuguesa. Os candidatos terão prazo de 3h30 para responderem às questões.

*Foto: Divulgação/Sabesp